Mas a 30 de Agosto, já estou naquela fase de "quantos dias mesmo faltam para começarem as aulas?"
Este ano, a coisa agravou-se pelo facto de elas não terem pretendido frequentar qualquer actividade de Verão e de estarem as duas em plena adolescência.
E não, não me sinto mal por estar ansiosa pelo início das aulas!
Porque há quem esteja sempre de mal com a vida e sempre pronto a dizer mal dos serviços públicos, dos empregados dos hipermercados, ou do atendimento em geral, há que, de vez em quando, perceber que não podemos cair em clichés e dizer mal só porque sim, só porque as coisas não nos correm como queremos.
Não foi nada agradável levantar-me da cama cedinho, num dia de férias, para ir a uma terrinha aqui a 30 quilómetros, tentar a minha sorte para fazer o dito cartão de cidadão das minhas filhotas. Chegamos lá antes das 9 horas, hora de abertura da Conservatória. Já estava um número considerável de pessoas à nossa frente. Eram 9 horas e 06 minutos quando consegui tirar as duas senhas que eram o passe para o atendimento.
A sala estava cheia e não havia cadeiras disponíveis para nós. O ar condicionado não funcionava. O placard com os números a ser chamados também não. Mandei as pequenas sentarem-se cá fora nas escadas e esperei de pé.
Esperei cerca de 3 horas e 45 minutos para ser atendida.
Durante esse tempo pude ouvir gente rude a dirigir-se às funcionárias, gente cheia de pressa, com mais que fazer que estar ali, furiosa por os pais que registavam recém nascidos, por os deficientes ou idosos, terem prioridade...furiosa por o sistema estar lento...
Durante esse tempo pude observar as funcionárias a responderem educadamente a toda as pessoas, a trabalharem sem parar e, ainda, com um sorriso para quem para elas sorrisse ou para os mais idosos.
Cheguei a casa e enviei um mail para os serviços o IRN. Não a reclamar ( e tinha motivos) mas a apenas elogiar quem trabalha naquelas condições.
Ah e tal os funcionários que atendem o público! Pois bem...Há de tudo, como em todos os lados.
Uma das coisas que sempre me revoltou foi a necessidade que outrora existia de, quem não tinha outros meios de ter acesso a médicos, se ir para a fila do Centro de Saúde de madrugada para obter um lugar na consulta.
Felizmente, os tempos mudaram. Quer pelo alargamento do serviço nacional de saúde, quer pela possibilidade de marcação das consultas por outros meios.
No entanto, fico completamente apalermada ao constatar que, para renovar o Cartão do Cidadão das minhas Minis não chega ir para junto da Conservatória do Registo Civil por volt das 7 horas e 30 minutos (note-se que abre ás 9 horas), pois que o número de presentes no local já excedia largamente as senhas que iriam estar disponíveis.
Mais...não existe prioridade para quem pretende fazer Cartão do Cidadão de recém nascidos...
Não encontro justificação...quem tem mais de 25 anos, pode renovar o dito documento on line, nas juntas de freguesia e em outros espaços do cidadão...porquê esta loucura toda???
Alguém tem alguma explicação?
Uma das coisas que admiro nas minhas filhas, sobretudo na mais nova, é a capacidade com que, sem ter frequentado qualquer escola de línguas, dominam o inglês.
Actualmente, tanto gostam de ler livros em português como em inglês e fazem-no sem qualquer dificuldade.
São fãs de manga e anime (banda desenhada e desenhos animados japoneses) e ficaram absolutamente loucas quando viram a área da FNAC que visitamos em Madrid dedicada aos livros de manga. Colunas e colunas de livros dos seus autores favoritos. Preparava-me para trazer um carregamento.
Mas a decepção foi total. Entre os milhares de títulos que tinham, não havia um único escrito em Inglês. Era tudo, tudo traduzido. O mesmo sucedia com outros tipos de livro.
Na Fnac portuguesa, a maioria dos livros, são, obviamente, em português, mas há livros em outras línguas, inclusivamente os ditos manga.
Desde muito nova que tenho a ideia de os espanhóis traduzirem tudo, lembro-me de ver os seus programas sobre música e de chamarem os Rolling Stones, de Piedras Rolantes. Só não imaginava era que continuavam a subestimar o poder do inglês enquanto ferramenta para comunicação intercultural. Se calhar, eu é que estou a ver mal as coisas...
Hoje dei-me conta, ao vir aqui, que há já quase um mês que por aqui não escrevo...
Tanto e tão pouco tempo passou. Num mês, posso dizer que vivi três semanas numa correria e uma em calmaria.
A correria do final do ano no trabalho, a semana final a assegurar o serviço urgente de 9 pessoas de férias, com um cansaço extremo provocado por uma hemoglobina a 9 e uma vítamina D a 12, com uma Mini com uma infecção de meter medo num olho...e de repente, rumamos a norte, ao Gerês e eu senti que tudo se equilibrou e que tudo o que eu precisava era de não ter barulho, do cheiro a terra, da calma de estar rodeada pelo verde por todos os lados.
No Reiki estão sempre a dizer-me que preciso de fazer muito enraizamento porque sou muito "espiritual" seja lá isso o que for. Mas o que é certo, é que o contacto constante com a terra, numa pequena aldeia chamada "Entre-ambos-os-rios" (não confundir com Entre-os-rios), pertencente a Ponte da Barca, foi tudo o que precisei para encontrar a minha paz.
Claro que as Minis não partilharam do meu contentamento, pois o wifi e a rede móvel estavam constantemente a falhar, para além dos passeios que demos onde tínhamos de apenas seguir o caminho, sem ajuda de GPS. No entanto, está tudo muito bem sinalizado e, com ou sem Minis, será certamente uma experiência a repetir.
Os momentos em que estive conectada ao instagram tive duas notícias de grande relevo, uma excelente e uma péssima.
Uma de uma gravidez de uma menina por quem eu torcia há anos para que ultrapassasse um problema que eu vivi também da minha primeira gravidez (a infertilidade); outra que me deixou absolutamente em choque e com uma sensação de perda ENORME: a morte de uma das pessoas que mais admirava na blogosfera pela sua integridade, correcção, cultura e sentido de humor. Havemos de nos encontrar um dia Rui Espírito Santo.
Daqui a dois dias, começam as férias de sonho das Minis: rumo a Madrid...(não é que me agrade...mas família é isto mesmo).
A história da bebé Matilde com uma doença raríssima para cuja cura será necessário um medicamento com custos de cerca de 2 milhões de euros comoveu-me. E, alegrou-de sobremaneira o facto de a solidariedade civil ter sido tanta que, em pouco tempo se alcançou o impensável: juntar o montante necessário.
Acima de tudo, foi uma bofetada que a sociedade civil deu ao Estado. Onde o Estado falha, pode acontecer que a sociedade civil cumpra o papel de quem se demite das suas funções.
Seja como for, alegra-me ainda mais que, por motivos políticos ou não, se tenha ponderado da necessidade da existência de aprovação de tal medicamento em Portugal e de o mesmo estar à disposição para todos os outros casos.
Muito mais há a fazer, certamente outros pais com crianças com outras doenças igualmente incuráveis sentirão que nem todos têm o mesmo tratamento. No entanto, o muito que há por fazer não me impede de me alegrar com o que foi feito.
Normalmente não sou pessoa de acreditar piamente em sondagens ou estatísticas. Mas, diga-se, quanto a esta, estou particularmente céptica.
E sou particularmente céptica porque vivi o problema na primeira pessoa (como encarregada de educação) e como interessada (enquanto membro da comunidade escolar). Contudo, não me espanta que se chegue a esta conclusão. As escolas fecham os olhos e para manterem um estatuto de não sei o quê, nada é bullying, são tudo brincadeiras normais entre as crianças. Até acredito que, de facto, o número de casos de bullying registados pelas escolas tenha diminuído... O problema está naquilo que as escolas consideram relevante para registar...como bullying...O problema está no facto de não se incutir nas nossas crianças que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros...O problema está na demissão, em primeira linha dos pais e depois das escolas, que querem manter estatutos e são demasiado condescendentes. É um preço que iremos pagar no futuro com adultos mal formados.
Ultrapassei os 70 ks. O que para mim, que sou pequenita, é o mesmo que estar uma baleia em ponto pequeno (dada a minha altura). Como com a alimentação Paleo que temos vindo a fazer apenas perdi uns quilinhos, vem a sorte ou seja lá o que for e ajuda! Oh se ajuda!!!
Ao fim de cinco meses de prótese fixa provisória sobre implantes, colocada em todo o meu maxilar inferior, numa cirurgia que demorou quase (ou mais ou menos) cinco horas comigo sempre acordada, descobri que aquele mau estar que sentia e que me impedia de comer coisas tão rijas como melancia, eram afinal dores horríveis provocadas pela rejeição pela minha boca dos implantes que me foram colocados em toda a parte inferior da mesma. Mas como feliz, ou infelizmente (já não sei o que é melhor) eu não sou muito aflita nem particularmente sensível à dor, julgava que era natural, que fazia parte do processo e lá tomava um paracetamol de vez em quando. Estou a líquidos até ter nova prótese, o que acontecerá depois de mais uma tarde em cirurgia.
E, pronto, como andávamos aqui loucos a discutir o que havíamos de fazer aos milhares (ou milhões) do subsídio de férias e do IRS ficámos com o problema resolvido!
Pensar positivo ? SEMPRE!
Como se costuma dizer por aí "Bora lá ser felizes!"
Ler um livro físico é mais envolvente do que ler um e-book.
Assistir a um concerto ao vivo de um músico que adoramos é muito mais emocionante que ouvir a música no MP3.
Ver a selecção jogar (e ganhar) no estádio uma competição e abraçar os que amamos quando marcamos o golo da vitória, é mil vezes melhor que assistir no sofá, ainda que as cadeiras do Dragão não sejam nada confortáveis e eu não seja Portista.
Tenho dito.
Nunca fui daquelas pessoas que achou maravilhoso a Senhora Dona Madonna ter escolhido o nosso país para morar nem me senti orgulhosa por isso.
Vi até como um certo provincianismo tanto alarido que se fez à volta disso.
Daí que perante as alegadas afirmações da senhora de que Lisboa é medieval e de que se sente sozinha, só tenho uma coisa a dizer, que é o que geralmente afirmo: "quem não está bem, muda-se!"
Tenho dito.
Porque contra ventos e marés, quando admiro um profissional, admiro. Porque sei que não é perfeito, mas sei que muito menos o são aquelas que querem ganhar dinheiro à custa dele. CR7 sempre. O trabalho e a resiliência sempre são compensados! BILHETES COMPRADOS PARA A FINAL. PORTO ESPERA POR MIM!
Nunca fui uma pessoa particularmente reactiva, mas, alturas houve da minha vida em que reagia verbalmente com muita facilidade aos estímulos de terceiros ou às contrariedades da vida.
Hoje sou mais tipo zen. Mais de revirar os olhos, contar até dez (ou até mil se preciso for) inspirar/expirar pausadamente e seguir em frente como se nada fosse comigo, ainda que, mentalmente, possa dizer uns quantos impropérios.
No entanto, compreendo que nem todos consigam ser assim ou estejam em fases da vida que lhes permitam reagir com um sorriso às constantes idiotices com que somos confrontados todos os dias ou às partidas que a vida nos prega.
Daí que ache muito boa ideia, que devia ser copiada por cá, a existência de sacos de boxe públicos para descarregar frustrações que terão colocado pela cidade de Nova Iorque.
Alguns automobilistas se tivessem um saquinho desses mal saíssem do carro quando se aborrecem com a manobra dos demais, certamente lhes dariam um bom uso. Recomendaria também que os colocassem junto das filas dos supermercados (para usar quando o espertalhão que está atrás se cola a nós, ou quando a senhora distraída nos passa descaradamente à frente) e mesmo dos serviços públicos para aguentar o tempo de espera.
Quando estou muito enervada costumo fazer crochet ou tricot pois trago quase sempre comigo o saquinho do trabalho, mas reconheço que, para muitos é muito mais prático um saco destes.
Enquanto esperava que uma das Minis saísse da escola estive entretida a ver o instagram e o facebook. Senti-me completamente fora de moda, fora do contexto actual, sobretudo no que a actividade de fim de semana diz respeito.
As pessoas que sigo, ou tinham fotos/vídeos do concerto do Ed Sheeran, que endeusam como a última Coca-Cola do deserto (e eu que nem sei dizer o nome de uma música dele, embora as deva conhecer quase todas da rádio comercial), apelidando de brutal o concerto; ou foram à Feira do Livro e tiraram fotografias com o Ricardo Araújo Pereira.
Devo dizer que preferia conhecer o RAP que o Ed Sheeran, mas que Feira do Livro (vá, crucifiquem-me ) não faz bem a minha onda, quando há imensas livrarias cheias de qualidade, que agora até nos permitem sentar e desfolhar calmamente os livros antes de escolher.
Resumindo e concluindo, estou a tornar-me numa velha chata.
Ser mãe é, sem dúvida, de todas as empreitadas pelas quais me responsabilizei, a mais complexa e dolorosa de todas. Não nego que é também a gratificante. Mas há dias particularmente difíceis...
As minhas filhas estão nas fases da pré-adolescência e adolescência e, confesso, de todas as épocas da vida delas, estas tem sido a que mais me tem desgastado. Há dias em que não sei como lidar com elas.
Conversando com uma amiga um dia destes, a mesma, em jeito de consolo, disse-me, que se os nossos pais haviam sobrevivido à nossa adolescência, nós também haveríamos de sobreviver à das nossas filhas.
Dei, no entanto, por mim a pensar que, apesar de a responsabilidade poder ser em grande parte minha e do pai, se o meu registo na minha adolescência fosse o das minhas filhas, com os pais que eu tinha, quem não tinha sobrevivido, certamente, era eu!!!!
Bem sei que são outros tempos...
Há por aí alguém que se sinta perdido como eu, por vezes?
E no meio da correria dos dias é bom chegar a casa e ter estes pequenotes maravilhosos a choramingar por miminhos. Ás vezes fico um bocadinho zangada quando saem do parque e andam à vontade e espalham tudo o que é calçado pela casa. Mas não duvido que daqui a uns tempos vou sentir falta dos que forem embora.
Não podemos por tudo no mesmo saco, ou seja, é perigoso generalizar.
Senti necessidade de escrever este post, não porque precise de me justificar, mas por uma questão de justiça por todos aqueles que vivem ou sentem as coisas como eu.
Li ontem, republicado por uma amiga, um texto de alguém que, de certa forma, faz um crítica negativa aos peregrinos de Fátima, e àquilo em que Fátima se tornou.
Não discordo totalmente, mas não se pode meter tudo no mesmo saco. As generalizações são perigosas e podem levar a atitudes preconceituosas.
Aceito que haja pessoas que, por alturas do 13 de Maio, vão a Fátima a pé a bater com a mão no peito e com os pés esfolados e que, durante o ano, nem se lembrem da Virgem de Fátima, ou, pior ainda, não se preocupem com o ser humano com quem se cruzam no dia a dia.
Acredito (e conheço) que haja pessoas que vivam a mensagem de Fátima sem nunca lá porem os pés.
No entanto, eu que já fui várias vezes a Fátima a pé, embora num percurso não muito grande - pouco mais da centena de quilómetros - devo dizer que é sempre das experiências mais fantásticas que tenho no ano.
Das vezes que fui, nunca rezei, pelo caminho, nenhum pai nosso ou avé maria e, no entanto, todo o caminho foi um oração de humanidade, pela partilha, pela solidariedade, pela alegria de estar junto de pessoas que, apesar de não me conhecerem partilharam tudo o que tinham comigo.
Depois, porque das vezes que fui, não posso dizer que fui cumprir a minha parte do "negócio" como lhe chamam do "tu dás-me isto e eu vou a Fátima a pé". Não digo que, em situações de muita aflição, já não tenha feito esta ou aquela promessa. Mas quando as cumpro, não cumpro como quem vai pagar uma dívida. Cumpro em agradecimento. Porque sei que se não pagar, não me vão executar nenhum bem, porque sei que nada de mal me acontece. O meu Deus, o Deus em que acredito, não é vingativo e nada espera. Basta-lhe o meu coração alegre e grato.
Sou uma pessoa grata e a minha gratidão não é um estado passageiro ou fruto de alguma moda. Somos tentados a achar que agora a gratidão é um chavão porque aparece em todo o lado. No meu caso é um estado que resultou de uma vida feita com alguns percalços, alguns deles bastante turbulentos e assustadores, que sempre consegui superar.
Quando olho para trás e vejo todos os caminhos que percorri, todos os tombos que dei, não posso senão sorrir, seguir em frente, e agradecer por nunca me ter faltado a coragem e a vontade de superar.
Quando penso nos meus quase 46 anos de vida não sinto obrigação de ir a Fátima ou a Santiago a pé ou de carro. Se tenho vontade? Tenho!
Não me levem a mal...
Sou daquelas pessoas que já deixou de ficar maravilhada cada vez que uma revista qualquer internacional diz que Lisboa é o melhor destino turístico europeu ou mesmo que seja mundial.
Não que não concorde que Lisboa é maravilhosa. Adoro Lisboa, adoro a luminosidade e os recantos. Mas odeio passear nas zonas típicas de de Lisboa. Bem sei que o turismo traz muito dinheiro e muitos postos de trabalho mas há que ter mão nisto.
É impossível andar na zona da Graça ou na Baixa Pombalina sem levar encontrões, sem ver passar um milhão e meio de tuk tuk que de portugueses não têm nada. É porta sim, porta sim, lojas com recordações, muitas delas, como eu já pude constatar, feitas fora de Portugal.
E agora senhores, a praga das trotinetes...não aguento... ´não sei quem tem a concessão das mesmas, mas é um desespero vê-las espalhadas por todo o lado, ter de fugir para não ser atropelada...
Por vezes, e não me levem a mal, penso que não é na afluência de turistas que está o problema. O problema está na forma como não sabemos gerir essa afluência.
Quem por aqui me tem acompanhado sabe que, por vezes, aqui tenho demonstrado o meu apreço por Kate Middleton pessoa que admiro e cujas notícias sobre a vida privada faz parta das futilidades que gosto de ler de vez em quando.
Nunca aqui escrevi sobre a sua cunhada Meghan porque sempre achei uma estupidez o aproveitamento da "pseudo" rivalidade existente entre ambas, e nunca quis aceitar que a Meghan é uma moça cheia de classe.
Mas tenho que dar a mão à palmatória. Olhando a classe da indumentária da Meghan na apresentação do seu pequenito ao mundo, em que apareceu sem qualquer complexos mostrando as marcas que a gravidez absolutamente recente deixou no seu corpo, num vestido discreto, simples mas muito elegante e comparando com os vestidinhos muito mais apelativos de Kate, não posso senão concluir que Meghan Markle tem muita classe, mesmo muita. Está em outro patamar!
Hoje, 7 de Maio, comemora-se o dia do silêncio. Pretende-se, com este dia, alertar as pessoas para o problema da poluição sonora.
Com os anos fui aprendendo o valor inegualável do silêncio. Não só do silêncio naquilo que calamos como no silêncio naquilo que não escrevemos.
Tenho no silêncio um poderoso aliado que me ajuda, quando o consigo fazer (o que nem sempre acontece) a tomar decisões mais acertadas, e a não entrar em batalhas que não valem a pena.
Dois dos meus grandes lemas de vida e que inclusivamente tenho impressos em molduras no meu gabinete de trabalho são: que somos escravos das palavras que proferimos, e senhores daquelas que silenciamos; e que ser inteligente é saber utilizar o silencio para não entrar em guerras desnecessárias.
Não sou defensora, em caso algum, que devamos ficar calados a tudo.
Nem pensar! Mas há muita coisas que não deve ser dita ou escrita, ainda que pensada. Quando aquilo que temos para dizer nada acrescenta, é melhor silenciarmos.
Porque a poluição sonora, o barulho, não é só a música alta, os carros nas estradas, as motosserras a funcionar. São os milhões de palavras inúteis e ofensivas que se dizem e escrevem por aí.
Sou uma Maria deste mundo, que já passou os 40 e a quem a idade foi trazendo serenidade para aceitar a vida e vivê-la intensamente sem sobressaltos. Sou mãe biológica de duas meninas (as minhas verdadeiras filhas) e mãe adoptiva de uma gata cor de caramelo e uma cachorra cor de mel. Adoro ser mãe, adoro aquilo que faço profissionalmente.
Gratidão é talvez aquilo que define o meu actual estado de alma. Detesto pessoas que vivem em permanente zanga com a vida e na escuridão, por opção própria.
Caminhar pela natureza, ler (de preferência com uma chávena de chá na mão) e cozinhar são os meus passatempos preferidos.
O som que mais gosto no mundo ? O do riso das minhas filhas!