21 de outubro de 2018

Sou assim, pronto!!!

À sexta feira, vejo pelas redes sociais imagens de pessoas contentes por ser o último dia da semana  em que trabalham. Penso mesmo que há quem viva a semana a contar quanto tempo falta para sexta feira.
Confesso que sei bem o que é isso. Já estive a fazer um trabalho que odiava e com um ambiente torturante.
Felizmente, actualmente, qualquer dia é para mim um dia como os outros. Todos os dias são diferentes, quanto mais não seja pelas actividades das minhas filhas e por aquilo que tento fazer. Mas todos os dias são como os outros porque não tenho preferência em qualquer dia da semana.
Não me deprime que seja domingo, dia de adiantar as coisas cá em casa para a semana que se aproxima. E a segunda feira é um dia de recomeçar o trabalho (quando não trouxe trabalho para casa).
Gosto de todos os dias da semana, sem amar ou ansiar por nenhum em particular. 
Sou assim, pronto. Estou bem assim, pronto.



17 de outubro de 2018

Sinais dos tempos...

No mesmo dia em que vejo um excerto de um programa de televisão em que um professor universitário diz que fazer com que as crianças cumprimentem os avós com um beijo é sujeitá-las a violência, ouço um pai de uma menina da escola das Minis dizer que um rapaz que influenciou a filha, de 12 anos, a ter relações sexuais com ele, não merece ser castigado, porque ela, apesar de influenciada, aceitou e fê-lo livremente...Sinais dos tempos...


14 de outubro de 2018

Quando não venho ao blogue..

É porque ando entretida com outras coisas...nomeadamente com o meu crochet.
Acabadinho há um bocado!



11 de outubro de 2018

Coisas que fazem sentido!!!

Aqui há dias, li algures, uma daquelas frases feitas que dizia que, actualmente, há muitos amigos que se transformam em conhecidos e conhecidos que viram amigos. 
Na altura, nem liguei. Era apenas mais uma frase feita.
Contudo, esta situação da Mini mais velha acabou por me fazer pensar um bocadinho. 
Tive aqueles amigos de sempre que, como seria de esperar, estiveram comigo em cada minuto de aflição, ainda que a quilómetros de distância. Nunca duvidei que bastava estender os braços para sentir a sua presença. Tive aqueles amigos que se dizem meus (mas sobretudo que se dizem amigos dela) e que nem uma mensagem fosse onde fosse mandaram.
E, depois, tive a grande maioria de pessoas que eu nunca imaginei que estiveram sempre a perguntar, que se dispuseram a dar-nos o seu tempo e a animar-nos e foram maravilhosos.
Aos primeiros quero dizer que sei que conto convosco sempre e vocês sabem que podem contar comigo.
Aos segundos, que lamento por eles. Não por nós.
Aos que foram uma autêntica surpresa de forma positiva quero dizer que me comoveram, que me fizeram imensamente feliz e, que, de facto, as circunstâncias fazem com que alguns que tínhamos como meros conhecidos passem a ser amigos.





10 de outubro de 2018

De um momento para o outro...

De um momento para o outro, tudo muda...
Estávamos no começo de um fim de semana grande em que tinha planeado passear com a família e acabar o poncho de crochet com que me entretenho aos serões.
A Mini mais velha tinha saído para almoçar em casa de um amigo e, eu o pai e a mais nova estávamos com um pé na rua e outro em casa, a caminho de ir passear a Mel e dar um passeio pelo jardim antes de almoço.
O telemóvel toca e oiço a minha filha aos gritos, uma grande confusão. Tinha sido literalmente atacada por um cão, um Akita Inu, de um vizinho do amigo em casa de quem entrava para almoçar.
Percorremos os dez quilómetros que nos separavam com o coração nas mãos. No local já estava o INEM, e entretanto chegou a PSP. Sirenes a caminho da urgência. Sala de cirurgia...e quase quatro dias de internamento. Sobressalto constante pois a proprietária do cão não sabia do boletim de vacinas, e nem sequer identificar o veterinário e a Mini ao fim de umas horas do ataque, ardia em febre.
Só ontem à noite respiramos de alívio. O cão tinha sim vacinas. Ela riu de alívio por si, e, sobretudo pelo cão, a quem defendeu com unhas e dentes, dizendo sempre que ele não pensa e que era quem menos culpa tinha. Afinal, depois do sequestro legal obrigatório, o cão irá apenas ter seguro obrigatório, e ser obrigado a circular sempre com açaime. Eu ri, por ela, por ele e por nós.
Foi cosida, está toda cheia de ligaduras, mas ela vê sempre o lado positivo. O que ficou imobilizado foi o braço direito, e ela escreve com o esquerdo. Esteve à beira de levar uma transfusão porque numa mordida o cão perfurou-lhe uma veia e perdeu muito sangue, mas não levou. Aconteceu numa manhã de sexta feira feriado e assim só teve de faltar às aulas dois dias.
E nós...nós tentamos ser como ela.


3 de outubro de 2018

O que hei-de fazer...???

Hoje peguei na mochila da Mini mais velha. Assustei-me. Resolvi pesar. 11, 200 kgs. Fiquei com o coração apertado. Se a mochila só deve pesar até 10% do peso deles, como é possível?
Sim, há sempre a solução de comprar um trolley, mas quando têm uma escola com milhentas escadas com um elevador que não é utilizável por todos, a minha experiência com a mais nova diz-me que não é boa ideia.
Comprei mochilas depois de me aconselhar e paguei para que pudessem ser o mais confortáveis e menor prejudiciais possível, em detrimento da beleza.
Mas quem é que aguenta? E, 11 200 kgs de coisas absolutamente necessárias que eu fui fiscalizar.


A todos os pais que puderem, assinem aqui.


1 de outubro de 2018

A propósito do tema do fim de semana...

Todos lamentam o menino, todos os pensamentos da terra e até do país estão com ele. Não ponho em causa a necessidade de tal preocupação e de todo o acompanhamento.
Mas, confesso que a mim é o velhote que mais me causa tristeza. 
O menino terá o Estado a zelar por ele, terá (infelizmente por este motivo), muitos técnicos que ajudarão e, acima de tudo, terá uma vida pela frente podendo fazer dela o que quiser dentro do possível. 
O velhote não terá os apoios do menino e, sobretudo, não terá um futuro para tentar amainar a mágoa e a vergonha, não terá um futuro que lhe permita tirar o nó da garganta. 
Só quem tem filhos consegue perceber que as facadas dos nossos filhos matam mais que as traições dos nossos pais (pelo menos eu sinto assim)


29 de setembro de 2018

Ignorar pode ser a solução...

Tinha uma colega de faculdade que muitas vezes dizia "a ignorância faz bem a muita gente". Na altura referia-se ao facto de ter um pai absolutamente castrador que fazia com que não lhe pudesse contar metade das aventuras que vivíamos à época e que eu, quase sempre, partilhava com os meus.
Esta frase, que ficou famosa no nosso grupo de amigos, veio-me hoje à lembrança depois de ler que, em Portugal, já há empresas a transformar insectos em farinhas para bolachas e pão, aproveitando, desta forma, proteína animal. E veio-me à cabeça porque penso que nunca conseguirei comer estes alimentos se tiver consciente de que a farinha utilizada é o resultado da moagem de insectos. Já se não souber e o sabor não for diferente de forma substancial, poderei ser lavada na cantiga.
O meu grande mal é que leio sempre os rótulos dos alimentos que compro...será difícil não tomar conhecimento...mas, enquanto não nos habituamos, ignorarmos a proveniência pode ser a solução, já que ao que parece é bom para a saúde e para o ambiente....



27 de setembro de 2018

Coisas que me encanitam!

Mascar pastilha elástica é um hábito que ganhei durante a faculdade, quando estava a estudar e não me conseguia concentrar. Na altura, os meus pais riam-se da minha mania de pedir que me comprassem pastilhas porque me faziam concentrar. Muitos anos mais tarde lia algures essa mesma teoria. Verdade ou não, o que é certo é que recorro às Chiclets de Canela, pelas quais sou verdadeiramente apaixonada e com quem mantenho uma relação de fidelidade, quando preciso de me concentrar a redigir texto no meu trabalho.
No entanto, se alguém entra no meu gabinete (que não algum colega), paro imediatamente de mascar, e retiro discretamente a pastilha, porque não trato de assuntos profissionais com terceiros, propriamente a fazer bolinhas e a dar ao queixo.
Acho uma falta de respeito quando não o fazem comigo. Acho uma falta de respeito ver adultos a mascarem pastilhas elásticas em cerimónias oficiais ou em actos mais solenes. Quando eu era miúda, não se usavam pastilhas nas salas de aula...ao que parece as coisas mudaram muito.


26 de setembro de 2018

Obsessões!!!

Tive de comprar uns postais ilustrados da "nossa" terra para um trabalho da escola da Mini mais nova. Inexistindo os ditos nos quiosques e padarias da urbe desloquei-me ao posto de turismo. Quando as pessoas mais do que aficionadas são obcecadas, acontecem coisas extraordinárias: no posto de turismo de Vila Franca de Xira, terra onde existem edifícios lindíssimos e uma paisagem deslumbrante ribeirinha, não existem postais coloridos que não sejam alusivos ao tema "touros" e os que não têm touros ou toureiros (a preto e branco e numa espécie de desenho) têm alguma coisa relacionada. No fundo, quer-me parecer que, para quem de direito, este concelho se reduz a uma única coisa: a tauromaquia.
Dizem-me que as touradas são a identidade de Vila Franca de Xira. Mas, então e quem não gosta de touradas, com o que é que se identifica ?

(fotos tiradas por mim, com um singelo telemóvel, nas minhas caminhadas matinais)






19 de setembro de 2018

Delicioso...

Que me perdoem os fãs, mas não resisti a partilhar uns bocadinhos. Daqui.
A princesa Cristina Ferreira chegou triunfalmente à SIC, levando mesmo as notícias do País e do Mundo, a serem interrompidas, para filmarem a sua chegada aos estúdios de Carnaxide.
Em entrevista no Jornal da Noite, a princesa Cristina Ferreira, conseguiu surpreender como nunca ....
Com a mesma humildade da Lady Di, a princesa Cristina Ferreira conseguiu comparar a sua mudança para a SIC, com a morte da princesa do povo britânica porque, segundo ela "ninguém estava à espera".
Claro que ela podia fazer uma comparação ao 11 de Setembro, è detenção de Sócrates, da mudança de Ronaldo para Turim ou ao facto do Nuno Luz ainda ser repórter no terreno, tudo coisas que ninguém estava a espera, mas, a princesa da Malveira, tinha de se comparar à figura real mais marcante do último século.

Portugal idolatra uma apresentadora que faz do discurso erótico a sua forma de comunicar. Basta falar em bananas, grelos ou tomates, que a princesa Cristina Ferreira ri a altas gargalhadas e, após um silêncio propositado de poucos segundos, leva a imaginação dos telespectadores, maioritariamente idosos, a chegar ao Palácio de Buckingham.
A princesa Cristina Ferreira, é uma empresária de sucesso ... Tem uma loja de roupa, um blogue e dois livros publicados. 
Depois veio a internacionalização! Surgiram convites de marcas conceituadas americanas para ter a sua linha de sapatos e de perfumes. Os americanos adoraram a princesa Cristina Ferreira!
Em suma, a princesa Cristina Ferreira subiu ao estatuto de Oprah Winfrey portuguesa, sem ter ponta de cultura geral, sem ter uma comunicação inteligente e minimamente interessante. Subiu a pulso na vida (resta saber é com qual) e finalmente, chega á SIC, de passadeira vermelha, para ganhar 1 milhão de euros anuais.
Para terminar, que já me alonguei em demasia, a princesa Cristina Ferreira merece de facto esse estatuto ... É fútil, egocêntrica, cheia de show off e está convencida que se matar Dom Duarte, a monarquia voltará, sendo ela coroada raínha, afogada na sua própria vaidade ...
Saudemos com um Adeus a Princesa Cristina Ferreira, a Princesa do Povo e de Portugal! Viva! Viva! Viva!


(Claro que eu e os outros como os autores deste texto) somos todos uma cambada de invejosos adorariamos ser como ela, mas isso é só um aparte



18 de setembro de 2018

Desabafo...



Era bom que antes de tomarmos as dores de terceiros e acreditar em tudo o que é partilhado no facebook pensássemos e nos tentássemos informar dentro do possível...Estou tão farta, mas tão farta das imagens que se tornam virais...os vídeos partilhados aos milhares.
Fico profundamente desiludida com a falta de capacidade de pensar por si de algumas pessoas e com esta adesão gratuita a tudo o que por aí circula em CMs, TVis e afins e facebook! 
É uma descarada manipulação das pessoas....e elas deixam-se manipular.

E pronto. Hoje era só isto.



14 de setembro de 2018

E começa uma nova era...

E, como o tempo não pára, já estão as duas na mesma escola, onde, certamente, ficarão até ir para a faculdade...
Uma nova aventura começa para a Mini mais nova...
Quando a mais velha foi para o quinto ano foi o pai que a acompanhou no dia da apresentação. Hoje fui eu a acompanhar a estreante e confesso que me senti esmagada com a voracidade do crescimento delas. Achei a escola enorme para ela. A ideia dela perdida numa escola com 800 e tal alunos é avassaladora. Sobretudo porque ela é uma "cabeça no ar".
Mas pronto, nada posso fazer senão acompanhar e deixa-la descobrir um novo mundo.
Estou meia agridoce, hoje. Nostálgica, apreensiva e feliz.
A ver vamos. Um passo de cada vez.





10 de setembro de 2018

Gostei muito, confesso que gostei....

Embora haja quem goste de uma peixeirada de vez em quando, o que é certo é que não conheço ninguém que já não estivesse exausto das macacadas do Bruno de Carvalho e do seu ar trauliteiro.
Daí que me tenha sabido mesmo bem poder acompanhar a cobertura às eleições do Sporting e verificar que todos estavam serenos e à procura de tranquilidade.
Gostei muito, imenso, de ouvir a reacção de João Benedito aos resultados eleitorais e de acompanhar a tomada de posse do Frederico Varandas. Ambos calmos, o derrotado sem ressabiamentos, com muita classe.
Haja juízo nos próximos tempos e que nunca mais se repita em tempo algum e em qualquer outro clube o circo que o anterior presidente dos Leões montou.

8 de setembro de 2018

Combinação pouco provável...

Lembro-me de há uns anos haver um anúncio de uma taróloga ou astróloga na televisão que começava com uma frase mais ou menos assim "Não negue à partida uma ciência que você desconhece!". Foi uma frase que me ficou na cabeça e, ainda hoje, a uso em inúmeras situações.
Sou uma pessoa de espírito aberto em relação a novos sabores ou mistura deles. Sou fã da cozinha tradicional, mas não me furto a provar coisas novas (excepção feita a manjares feitos com insectos, pelo menos por ora).
E foi com este espírito aberto que comprei e provei aquilo que, no Aldi, apontavam como um tesouro do mar : filetes de atum com canela e laranja. Adoro todos os ingredientes e um dos meus chás preferidos é com canela e laranja, só faltava mesmo misturar o atum.
Fiquei agradavelmente surpreendida. Um mimo de petisco. Muito boa também a versão com pirir piri e maçã.
Fiquei fã.


4 de setembro de 2018

Excelente ideia para a saúde...mental!

Quem de nós nunca sentiu algum sintoma estranho, recebeu um resultado de análises e foi ao google procurar o que significavam os ditos? Quem de nós nunca ficou em pânico com uma informação que obteve sobre o que poderia estar base de uma qualquer dor ou febre dos filhos?
Eu pecadora me confesso. 
A grande maioria das vezes, os diagnósticos feitos coma ajuda do "Dr. Google" só servem para enervar e estão errados. Isto no meu caso, o que não significa que já não tenham estado certos.
Seja como for, tenho como excelente, acima de tudo para a saúde mental (para evitar stresses) e para evitar intóxicações com medicamentos, a iniciativa do Ministério da Saúde de permitir o acesso, a partir de Janeiro, a plataformas cientificamente validadas na respectiva área, a fim de evitar os auto-diagnósticos feitos com a ajuda do Dr. Google ou de qualquer outro motor de busca.
Eu já vou tendo um pé atrás e procuro mesmo um especialista...mas a tentação é grande!


31 de agosto de 2018

Quem quer arranja tempo!!!

Somos amigas desde os bancos de escola. Na adolescência passamos horas ao telefone (fixo que não havia telemóveis) e nos bancos dos jardins da nossa cidade. Imaginávamos o futuro e nele fazíamos parte do dia a dia uma da outra.
A vida levou-nos a morar a cerca de 300 kms uma da outra. Como ponto comum temos apenas a nossa cidade Natal, onde nos encontramos, normalmente, nas festas locais.
A última vez, foi há 4 anos. Os afazeres pessoais dificultaram o encontro.
Até que partilhei isto no facebook.



Percebemos que os contratempos (muitas vezes sem grande importância) não nos podem impedir de estar com aqueles que verdadeiramente fazem parte da nossa história e que sabemos que nunca nos vão falhar.
E de quarta até hoje arranjamos um fim de semana aqui em casa, para juntarmos a nossa prole e dizermos palermices até às tantas. Ela está com febre e eu com uma enxaqueca brutal. Mas ninguém vacila. Porque quem quer arranja tempo, quem não quer arranjas desculpas.
E é isto.

Pensem nisto por mais lamechas que vos pareça.


28 de agosto de 2018

Das polémicas...

Quando ouvi as declarações do Papa Francisco, na sua viagem de regresso, em que aborda do tema da homossexualidade, vi logo que o jornalismo de meia tigela e as redes sociais iam ter oportunidade de ouro de destilar o seu ódio.
 Vi logo que pegariam no que lhes interessava: o uso da palavra psiquiatria, num contexto de homossexualidade.
Confesso que já estou enojada desta época de extremismos, de indignação pessoal desenfreada. 
Ele é a loucura com a igualdade de géneros (vista cegamente, sem olhar às patentes diferenças, quando as diferenças devem ser ponderadas para que haja igualdade de oportunidades), à mania da parentalidade positiva (em que parece que são os filhos que se impõem aos pais, devendo estes acatar os seus humores), ao ridículo de se valorizarem mais os animais não racionais que os seres humanos. Defende-se a liberdade, mas somos impedidos de dizer algo que não vá na onda, sob pena de sermos linchados na praça pública, independentemente daquilo que verdadeiramente queiramos dizer e do que verdadeiramente façamos. 
Não me choca o uso da palavra psiquiatria, pois continua a não ser uma descoberta fácil, descobrir-se que se pertence a uma minoria que até há pouco tempo era vistas como "doente". O recurso à psiquiatria como forma de ajudar numa descoberta e numa aceitação do que se é, e não numa perspectiva de tentar mudar seja o que for.
Mas não, ficaram presos a uma palavra, olvidando que Francisco pediu para não se condenar, e defendeu que a parentalidade impõe que se aceite e se acompanhe.

22 de agosto de 2018

Somos números...

Ontem tive de fazer uma TAC.
Quando chegou a minha vez, a funcionária chamou: Dª Maria do Mundo. Levantei-me da sala de espera e fui alegremente. Quando cheguei lá dentro pediu-me imensa desculpa por me ter chamado pelo meu nome próprio, mas não tinha conseguido aceder ao meu número de senha.
Perante a minha perplexidade, explicou-me que, com a Nova Lei da Protecção de Dados, não podem ir à sala de espera chamar as pessoas pelo nome próprio, e apenas pelo número da senha.
Claro que não me parece tolice nenhuma, mas sou daquelas pessoas que gosta de ser chamada pelo seu nome e de chamar os outros pelos seus. Não me agrada ser um número.


16 de agosto de 2018

O mau gosto faz sentido?

Hoje li uma frase num artigo da revista Visão que diz que o mau o mau gosto nunca fez tanto sentido, que as sandálias ortopédicas, os vestidos da avó ou os sacos de plástico estão a chegar aos guarda roupa.
De facto, esta frase faz sentido. Faz sentido até um certo ponto. Porque nem tudo é mau gosto. Penso sim, que vivemos uma fase onde tudo é quase normal.
Nas férias de verão encontramos uma loja fantástica em Madrid de meias de algodão. Tinha meias giras, giras. Eu, fã confessa de Vermeer, comprei umas com a Rapariga do Brinco de Pérola, lindas de morrer. A minha filha mais velha, fã de unicórnios e flamingos, foi apresentada a um pack de meias giríssimas. Contudo, nenhuma das 4 era igual a qualquer das outras e foi-nos explicado que a tendência era usar meias diferentes em cada pé. Achei graça para a miúda usar em casa e para dormir.
É parece que quase tudo começa a ser permitido e "normal". 
Há coisas, no entanto, a que nunca me vou render. Gosto de ver jeans com alguns rasgões, mas feitos com sentido, porque vejo alguns que são mesmo feitos à toa e ficam horríveis. Não tenho nenhuns nem tenciono comprar. 
Esta liberdade, levada às últimas consequências, vai levar-nos onde? Há coisas a que não adiro e ponto, por muito modernas que sejam. Sou bota de elástico em muitas coisas no que a mim concerne. Mas cada um deve vestir-se como se sente bem!