15 de fevereiro de 2019

Pontos a ultrapassar...

Com a idade tenho-me tornado cada vez mais tolerante e menos reactiva emocionalmente aos comportamentos dos outros.
Um dos pontos que ainda tenho que limar em mim é a irritação que me causam as pessoas que, sem saberem o porquê de isto ou daquilo, vislumbram logo conspirações, maldades ou segundas intenções negativas, mesmo em coisas que em nada consigo se relacionam.
Não consigo ainda ser imune às pessoas que acham sempre, como dizia o Rui Veloso, que o mundo inteiro se uniu para as tramar, ou que qualquer comportamento dos outros tem por detrás uma intenção negativa. Estas pessoas devem viver numa infelicidade constante. São pessoas com ideações ruminativas. 
Tenho de limar estes pontos porque lido constantemente com pessoas assim, sobretudo profissionalmente.

12 de fevereiro de 2019

Sim, é preciso...

Li hoje a notícia de que as mulheres vivem permanentemente cansadas em Portugal. Que, segundo pesquisas realizadas, são precisas mais 5 gerações de homens para que o trabalho doméstico, seja realizado por homens e mulheres em pé de completa igualdade.
Sim, é preciso mudar a mentalidade dos homens e, para isso, muito podemos contribuir enquanto pais de rapazes, enquanto educadores e professores ou com o exemplo.
Mas eu sinto que também é preciso, e muito, mudar a mentalidade das mulheres portuguesas.
Não só das mulheres em relação a outras mulheres (nos olhares e comentários de censura a quem não é uma boa dona de casa, se é que isso existe), mas, acima de tudo, das mulheres em relação a si mesmas.
Tive uma educação conservadora neste aspecto, embora mais aberta em muitos outros. Mantenho-me conservadora em muitos aspectos da minha vida diária, mas este é um daqueles em que me sinto completamente evoluída, à minha custa. Deixei de sentir culpa por não arrumar ou limpar o que outros sujam ou desarrumam. Todos temos um papel cá em casa e cada um tem de fazer o que lhe compete. Se não faz, não substituo ninguém, a não ser em casos específicos de doença, muito estudo ou coisa do género.
Já fui daquelas furiosas que não podiam ver uma coisa fora do sítio que tinha de parar tudo para arrumar. Já não sou. Quem desarrumou que arrume. A obrigação de limpar e no que às tarefas que as Minis também podem fazer é igual.
Não me sinto minimamente menos boa esposa por ir fazer as caminhadas que tanto gosto e deixar o resto da família em casa, quando não me quer acompanhar, a aspirar ou a arrumar a louça.
Temos pena. Mas as obrigações são iguais e não me fazem nenhum favor.
Há coisas que tenho de ser eu a orientar. Mas o facto de necessitarem de ajuda não é desculpa para não fazerem.

9 de fevereiro de 2019

O medo...

Desde que fui mãe que perdi o medo todo...ou quase todo...
Aos 17 meses da minha filha mais nova, um conceituado neuropediatra disse-me que ela nunca iria falar e que nunca seria autónoma. Respondi-lhe "isso é o que vamos ver"! Para além de resmungona e impulsiva, a minha Mini mais nova é uma miúda absolutamente comum. A anunciada "desgraça" não se verificou. Mas se se tivesse verificado, cá estaria para me aguentar.
Tenho alguns receios, mas não me deixo tolher, porque o caminho é para a frente.
Implantei a parte de baixo da minha boca de uma só vez. Arrancaram-me 11 dentes e puseram-me implantes no mesmo dia. Não tive medo. Tive dores sim, muitas dores. Mas não deixo de fazer as coisas.
Daí que me deixe fora de mim o medo que algumas pessoas da família e mesmo às vezes as minhas filhas, têm de algumas coisas e de assumir algumas verdades, de falar só porque os outros estão em maioria, só porque ninguém vai acreditar, só porque isto, só porque aquilo.
O medo é que torna os sonhos impossíveis.
Aceito que as pessoas tenham medo de muitas coisas, mas nunca, mesmo nunca de assumir a verdade e aquilo em que acreditam. Isso fazem os covardes.


3 de fevereiro de 2019

Uma forma de catarse...

O meu marido é uma pessoa aparentemente calma e pouco emotiva. Parece antipático ou arrogante. No entanto, verdadeiramente ele é tímido e pouco dado a cumprimentos e protocolos sociais.
Pode ver um concerto de música ao vivo ou um jogo de futebol com o seu clube no estádio, que permanece impávido e sereno.
No entanto, neste preciso momento, a televisão transmite o Sporting-Benfica e eu nem ouso estar na sala com o meu tricot... É que nestes jogos ele liberta todos os seus demónios e deixa vir ao de cima todas as suas raivas contidas em outras alturas. Grita, insulta, barafusta. Estes jogos são terapêuticos. Quando a ele se junta o meu pai (que, aparentemente, não faz mal a uma mosca), a sala fica incapaz de ser frequentada por quem sofra do coração.
Eu vou só espreitar de vez em quando para ver se ele está bem e tudo está no seu devido lugar. A gata e a cadela são capazes de lá estar a dormir e não reagir. Já se habituaram. Eu as Minis não. Acho que nunca vamos habituar.


30 de janeiro de 2019

Sou das minorias...

Segundo um estudo feito na área da saúde, os portugueses estão muito satisfeitos com os internamentos e urgências nos hospitais privados e têm imensas queixas dos hospitais públicos.
Ora pois eu faço parte da minoria que não pensa assim. Com internamentos em ambos os lados, prefiro mil vezes o hospital de Vila Franca de Xira ao Hospital CUF Descobertas, sobretudo em termos de humanidade no serviço. Cliente frequente das Urgências Pediátricas do Hospital de Vila Franca de Xira (sim, ainda no tempo em que não era um HPP), da Luz e da CUF, apenas recorro a estes últimos quando as de Vila Franca estão a abarrotar. Não tenho uma queixa do SNS a não ser a demora. 
E é isto. Agora, crucifiquem-me.

23 de janeiro de 2019

Estarei especialmente sensível?

O meu pai ouve muito mal e não há meio, segundo ele, de acertar nos aparelhos auditivos. Insisto imenso com ele para procurar e comprar, mas as várias tentativas que fez, em que gastou bastante dinheiro, o resultado nunca foi o pretendido.
Não sei se por esse facto estou especialmente sensível ao assunto, ou é mesmo verdade que proliferam como cogumelos (como em tempos as casas de compra de ouro usado) as lojas de aparelhos auditivos com ofertas milagrosas e ao preço da chuva, o mesmo acontecendo em termos de anúncios televisivos?
Ele é a Minisom, a Acústica Médica, a Audição Activa, o magniEar, o Audisom e mais uns 176498945687.
Estes anúncios são mesmo uma praga, ou sou eu que estou muito sensível?

22 de janeiro de 2019

Antes de qualquer coisa...é urgente...

Li hoje no Expresso on line que fomos alertados pelas autoridades europeias para a necessidade melhor investigação  e maior punição nos casos de violência doméstica a mulheres em Portugal, já que muitos dos casos dão em nada.
Como pessoa que trabalha com casos destes há vários anos em diferentes vertentes, não sei se ria, não sei se chore.
Se chore pela existência de casos de violência doméstica, se ria pela prioridade que estabelecem.
Porque antes de se preocuparem em dar ralhetes a quem trabalha na área da justiça, convém que que se invista muito mais em educação das mulheres (e também homens), para a necessidade de preservarem a sua dignidade, de serem pragmáticas e protegerem os filhos se os tiverem.
Porque, se antigamente até se entendia a sujeição à violência pela independência económica e falta de recursos de assistência, hoje não a entendo na maior parte dos casos. Ou entendo. Entendo a falta de amor próprio, a falta de noção de integridade e dignidade, de noção de preservação.
Porque a maior parte dos casos de famílias com violência doméstica que nos passam pelas mãos, não vão a lado nenhum, por elas sofrem dessas faltas que acabei de referir e vivem iludidas com algo que ainda não descortinei e são as primeiras a encobrir e a negar tudo mesmo depois de já meio mundo ter movido mundos e fundos.
Senhores, invistam na formação das jovens, invistam em programas que tornem homens e mulheres cientes da necessidade de haver um limite de dignidade abaixo do qual não se pode descer.


20 de janeiro de 2019

Coisas óbvias de que não me lembro...

Este fim de semana estivemos os 4 com gripe. Qual de nós o mais incapacitado?
Desde que as minhas Minis (que cada vez são menos Mini) eram bebés que não me lembro de ter sofrido tanto uma noite inteira por ouvir a mais velha tossir. Não preguei olho e ela também não. Xarope algum dos que tinha cá em casa a ajudava.
Sugeriram-me num grupo de probióticos de que faço parte no facebook, um xarope de tomilho e mel e vick vaporub nas plantas dos pés e calçar umas meias, bem como no peito. Ontem, a  arrastar-me fui arranjar o tomilho e à farmácia comprar o vick. Confesso que, desde que saí de casa dos meus pais, nunca usei tal medicamento, nem nunca me passou pela cabeça a sua utilidade.
Pois foi remédio santo. Esta noite foi um sossego. Uma coisa tão óbvia, que já existia na minha infância, e de que nunca me lembrei.
Certamente que já sabiam estas coisas todas, mas eu, tola, nem me passaram pela cabeça.

13 de janeiro de 2019

Como areia por entre os dedos...

Quem me segue sabe que vivo bem com a idade que tenho.
Tenho 45 anos e a idade trouxe-me muita paz e serenidade que anteriormente não conhecia. 
Tenho muitos sonhos ainda por realizar e outros surgirão à medida que os que agora tenho forem realizados.
Contudo, convém não adiar muito a vida. 
Esta semana morrerem dois pais de amigos meus de infância. Como em todas as mortes, a notícia provocou em mim alguma tristeza. Depois provocou em mim uma reflexão profunda.
Ao meditar sobre a morte dos pais dos meus amigos de infância, lembrei-me que faleceram aquelas pessoas que, na idade que as minhas filhas têm agora tinham a minha idade e que eu achava que ainda tinham muito para viver...concluo, então, que, num instante, as minhas filhas e as amigas estarão no meu lugar e serão os pais dos amigos delas e os seus próprios que começarão a morrer....
Assim, como o tempo e a vida, são como areia que nos escorre por entre os dedos, não a podemos adiar, não podemos ficar à espera do momento adequado para fazer aquilo que mais amamos ou para abraçar os que fazem parte da nossa vida.

7 de janeiro de 2019

Nem sequer indignada...

Uns estão indignados...outros mais popularuchos acharam um must e até se emocionaram (como comentavam as velhotas, fãs leais, no café).
Eu achei um momento hilariante...Um momento para o qual não tenho sequer palavras... Se calhar até tenho. A minha célebre frase "Já nada me espanta"!



6 de janeiro de 2019

Prazeres redescobertos...

Em 2016 iniciei uma vida de caminhadas. Caminhar junto ao Tejo dava-me um prazer imenso. Tive dias de fazer 15 kms. Mantive-me assim em 2017, mas em 2018 foram escasseando os passeios e comecei a ficar cada vez mais preguiçosa.
Hoje esteve um dia frio, mas um dia de sol fantástico. Pus toda a gente a mexer e fizemos uma longa caminhada matinal em família. Bem, longa é como quem diz, 4 kms.
Depois do jantar peguei na patuda, levei uma musiquinha e fiz mais uns quantos kms. Confesso que me soube bem. Fui muito agasalhada, mas o ar fresco fez-me sentir saudável e ao chegar a casa, um chá quentinho foi um prazer maravilhoso.
Pequenas coisas que gosto tanto, mas tanto de fazer. Gosto imenso de caminhar com tempo frio, mas sem chuva, claro.
E é para continuar....assim espero.

5 de janeiro de 2019

Assentar como uma luva...

De há cerca de dois anos para cá a minha vida mudou substancialmente. A meditação e as caminhadas iniciaram um novo ciclo na minha vida. Talvez me tenha, finalmente, encontrado.
Hoje li um texto que me assenta como uma luva. Não foi escrito por mim, mas traduz, na íntegra, o meu crescimento pessoal.


"Já não dou o mesmo valor que dava antes a muitas coisas. Já não vibro pelo mesmo que vibrava há anos atrás. Já não sinto como sentia, nem olho como olhava. A minha alma ficou mais tranquila, mais leve. O meu caminho ficou mais claro. Um novo ciclo iniciou-se. Voltei a sentir alegria nas minhas escolhas. Voltei a comprometer-me no amor por mim mesmo, e essa foi a maneira que encontrei de agradecer à vida pela vida que me dá todos os dias."

2 de janeiro de 2019

Contrassensos...

As televisões, desde ontem, que nos bombardeiam com o número de mortes nas estradas portuguesas, já que o balanço dos dois últimos anos é trágico.
Das pessoas que foram testadas, cerca de 700 conduziam sob a influência do álcool e com taxa superior a 1, 2 g/l, isto é taxa que implica a comissão de um crime: o crime de condução de veículo em estado de embriaguez. Esta irresponsabilidade horroriza-me. Porque imagino dos que não foram testados, quantos conduziriam no mesmo estado e porque mais do que por-se a si em risco, põem outros em risco.
No entanto, há anos que assim é e penso que é um contrassenso. No nosso país, conduzir um automóvel sem carta, pode acarretar uma pena de multa até 240 dias ou prisão até dois anos. Já conduzir um automóvel completamente embriagado pode levar a uma pena até 120 dias multa ou até um ano. Ou seja, metade.
Agora, com as devidas excepções (que as há) e considerando que ambas as condutas são altamente censuráveis, respondam-me: não acham que algo está mal?

30 de dezembro de 2018

Reflexão...

Por esta altura, o ano passado, propus-me a uma série de objectivos. Uns consegui, outros não. Não veio nenhum mal ao mundo por aqueles que falhei.
2018 foi um ano muito bom. Muito bom porque foi vivido com tranquilidade, com um pequeno sobressalto aqui e ali, mas sempre com muita gratidão. Gratidão pelo dom da minha vida, pela vida das minhas filhas e marido. Gratidão pelos pais fantásticos que tenho. Não preciso de grandes coisas ou acontecimentos para ser feliz. 
Preciso apenas daqueles que estão comigo sempre e com quem eu estarei sempre. Decidi afastar-me de quem não me acrescenta e apenas estava a ocupar espaço e isso só me fez bem. Mas Deus, generoso como sempre, trouxe-me a amizade de duas pessoas que foram o que de melhor me aconteceu no ano que agora finda : a Dalia Roque e a Joana Crispim!
Para 2019 apenas desejo que seja tão bom como 2018 e o segredo será o mesmo: encher o meu coração de alegria por aquilo que tenho. A gratidão, que aprendi com o reiki em 2017 (obrigada Lina Fernandes), é e será sempre a chave da minha felicidade.



27 de dezembro de 2018

Terapias...

Cada um tem as suas formas de escape. Durante muito tempo tive a leitura como escape. Depois de passar os dias a ler histórias mais ou menos dramáticas mas reais, por motivos profissionais, pouco me apetece ler. Apetece-me mais algo manual, como já vos disse.
Este é o meu último de 2018 e talvez o trabalho que mais me deu prazer fazer em crochet, pela luta que deu.


25 de dezembro de 2018

Tenho o meu telemóvel carregado de sms. Imagino que tenham frases fantásticas sobre o Natal e alguns, certamente, trazem imagens ou gifs ainda mais bonitos.
E tenho pena que assim seja. Algumas (a maior parte) delas nem abro, ao ver que o remetente é alguém que considero.  Entristece-me perceber que, para algumas pessoas, o meu número de telemóvel é apenas isso: mais um número de telemóvel para despachar uma mensagem formatada. Aos que realmente são importantes para mim telefonei...Alguns antes que eu tivesse tempo de o fazer enviaram-me uma dessas mensagens standard.
Como dizem os brasileiros "aceita, que doí menos". Aceito, mas não me dou ao trabalho de ler as mensagens...
Perdoo, porque o Natal é isso mesmo. Mas, de algumas pessoas, preferia silêncio a uma sms. Prefiria ficar na dúvida sobre se foi um esquecimento provocado pela correria natalícia, do que ser despachada com mais 6432698603 mensagens e ser mais uma.

23 de dezembro de 2018

E cá chegamos....

E cá chegamos a mais uma das minhas alturas do ano preferidas...Adoro as férias de Natal. Felizmente tenho sempre férias nesta altura e o meu marido também tira.
Penso mesmo que gosto mais destas férias que das de Verão, sobretudo, quando, como este ano, está sol e frio.
Dá-me um prazer imenso passear pela baixa de Lisboa e depois parar para um chá quente numa das pastelarias fantásticas daquela zona. Gosto da iluminação de Natal e, confesso, da desculpa para mais um mimo a reconfortar a alma.
Todos os anos faço questão de chegar ao Natal em paz com todas as pessoas que fazem ou fizeram parte da minha vida. Uma paz interior de bem querer e de nenhum sentimento negativo guardar, mesmo que isso não implique ter de falar com alguém, abordar o que quer que seja. Deito fora todo o lixo que possa trazer dentro de mim e esta paz basta-me.
Este ano não é excepção e penso mesmo que essa paz e essa limpeza da alma e coração são o motivo para a felicidade sem sentido que sinto nestes dias.

Feliz Natal para todos vós!

10 de dezembro de 2018

Para lá do que é razoável.

Não nasci em Vila Franca de Xira. Vim aqui parar por força do destino. No entanto, as quase duas décadas que passaram desde que aqui vivo, fizeram dela a minha cidade de coração. Há tradições, locais e pessoas fantásticas em Vila Franca de Xira.
Não sei se por ser de uma zona onde a Festa Brava não é sequer um acontecimento raro, porque simplesmente não há , nunca gostei de touradas.
Se sou contrária a elas? Sim, sou. Mas não sou contra as pessoas que gostam delas e aprendi a viver sem conflitos numa terra em que se ama a lide e as corridas.
As touradas (ou o ser-se anti-touradas) são um assunto para mim como o é o futebol, a política ou mesmo a religião. Geram paixões, opiniões inflamadas e levam a atitudes irracionais. Por isso, não discuto sobre o assunto e só me manifesto entre os mais próximos, se questionada. Além disso, tenho muito mais com que me ocupar.
No entanto, não posso deixar de assinalar com alguma tristeza e até mesmo irritação, que, na escola que as minhas filhas frequentam, alguns meninos e meninas sejam ostracizados e vistos como extraterrestres por não apreciarem as corridas, as largadas ou mesmo as sevilhanas. Ou seja, com tudo o que está relacionado.
Se ensino aqueles que de alguma forma posso influenciar, seja em casa, seja no trabalho, a serem tolerantes nesta matéria, não posso contudo ficar calada e ser tolerante com este tipo de atitudes, sejam elas com que crianças forem.



9 de dezembro de 2018

Que a tua mão esquerda...

Adoro o Natal. Não sei se mais agora que tenho as minhas filhas (apesar de elas já não vibrarem tanto como outrora) ou se vibrava mais quando era miúda.
Esta época é sempre para mim também uma altura de descoberta de mim (estamos sempre em evolução) e de descoberta dos outros.
Multiplicam-se por todo o lado as iniciativas em prol dos mais necessitados. Acho bem. Nunca é demais ajudar quem precisa. 
Lamento é que muitas pessoas só façam questão de ajudar porque se lembram que é Natal como forma de aliviarem as suas consciências, penso eu. E lamento, acima de tudo que pessoas e instituições divulguem, apregoem aos sete ventos os bem que fazem e as pessoas que ajudam.
Nesta altura do ano, perante tanto alarido, faz todo o sentido a frase de Jesus " Quando deres esmola, não saiba a tua mão esquerda, o que faz a direita."
Boa noite. Boa semana!

8 de dezembro de 2018

Dos equilíbrios...

A vida é, de facto, como alguém me disse, a arte do equilíbrio. Do equilíbrio entre os dias maus e os dias que contam a sério, em que pequenos nadas nos invadem e deixam-nos de coração cheio de gratidão.
Tive alguns dias que me doeram durante a semana que passou. Lembrar-me da morte do meu avô, o sofrimento das crianças que presenciei fizeram com que alguns dos dias me tivessem quase atirado ao chão.
Mas como a felicidade vem muito cá de dentro, hoje decidi aproveitar o sol e a ausência de avaliações na próxima semana para as Minis (que nos impede de grandes passeios), e decidimos ir visitar o Jardim da Paz, ou o Buddha Eden, na zona do Bombarral.
Não posso dizer que seja um espaço deslumbrante ou fascinante em termos do que quer que seja. Mas, é, na verdade, um jardim de paz, um sítio onde, não obstante a existência de outros visitantes, se respira tranquilidade. Foi um dia daqueles em que captei toda a energia boa que consegui.
Um dia para encontrar o equilíbrio.