30 de abril de 2019

Cada vez mais convencida...

Nunca fui pessoa de grandes ruminações ou planos de vingança. Em tempos fervia em pouca água. Agora, nem isso. Penso que poucas coisas me fazem ferver e e sigo em frente.
Mas, de uma coisa estou cada vez mais certa, não vale mesmo a pena guardarmos energias negativas nem pensar e repensar em coisas ou pessoas ruins.
Pois tudo o que é ruim se destrói por si próprio, mais cedo ou mais tarde.
Bom feriado e energias positivas.

28 de abril de 2019

Façam como quiserem...

E pronto, instalou-se mais uma confusão nas redes sociais, com as pessoas a esgrimirem argumentos, nem sempre da forma mais educada.
O assunto, a mim não me aquece muito nem arrefece, mas confesso que me dá jeito. Discute-se, a propósito de uma petição lançada, penso que depois de uma homilia do Bispo do Porto no Domingo de Páscoa, com vista ao encerramento dos Shoppings ao Domingo.
Se não estou em erro, os Shoppings sempre estiveram abertos ao Domingo, os hipermercados é que, durante uma fase estiveram encerrados e penso que apenas da parte da tarde.
Não sou daquelas pessoas que se enfia no Centro Comercial ao fim de semana, nem tenho particular predilecção por estes espaços comerciais. Gosto muito de fazer compras em espaços abertos, assim o tempo o permita. No entanto, às vezes, dá jeito, até porque é mais fácil arranjar estacionamento para ir a certas lojas.
A intenção do Bispo do Porto ao defender o encerramento era, certamente, a defesa do Domingo como o dia dedicado ao Senhor, o dia passado em família.
Não nos podemos esquecer, contudo, que muitas pessoas não são católicas ou mesmo cristãs.
Por outro lado, sim, aceito que quem trabalha num shopping tem direito a ter dias de descanso com a família, mas quem aceita o emprego já sabe o que isso implica e sabe que tem outros dias de folga. Eu, por exemplo, não me importava nada de ter dias livres em dias de semana para poder tratar de assuntos quando os serviços estão abertos...
Haverá sempre argumentos de ambos os lados. Façam como entenderem. Sobreviveremos todos.

27 de abril de 2019

Eureka!!!

Faz exactamente hoje uma semana, dia 20 de Abril, que eu dava voltas à minha cabeça, porque sabia que era um dia em que tinha acontecido algo relevante anos atrás, mas não me conseguia lembrar ao certo o que tinha sido.
Corri a minha lista telefónica do telemóvel para ver se era o aniversário de algum dos meus amigos ou conhecidos. Não, não era. A medo, perguntei ao meu marido se o dia lhe dizia alguma coisa. Também não dizia.
E eis, que há pouco, enquanto aproveitava o solinho para por a roupita a secar e meditava sobre a blogosfera, fez-se luz! No dia 20 de Abril completaram-se 8 anos sobre a criação do meu primeiro blogue, o "Ovelha, Flor e Guerreira". O mesmo será dizer, há oito anos que estou na blogosfera.
Muito antes já lia blogues com assiduidade, mas tinha receio de me expor, por razões profissionais e algum pudor também.
No início, relatava imensas coisas do desenvolvimento das minhas filhas (as Minis, que, actualmente, já pouco têm de Minis), mas com o tempo deixei de sentir necessidade de o fazer, porque se para mim são especiais, porque são minhas e são únicas, elas são no fundo, iguais a tantas miúdas da idade delas.
Com o encontrar de uma certa tranquilidade na minha vida, cada vez menos gosto de me expor e gosto de utilizar este espaço para reflectir sobre coisas sobre as quais dou por mim a pensar no dia a dia, partilhar reflexões. Escrevo com menos regularidade nos períodos mais agitados da vida, porque o blogue não é de todo um diário ou uma forma de acalmar os meus anseios. Para isso faço reiki e caminhadas. Talvez já o tenha sido, e daí que me façam sorrir alguns posts escritos em tempos.
Há  bloggers que acompanho há anos e que me inspiram pela forma de estar e pensar e que também me fazem reflectir e ver coisas por outro prisma.
A todos (aos que me vão lendo, aos que comentam e aos que escrevem coisas absolutamente fantásticas), OBRIGADA!

25 de abril de 2019

Sempre!

Nasci na ditadura, mas só me lembro de viver em liberdade. Felizmente. E serei eternamente grata a todos os que não se conformaram, a todos os que lutaram para que fossemos livres no pensar e no dizer.
Ouço muitas vezes os mais velhos dizerem que antigamente não se via isto e não se via aquilo e que no tempo da "outra senhora" é que era bom.
Não discordo que vivemos tempos de falta de valores.
Não discordo de que um pouco mais de respeito pelos outros é urgente.
Mas isto nada tem que ver com o viver-se em regime de ditadura ou liberdade. Isto tem que ver com a incapacidade de alguns portugueses respeitarem os outros, de gerirem a sua liberdade, de terem intrinsecamente os seus valores.
E pior desrespeito do que não se admitir que outros pensem de forma diferente não existe.
E maior vergonha do que prender e torturar quem é diferente, pelo simples facto de o ser e ousar ser, nunca poderá haver.
Liberdade sempre.

22 de abril de 2019

Sem compromisso "uma ova"!

Estou cansada de ouvir anúncios na rádio sobre isto e sobre aquilo, terminando com um "experimente sem compromisso" ou a "primeira consulta é grátis, sem qualquer compromisso". Sempre que ouço dá-me vontade de rir para não dizer uma série de palavrões.
Na verdade, não nos cobram nada, mas depois da primeira experiência ou consulta não nos largam. Uma vez liguei para a Nutribalance só para saber como funcionavam. Posso dizer que nos 3 ou 4 meses seguintes me ligaram várias vezes por semana de diferentes números que fui bloqueando. Por mais que os informasse que não estava interessada, faziam-se de parvos e diziam que ainda não tinham lá essa informação. O mesmo aconteceu com o meu pai com os aparelhos auditivos.
É preciso uma capacidade de resistência e discernimento bastante grande ou uma dose de paciência enorme para aturar essas pessoas que não largam a perna. Não é bem sem compromisso, ao experimentarmos assumimos, pelo menos, o compromisso de os termos à perna uns bons tempos, pois mesmo bloqueando uns números de telemóvel ou não atendendo números privados eles têm uma panóplia infindável de números! Irra!

20 de abril de 2019

Até me fica mal "dizer" isto...

Como católica que sou até me fica mal dizer (escrever) isto. Bem sei que a Páscoa se celebra dentro de cada um de nós,  independentemente da forma como o local onde estamos se engalana para a ocasião. 
No entanto, oriunda de uma diocese onde o caminho da Quaresma até à Páscoa é marcado por uma série de acontecimentos simbólicos, onde a Semana Santa é vivida intensamente, onde toda a cidade mãe de veste de tons de roxo que dão lugar ao branco no Domingo de Páscoa, é-me extremamente difícil sentir as coisas da mesma forma aqui em terras ribatejanas.
Por muito que na paróquia do local onde actualmente resido se façam celebrações pascais, nada é com o sentido de comunidade e alegria com que ainda hoje se vive (sim, apesar da modernização) mais a Norte. 
A grande parte dos meus amigos que não habitam na nossa cidade ali regressam sempre em duas alturas do ano: na Páscoa e nas festas da cidade. Este ano, motivos de força maior levaram-me a ficar cá por baixo. Outras Páscoas virão, se Deus Quiser.
Santa Páscoa a todos.



16 de abril de 2019

Talvez esteja aí o segredo...

Muitas das minhas colegas se admiram por eu gostar de fazer croché e tricot e, acima de tudo, por ter tempo para isso, tendo eu as miúdas, a vida profissional e a casa.
Sempre lhes expliquei que, além de caminhar, trabalhar com as linhas e com as agulhas e ler antes de dormir, não tenho outras actividades, tipo ginásio, natação ou coisas afins. Os meus momentos de relaxe  são de manhã a caminhar e ao fim do dia com os novelos e agulhas.
Aqui há uns tempos algumas colegas decidiram criar um grupo no facebook sobre cuidados da pele e maquilhagem e adicionaram-me como membro.
Como os únicos produtos que uso são os da Cien do Lidl, que são amplamente recomendados e baratinhos, confesso que não tive grande curiosidade em ver com assiduidade as publicações do grupo. Além disso, para além de rimel e lápis e apenas esporadicamente, não uso qualquer tipo de maquilhagem. Por ora não sinto necessidade, talvez quando o efeito dos anos se começar a notar mais, recorra a outra panóplia de cosméticos.
Hoje, fui espreitar e, fiquei verdadeiramente boquiaberta com a quantidade de conhecimentos e de passos que a grande maioria das mulheres (e se calhar muitos homens também) dão, antes de saírem de casa e de se deitarem, em termos de tratamentos de beleza.
Eu não tenho tempo, nem paciência. Talvez por isso tenha tempo para ir caminhar antes de trabalhar, talvez por isso consiga "tecer" após o jantar.
Mas, talvez por isso, olhe ao espelho e tenha a cara cheia de rugas de expressão...tudo tem os seus custos.
Talvez o segredo da minha disponibilidade de tempo esteja aí...talvez o segredo daquele ar fresco e composto logo pela manhã esteja no tempo e paciência em aplicar 5 ou 6 tipos de cosméticos diferentes antes de sair de casa...
Talvez devesse pensar melhor no assunto, mas, por ora, sinto-me bem assim! No futuro não sei se sentirei...