Por onde quer que se ande hoje o tema é só um: a mãe.
Todos têm ou tiveram uma mãe.
E, depois, muitas de nós, além de filhas são também mães.
Não digo mentira nenhuma se disser que o maior empreendimento da minha vida é ser mãe, que é aquilo que mais me faz feliz e que sou muito feliz assim...e, como eu, milhares de tantas outras mulheres.
Contudo, consoante vou progredindo nesta tarefa da maternidade e consoante vou amadurecendo, cada vez me parece mais natural e também acertada a opção de não ter filhos porque pura e simplesmente não se quer.
A maternidade (e a paternidade, obviamente) é um projecto, uma responsabilidade para toda a vida, extremamente exigente e exige vocação para tal. Não tem que ver com capacidade de trabalho ou sacrifício apenas, já que há muito quem não tenha filhos e tenha essas capacidades exacerbadas e há quem os tenha e não faça sacrifícios nenhuns.
Não me faz qualquer sentido que as mulheres tenham filhos só porque a sociedade espera que aí aos x ou y anos tenham sido mães.
Desde que trabalho na área dos menores cada vez mais me convenço que há mulheres e homens que de uma forma bastante clara não nasceram para ser mães e pais e é uma pena que se tenham deixado levar por aquilo que a sociedade espera deles, porque os pequenitos são quem sofre.
Ser pai e mãe sim, mas porque se quer efectivamente. Não porque é giro ou porque os outros esperam que o sejamos.
















