Coisas que me enjoam!

1 de novembro de 2022

 A minha filha mais velha adora tudo o que é relacionado com política internacional, sobretudo com os países da América Latina.

Por este motivo, fui acompanhando, devidamente informada, todo o processo eleitoral no Brasil, que culminou com e eleição de Lula da Silva, na segunda volta.

Não gostos de nenhum deles. É caso para dizer como diz o povo "venha o diabo e escolha".

Mas, uma coisa assumo, nenhum dos dois me enjoa tanto como os meios de comunicação social brasileiros.

Descaradamente diabolizando e endeusando outro, consoante os seus interesses do momento.

Confesso que não imaginava ser possível.



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Coisas...

14 de outubro de 2022

Vivemos uma vida inteira a comentar que fulano ou beltrano nos desiludiu...
Na verdade, a culpa de vivermos a saltar de desilusão em desiluão é nossa. É que criamos sempre expectativas em relação a quem se cruza connosco.
Aos quase 50 anos, posso dizer que não me sinto desiludida com ninguém. Também não me preocupa, salvo raríssimas excepções, se desiludo outras pessoas.
Na verdade, nem eu nem os outros podemos viver à espera da satisfação das expectativas mútuas.
Cada um vive como quer e é o que é!
Só assim faz sentido.
 

 

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Estranhas coincidências...

9 de setembro de 2022

 Em Julho estive em Londres... Foi a realização de um projecto desde sempre adiado! Adorei a viagem.

Em Londres, calcei sempre uns ténis que até ali sempre se tinham revelado um calçado confortável. Talvez pelos quilómetros andados, fizeram-me umas bolhas nos calcanhares no dia em que visitei o Palácio da Rainha. Desde que cheguei a casa, em 30 de Julho, não mais os calcei, apesar de os adorar e de as bolhas há muito terem sarado.
Hoje, sem qualquer motivo específico e sem nada imaginar, calcei-os logo pela manhã.
Estas férias de verão, a minha filha mais nova tornou-se fã de algumas músicas dos Smiths, banda da qual sou fã desde a adolescência.
Hoje, pela hora de almoço, sem nada saber, cantamos as duas a música do álbum "The Queen Is Dead".
Há coisas que não se explicam.
Este dia vai ficar na minha memória por estas coincidências. Vai ficar na minha memória por o mundo ter perdido uma extraordinária mulher, com um sentido de Estado e de Dever como penso que não conhecerei mais.
Goste-se ou não do estilo, goste-se ou não de Lilybeth, foi isso que ela foi.
E, contra factos, não há argumentos!
Aqui fica a minha vénia!



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Supreendida com as reacções? Nada! Apenas triste.

2 de setembro de 2022

 Sou heterossexual e cisgénero.

Presumo que quase todos sabem o que é o primeiro. Ou seja, a minha atracção sexual é por pessoas do género masculino, sendo eu do género feminino.

Saber o que quero dizer quando digo que sou cisgénero é que se calhar nem todos sabem.

O que são uma série de conceitos ou realidades, também eu não sabia até ser confrontada com elas na minha vida profissional e pessoal. Confesso-vos que não é fácil entender toda esta panóplia de conceitos e realidades, sobretudo, para quem sempre viu as coisas a preto e branco, como eu vi e como a maior parte viu (ou foi forçada a ver). Mas, queiramos ou não, o mundo tem muitas cores. Sempre teve e sempre terá.

Nem todos as conseguimos ver se não nos dispusermos a tal.

É mais fácil rir e achincalhar.
Mas também, não é de estranhar. No fim das contas, sempre foi assim. Nicolau Copérnico foi perseguido há muitos séculos pela sua ideia de que o sol estava no centro de tudo.
Creio que, uns, mais que outros, somos avessos a tudo o que é novo para nós, apesar de sempre ter existido. Tudo o que sai do que conhecemos assusta. E este medo faz-nos viver na ignorância!!! Lamento profundamente é que, em pleno século 21, a identidade de gênero ou a sexualidade de alguém ainda seja uma notícia e, sobretudo, que suscite tanto ódio, como a neste caso.






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