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A felicidade é uma coisa muito simples.

Este final do Jornal de ontem fez-me, reflectir sobre o que sinto e o que se está a passar.
Que saibamos aprender a lição: a felicidade é uma coisa bastante simples. Tão simples como um abraço. Um abraço que agora não posso dar aos meus pais e aos meus amigos. Estou a aprender, sobre tolerância, sobre humanidade e sobre solidariedade. Aconteça o que acontecer não se percam no meio do medo, da ansiedade. E orem ao vosso Deus pelos que estão no campo de batalha de uma guerra desigual. Numa guerra onde os mortos ficam para trás . Onde os idosos perdem dignidade porque as suas mortes nos parecem inevitáveis.
Se puderem vejam,




Tanta idiotice.

Hoje venho desabafar convosco sobre a idiotice que tenho visto por aí.
Não, não venho falar sobre as filas de carros e o engarrafamento na Ponte 25 de Abril. Essa estupidez, penso que só mesmo com multas pesadas e sanções de outro género poderá ser afastada.
Venho falar-vos da idiotice que prolifera nas redes sociais e essa demonstra o estado de insanidade ou o grau de racismo dos portugueses. Espero que seja a primeira, se bem que eu tenha a noção que muitas coisas más também vêm ao de cima nesta altura.
Vários foram os posts, com letras garrafais e com fundo colorido, que eu vi, de pessoas a pedir a expulsão de todos os chineses de Portugal e da Europa. Só faltou mesmo pedirem um holocausto. Quando questionei alguns dos meus amigos sobre o porquê de tais pedidos, a resposta foi simples: porque eles são chineses e os chineses foram a causa desta tragédia e da nossa maldição.
Que quem trabalha no comércio ou na indústria simpatize pouco com os chineses pela concorrência (eu diria desleal, talvez), eu até consigo entender. Agora que se queira a expulsão de famílias e famílias que moram no nosso país porque foi no seu país de origem que o virus terá iniciado é que me parece coisa de loucos.
Se bem se lembram, os primeiros a introduzir a doença em Portugal foram os próprios portugueses que, mesmo sabendo que ele andava por ai, foram passar férias a Itália ou ali foram em trabalho. Obviamente que estas pessoas não o fizeram de propósito e não lhes tenho qualquer tipo de aversão. Apenas lamento o que sofreram e que tenham sido veículos deste mal.
No colégio da minha filha, os alunos chineses, ainda mal se falava da epidemia em Portugal, pediram, colectivamente, para terem aulas em casa, uma vez que os seus pais contactavam em armazéns com produtos e outros chineses que poderiam estar infectados. Nem um deles estava infectado. Nem um deles tinham sintomas. Mas portaram-se à altura para protegerem terceiros.
Os portugueses vão surfar para a Costa da Caparica e amontoam-se nas marginais da Póvoa. Depois, pedem a expulsão dos chineses como se padecessem de lepra.
Tenho vergonha!

Abram vagas para psiquiatras...

Quando isto tudo passar vamos precisar imenso de psiquiatras e psicólogos.
Se as pessoas já gostam de destilar os seus ódios e frustrações contra desconhecidos nos grandes grupos das redes sociais, agora nem  se fala. Vamos precisar muito de psicólogos e psiquiatas!
Ás vezes vou ler os posts de alguns grupos alargados de que faço parte, nomeadamente grupos de mães, ou de habitantes da minha área de residência. Já é costume as pessoas degladiarem-se por causa dos carros mal estacionados e clamam que a PSP não faz nada. Outros porque foram apenas levantarem uma encomenda, deixaram o carro em segunda fila e foram logo multados...
Agora, num grupo criticava-se a velhinha que sai todos os dias de manhã para ir à padaria. E lá vieram uma data de comentários, a dizer que os velhos isto, os velhos aquilo.
Não teria sido bom a senhora, que aparentemente é bem mais nova, se oferecesse para ir ao pão? A senhora, por acaso, saberá se a velhinha que vive sozinha terá torradeira ou dentes que lhe permitam comer pão seco ou torrado?
Por outro lado, gostava muito que deixassem de destilar tanto ódio, tanto mais que os velhotes, muitos com problemas de demência manifestos e outros nem tanto, têm por isso mesmo extrema dificuldade em interiorizar rotinas novas???
Deixo um pedido:


Não, não é!



Não, não é fake new, ou em português falando, não é boato, para pena de muitos os que gostavam de poder continuar a chamá-lo uma data de nomes. É mesmo verdade. Sou fã incondicional, assumida, dele e da família. Mas, mesmo que não fosse, não deixaria de aplaudir. A atitude dele e de todos os que fazem coisas semelhantes. E não me venham com a conversa de que os médicos é que são, porque sem dúvida que são. E quem faz comparações disparatadas entre o valor dos cientistas e médicos e o de um futebolista ou outros artistas, não tem discernimento para ver que não se compara o incomparável.


Cristiano Ronaldo e Jorge Mendes equipam ala no Hospital Santo António no Porto

A unidade vai permitir a abertura de 15 camas de cuidados intensivos. Como forma de agradecimento a nova ala vai ter o nome dos dois mecenas do mundo do futebol.



Não gostava mesmo nada...

Nunca tive aspirações políticas nem a cargos públicos.
Embora tenha uma profissão que me obriga a tomar decisões com reflexo profundo na vida de terceiros, trabalho com situações concretas e não com uma população em geral.
Passamos a vida a dizer mal dos  políticos e dos dirigentes, seja por isto ou por aquilo.
Quando olho para a Ministra da Saúde, para a Directora Geral de Saúde ou até mesmo para o Primeiro Ministro, fico sempre a pensar que não gostava mesmo nada de estar no lugar deles.
Nota-se que todos andam desgastados e assustados...Têm nas mãos o poder de decidir o futuro de uma nação inteira. Nas minhas preces peço sempre para que sejam clarividentes e que não tenham medo.  É certo que foram eles que se colocaram nestes lugares, mas não foram eles que geraram esta situação... Estão cá para isto, pensarão alguns... Mas não é por isso que deixo de os respeitar profundamente, concorde ou não com as suas estratégias políticas.
Decidir sobre a vida de uma família não é fácil, porque cada caso é um caso...imaginem decidir o futuro de um país.
Respeito por eles é o que sinto. Penso que, mesmo quem brinca ou se sente incomodado com a postura próxima de Marcelo Rebelo de Sousa, sentiu com ele a comoção de anunciar ao país que estávamos em estado de emergência.
Dizer mal é muito fácil. É como no futebol: não faltam treinadores de bancada.
Tudo é fácil quando não somos nós a decidir.

Atenção! Serviço Público!

Ouçam com atenção e divulguem pelos vossos maridos/companheiros ou namorados.
Isto é serviço público.
Os profissionais de saúde precisam de se concentrar apenas nos pacientes da COVID.


Ainda bem que ela ignora tudo!

Ainda bem que a Primavera ignora tudo o que se vai passando.
Ainda bem que a Primavera desconhece quem seja a Covid 19 e continua a instalar-se por aí, esplendorosa e sem medos!
Como escrevi aqui, sair e caminhar, para quem tem saúde física (felizmente, é por ora o nosso caso), é imprescindível para a saúde mental.
Acordei pelas 7 horas (o meu marido teve que trabalhar, a profissão dele não perdoa), e decidi que aquele sol esplendoroso, que via pela janela, me estava a chamar desesperadamente.
Ainda chamei pela Mel (a cachorra), mas ela estava enroscada no fundo da cama da minha Mini mais nova e não pareceu estar interessada em ver flores.
Então, fui só. Andei 4 quilómetros e voltei.
Pelo meio, tomei um café numa bomba de gasolina, que me foi servido pela janela e troquei dois
dedos de conversa com a empregada, através do vidro, com a devida distância.
Pelo meio, apreciei o renascer da vida, próprio desta altura do ano e apreciei as coisas bonitas que continuam a brotar por aí.
Sinto-me outra.
Se puderem, levantem o rabinho do sofá. Ponham a casa a arejar e vão também encher-se de vitamina D e lavar os olhos. A higiene que tanto nos pedem também tem de ser mental.
Eu lavei com estas e tantas como estas.