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Murro no estômago...

 

E, de vez em quando, a vida dá-te uns murros no estômago e acorda-te para a voracidade do tempo e para a necessidade de o aproveitar ao máximo, sorvendo cada benção que te oferece... Como quando dás conta que a tua filha mais velha, que ainda ontem nasceu, já pensa na área que vai escolher para seguir a sua vocação e entrar na faculdade... Como quando o teu pai, para o colo de quem ainda ontem saltavas, te diz que tem um problema no septo nasal a necessitar de cirúrgia, mas, devido á idade já não vale a pena!

Coisas minhas...

Às vezes fingimos que acreditamos para não gerar conflitos. Pode não ser muito correcto ou apropriado.
No entanto, acredito que fazemos melhor papel que aqueles que tentam e acham que nos conseguem enganar.



Das coisas vitais

Das coisas que aprendi sobre mim e sobre o que me une a algumas pessoas, que podem nao fazer parte de muitos dos meus dias, mas que fazem inelutavelmente parte de toda a minha a vida: há abraços que são absolutamente inevitáveis. Abraços que curam, que nos injectam vida e que, por momentos, nos fazem esquecer o pior de todos os virús: o do medo.
Precisava, como de pão para a boca, de alimentar a minha alma e só alguns abraços a poderiam deixar tão nutrida. Uma semana nas minhas raízes e alguns abraços vitais deixaram-me como nova.



Reflexões de uma quarentona avançada...

Para vivermos orientados convém que sempre tenhamos a noção da nossa localização no espaço e no tempo, mas, acima de tudo, da nossa posição nas prioridades daqueles que amamos.
E está tudo bem desde que o saibamos.
Não há nada de mais tranquilizante do que a ausência de expectativas.
Penso que a chave está em deixar de criar expectativas e em percebermos que os lugares na ordem de prioridades são absolutamente mutáveis (muitas vezes até entre pais e filhos). Se nos apercebermos disso, não estamos constantemente à espera de atitudes. Eu há muito que deixei de sequer expectar e isso é absolutamente pacificador, evita decepções. Tudo o que nos é dado é bem vindo.


Coisas que nunca mudam...

Apesar dos tempos de pandemia, passei as minhas habituais férias na zona onde nasci.
Sempre que volto de #Lamego, venho já cheia de saudades, com saudades do futuro e com a sensação de que sou uma pessoa absolutamente abençoada. 
Abençoada pelos pais que tenho (que à sua maneira sempre me encheram de amor e cuidados, que me deram o melhor de si) pelos amigos que mantenho (que me amam, incondicionalmente e a quem continuo amar sem reticências independentemente da distância ou do tempo) e pela família que consegui construir com o meu marido e com as Minis (que de Minis têm cada vez menos)
Aqui, a vida é outra, e tenho sempre a certeza que sou duriense de corpo e alma pois só lá me sinto verdadeiramente em casa. No entanto, também aqui estou rodeada de afectos e de pessoas com o infinito dentro delas e que me transmitem muito do seu infinito. Por isso sou infinitamente grata e a gratidão é a chave de toda a felicidade.

Do desperdício...

Todo e qualquer desperdício de bens essenciais me deixa arrepiada e com os cabelos em pé.
Quando as Minis eram bebés não me atrevia a dar-lhes nada que estivesse fora do prazo.
Felizmente, fui ganhando confiança, aproveito Iogurtes, verduras e afins, mesmo que esteja passado por uns dias o prazo de validade da embalagem, não sem antes cheirar e provar ao de leve.
Anda por ai a polémica de um DJ qualquer que, fazendo uma ronda pelos caixotes do lixo de um conhecido supermercado, aproveitou imensa comida que, apesar de fora da validade de acordo com a embalagem, estaria em bom estado e apta ao consumo.
Claro que fiquei chocada!!! Contudo, nos meus tempos de juventude, tinha uma amiga que trabalhava como caixa num desses supermercados e me contava que, de facto, deitavam imensos frescos fora por fim do prazo de validade, malgrado a sua aptidão para o consumo.
No entanto, sem deixar de lado a ideia que é muito mau o desperdício, tanto mais numa altura em que há imensa gente com dificuldades, não tenho dúvida que há muito marketing ou tentativa de auto promoção por detrás disto, de quem faz estas coisas.
Na verdade, aposto que, muitas das pessoas que se escandalizaram com o desperdício, seriam as mesmas que, caso a comida fora de validade tivesse sido entregue a quaisquer instituições, vinham papaguear para as redes sociais que era uma vergonha, que uma marca tão conhecida e tão cheia de dinheiro, tinha a lata de doar alimentos fora de validade, como se os seus receptores fossem cidadãos de segunda!
Apostam comigo?

Não sou capaz...

Nos meus dias tenho sempre que ter, para desanuviar a mente, três coisas à disposição, sem as quais me sinto incompleta.
A saber, uma série para ver, um livro para ler e um trabalho de mãos (crochet ou tricot em andamento).
Durante o período de confinamento li pouco, mas tricotei imenso e vi algumas séries.
Quando chega o Verão, por norma, enamoro-me mais dos livros e devoro-os. Para esta altura escolhi alguns livros que já tinha na lista há muito tempo e resolvi insistir, mais uma vez (a ver se pegava) com alguns livros temáticos. Mas não há hipótese quanto a estes últimos. Não há cá livros sobre como ser mais zen,  sobre como destralhar as coisas em casa, sobre como isto ou aquilo que capte a minha atenção. Ao fim das primeiras páginas, fica de lado, à espera de melhores dias. Só os de culinária e os seu segredos me conseguem aliciar.
Um livro é literatura, é o contar de um enredo (real ou da imaginação do autor), é o desfiar de sentimentos de um poeta.
Não contem comigo para livros de auto ajuda. Preciso dela em algumas áreas...mas não é com livros que lá vou...