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Coisas que me animam...

Depois de um dia em que a embraiagem da minha carrinha "morreu" no meio da estrada deserta, à noite, deixando-me com as Minis apeadas com o pai a trabalhar 24 horas...depois de ter accionado a assistência em viagem e perceber ao chegar a casa de táxi, que tinha deixado as chaves no carro, que estava a 30 kms...nada me animou mais que ler que Portugal é o líder, em 165 países analisados, na promoção dos direitos da criança. 
Trabalho com a família e com as crianças. A protecção das crianças é o foco essencial do meu trabalho e nada me regozija mais do que saber isto. Temos muitas falhas ainda a colmatar, mas temos feito um bom trabalho.

Ontem foi Dia Internacional dos Direitos das Crianças- 20 de Novembro.

O desfazer de um mito...

Cresci a adorar bolacha Maria. Sempre me apresentaram esta bolacha, de nome tipicamente português mas inventada por ingleses, como uma bolacha inofensiva para a saúde, desde que, como é óbvio não comesse 20 ou 30 de uma vez. Gosto delas com chá, desfeitas no leite (embora actualmente já não beba leite), com queijo e, sei lá, de mais mil maneiras. Das três cirurgias que fiz, lembro-me que foi das primeiras coisas que me deram para comer, acompanhada de chá.
Estava tão convencida da sua natureza inofensiva que as dei às minhas filhas ai perto dos seis meses. E, também elas se tornaram fãs. Uma gosta dela tostada e a outra enriquecida com mel. A minha cachorra Mel já conhece a caixa das Maria e abana-se toda quando abrimos a latinha.
Enfim, cá em casa só a gata não come Maria.
Fiquei deveras aborrecida ao ler um artigo em que uma nutricionista conhecida na praça alerta para o quão enganosa a inofensiva Maria é. Ao que parece, tem imenso açúcar, gordura e nada de fibras. Engorda e não tem valor nutricional. Ainda assim, uma bolachinha tem menos de metade das calorias de uma Oreo (23 a Maria, 53 a Oreo)
Pronto, agora já sei que não me devo empanturrar com as ditas bolachinhas. Sei que não devo...não quer dizer que não continue a comer...por este caminho, um dia destes nada podemos comer.


Coisas que me conquistam!

Por aqui por casa os adultos adoram cozinhar. A Mini mais velha vai seguindo as pegadas e também já gosta de fazer umas coisinhas que não impliquem muito o uso do fogão. Todos adoramos experimentar comidas novas e todos somos fãs incondicionais do Masterchef Austrália (sim, para nós é o melhor de todos) porque aprendemos técnicas diferentes de cozinhar e conhecemos ingredientes fantásticos.
Há muito que queria experimentar fazer guiozas, coisa que, aliás, comemos muito nos restaurantes de comida asiática. Ainda não ganhei coragem para fazer a massa sozinha (até porque não temos máquina de estender massa) mas falaram-me que havia uma massa congelada de muito boa qualidade à venda, em Portugal, nas lojas Glood. 
Depois de muito insistir e tentar saber informações junto de uma dessas lojas que tenho aqui a 10 quilómetros de casa, resolvi procurar outra, no Restelo da qual já me tinham falado bem. Percorremos o quadruplo da distância, mas vim encantada. Mais do que pela variedade dos produtos (sim, é imensa), pela qualidade do atendimento. Absolutamente esclarecedor, simpático, paciente e muito atencioso. Após me terem andado literalmente a empatar com respostas evasivas aqui ao pé de casa, encontro um atendimento como deve ser bem mais longe. Vim carregada (trouxe, inclusive o bambu para as cozinhar ao vapor), mas, de certeza que quando precisar de alguma coisa nova é mais longe que vou procurar. 
As pessoas que trabalham numa loja merecem todo o meu respeito e quando são assim com esta senhora da Glood do Restelo, conquistam-me completamente.


Frescura e colorido.

É muito cómodo ir a um hipermercado e comprar lá todas as coisas que precisamos para nossa casa. Não nego que sou cliente do Continente e do Lidl (e agora também do Aldi) e que gosto muito de lá fazer as minhas compras, desde mercearia a produtos de higiene.
No entanto, sou uma fã incondicional de mercados locais, aquilo a que lá na minha terra se chama "Praça". Gosto mesmo muito de entrar no mercado municipal e sentir a mistura de cheiros a frutas, legumes e mesmo do peixe. Sempre que posso faço lá as minhas compras. Tenho a certeza que, ainda que possa pagar mais um pouco, a fruta é de muito melhor qualidade e o peixe também muito mais fresco, já que é trazido de manhã da lota. Peixaria tão boa como a do mercado só mesmo a do Lidl. Fruta acho difícil.
Hoje, aproveitei que a Mini mais velha tinha uma hora livre e eu também e fui buscá-la para, ao fim da manhã irmos as duas ao mercado com o pai que estava de folga. Soube bem. Uma mistura de sons, cores e cheiros. Um festival para os nossos sentidos e uma alegria para a nossa boquinha.



Já percebi...

Foi preciso chegar a época de Natal para realmente "me cair a ficha" como se costuma dizer. Toda a gente a dizer que as meninas estavam a ficar umas crescidas, eu a comprar os tamanhos de roupa maiores, a ter conversas cada vez mais maduras com elas...mas eu sem me aperceber muito bem!
Até que chegou o folheto de Natal da Toys`R`US e não suscitou qualquer interesse ( ao contrário de antigamente em que o viam milhões de vezes e todos os dias queriam alguma coisa diferente). Até que veio o fim de semana dos 50% de desconto nos brinquedos no Continente e elas nem chamaram atenção para o facto. Até que chegamos a meio de Novembro e elas, para além dos bilhetes para o concerto da Shakira (que, entretanto, foi cancelado) não pediram nada em concreto.
Pois é. Elas cresceram mesmo. Estamos na fase seguinte. Tenho alguma nostalgia. Mas não é mau. É sinal que elas estão a desenvolver-se.

Não é blá, blá! É problemático.

Já todos estamos cansados de ouvir que em Portugal se consomem muitos ansiolíticos, calmantes e outros medicamentos que ajudam a manter a tranquilidade e a dormir. Somos, aliás, o país da Europa onde mais se consomem.
Assusta-me a facilidade com que se quase suplica (na perspectiva do doente) pela prescrição de benzodiazepinas e a leviandade com que os médicos as receitam. E falo com conhecimento de causa. Depois da minha segunda gravidez, e devido a problemas de saúde da minha filha mais nova, foi-me prescrita a toma de ansiolíticos c comprimidos para dormir, que eu tomei de bom grado porque precisava de paz. 
O médico continuou a prescrever (em doses cada vez mais altas, porque iam deixando de ser eficazes) e eu continuei a tomar porque "precisava" deles. Até que comecei a sentir perdas de memória e confusão. Aí iniciei a busca de literatura sobre o que estaria por detrás desses sintomas e percebi que a toma daqueles medicamentos e os mesmos poderiam estar relacionados. Resolvi fazer alguma coisa e comecei por fazer grandes caminhadas, cada vez maiores, junto à natureza. Encontrei muita paz e cansaço ao fim do dia. Quando dei por mim, já não tomava medicamentos para dormir há meia dúzia de dias e estava tranquila. Fui deixando e deixei de vez.
Um ano volvido, comecei a ter muitas enxaquecas e, com elas, dificuldades em dormir uma noite inteira, nunca em adormecer. Curioso que a primeira coisa que as pessoas me aconselham quando lhes falo desta minha dificuldade é pedir um comprimidinho ao médico. Mas não peço, depois de perceber o que a toma prolongada de tais substâncias pode causar, para me ajudar com as enxaquecas procurei ajuda no Reiki, na alimentação, num estilo de vida ainda mais saudável. As coisas vão melhorando.
Gostava imenso que as pessoas, profissionais de saúde e doentes, pensassem com honestidade sobre a relação benefício/danos a longo prazo que a ingestão de diazepinas implica, e pudessem ambos abrir as mentalidades na busca de métodos alternativos menos tóxicos, que tragam consigo não apenas o afastamento dos sintomas mas que ataquem a causa dos mesmos.


O mundo está cheio de jovens honestos, de confiança e inteligentes!

Ontem, enquanto esperava por uma das minhas Minis, à porta da escola, dei por mim horrorizada com o linguajar de muitos dos miúdos/as que saíam dali, a propósito de coisas banais. Em cada frase, independentemente da idade (na escola andam desde os 10 aos 18), ou sexo de quem a proferia, saíam, no mínimo, dois palavrões. 
Devo dizer que, como mulher do norte, não nego que, por vezes, me saem umas palavras menos bonitas. No entanto, quase nunca em frente a crianças e apenas em situações de desespero, dor ou irritação profunda.
Estive mesmo para fazer um comentário, mas depois resolvi ignorar pois corria o risco de ser presenteada com uma série de palavrões, como reacção à minha atitude. 
E ainda bem que nada disse. Quão erradamente eu avaliei aqueles jovens! Hoje vi a notícia de um estudo que concluiu que dizer palavrões faz bem à saúde mental (o que até entendo porque traz um certo alívio). Mais, outros estudos concluíram que as pessoas que dizem palavrões a torto e a direito, são mais honestas (porque não usam filtros), de maior confiança e mais inteligentes.
Depois de ler estas brilhantes conclusões, tenho que repensar seriamente a educação que dou às Minis. É que se já as chamam "santinhas" por não dizerem asneiras, não tarda nada dizem que são tolas, desonestas e burras!