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Estou farta!

Esta imagem traduz o que se vive nos dias de hoje. Tudo ofende qualquer coisa, tudo é contra qualquer dignidade ou liberdade. Tudo o que se faça ou diga é susceptível de ofender seja o que for. Basta alguém lembrar-se de dar a volta à questão. Isto assim é pior que uma ditadura! Estou farta!


Sou assim, pronto!!!

À sexta feira, vejo pelas redes sociais imagens de pessoas contentes por ser o último dia da semana  em que trabalham. Penso mesmo que há quem viva a semana a contar quanto tempo falta para sexta feira.
Confesso que sei bem o que é isso. Já estive a fazer um trabalho que odiava e com um ambiente torturante.
Felizmente, actualmente, qualquer dia é para mim um dia como os outros. Todos os dias são diferentes, quanto mais não seja pelas actividades das minhas filhas e por aquilo que tento fazer. Mas todos os dias são como os outros porque não tenho preferência em qualquer dia da semana.
Não me deprime que seja domingo, dia de adiantar as coisas cá em casa para a semana que se aproxima. E a segunda feira é um dia de recomeçar o trabalho (quando não trouxe trabalho para casa).
Gosto de todos os dias da semana, sem amar ou ansiar por nenhum em particular. 
Sou assim, pronto. Estou bem assim, pronto.



Sinais dos tempos...

No mesmo dia em que vejo um excerto de um programa de televisão em que um professor universitário diz que fazer com que as crianças cumprimentem os avós com um beijo é sujeitá-las a violência, ouço um pai de uma menina da escola das Minis dizer que um rapaz que influenciou a filha, de 12 anos, a ter relações sexuais com ele, não merece ser castigado, porque ela, apesar de influenciada, aceitou e fê-lo livremente...Sinais dos tempos...


Quando não venho ao blogue..

É porque ando entretida com outras coisas...nomeadamente com o meu crochet.
Acabadinho há um bocado!



Coisas que fazem sentido!!!

Aqui há dias, li algures, uma daquelas frases feitas que dizia que, actualmente, há muitos amigos que se transformam em conhecidos e conhecidos que viram amigos. 
Na altura, nem liguei. Era apenas mais uma frase feita.
Contudo, esta situação da Mini mais velha acabou por me fazer pensar um bocadinho. 
Tive aqueles amigos de sempre que, como seria de esperar, estiveram comigo em cada minuto de aflição, ainda que a quilómetros de distância. Nunca duvidei que bastava estender os braços para sentir a sua presença. Tive aqueles amigos que se dizem meus (mas sobretudo que se dizem amigos dela) e que nem uma mensagem fosse onde fosse mandaram.
E, depois, tive a grande maioria de pessoas que eu nunca imaginei que estiveram sempre a perguntar, que se dispuseram a dar-nos o seu tempo e a animar-nos e foram maravilhosos.
Aos primeiros quero dizer que sei que conto convosco sempre e vocês sabem que podem contar comigo.
Aos segundos, que lamento por eles. Não por nós.
Aos que foram uma autêntica surpresa de forma positiva quero dizer que me comoveram, que me fizeram imensamente feliz e, que, de facto, as circunstâncias fazem com que alguns que tínhamos como meros conhecidos passem a ser amigos.





De um momento para o outro...

De um momento para o outro, tudo muda...
Estávamos no começo de um fim de semana grande em que tinha planeado passear com a família e acabar o poncho de crochet com que me entretenho aos serões.
A Mini mais velha tinha saído para almoçar em casa de um amigo e, eu o pai e a mais nova estávamos com um pé na rua e outro em casa, a caminho de ir passear a Mel e dar um passeio pelo jardim antes de almoço.
O telemóvel toca e oiço a minha filha aos gritos, uma grande confusão. Tinha sido literalmente atacada por um cão, um Akita Inu, de um vizinho do amigo em casa de quem entrava para almoçar.
Percorremos os dez quilómetros que nos separavam com o coração nas mãos. No local já estava o INEM, e entretanto chegou a PSP. Sirenes a caminho da urgência. Sala de cirurgia...e quase quatro dias de internamento. Sobressalto constante pois a proprietária do cão não sabia do boletim de vacinas, e nem sequer identificar o veterinário e a Mini ao fim de umas horas do ataque, ardia em febre.
Só ontem à noite respiramos de alívio. O cão tinha sim vacinas. Ela riu de alívio por si, e, sobretudo pelo cão, a quem defendeu com unhas e dentes, dizendo sempre que ele não pensa e que era quem menos culpa tinha. Afinal, depois do sequestro legal obrigatório, o cão irá apenas ter seguro obrigatório, e ser obrigado a circular sempre com açaime. Eu ri, por ela, por ele e por nós.
Foi cosida, está toda cheia de ligaduras, mas ela vê sempre o lado positivo. O que ficou imobilizado foi o braço direito, e ela escreve com o esquerdo. Esteve à beira de levar uma transfusão porque numa mordida o cão perfurou-lhe uma veia e perdeu muito sangue, mas não levou. Aconteceu numa manhã de sexta feira feriado e assim só teve de faltar às aulas dois dias.
E nós...nós tentamos ser como ela.


O que hei-de fazer...???

Hoje peguei na mochila da Mini mais velha. Assustei-me. Resolvi pesar. 11, 200 kgs. Fiquei com o coração apertado. Se a mochila só deve pesar até 10% do peso deles, como é possível?
Sim, há sempre a solução de comprar um trolley, mas quando têm uma escola com milhentas escadas com um elevador que não é utilizável por todos, a minha experiência com a mais nova diz-me que não é boa ideia.
Comprei mochilas depois de me aconselhar e paguei para que pudessem ser o mais confortáveis e menor prejudiciais possível, em detrimento da beleza.
Mas quem é que aguenta? E, 11 200 kgs de coisas absolutamente necessárias que eu fui fiscalizar.


A todos os pais que puderem, assinem aqui.