30 de agosto de 2019

Nada de novo, portanto...

Gosto mesmo muito das minis...
Mas a 30 de Agosto, já estou naquela fase de "quantos dias mesmo faltam para começarem as aulas?"
Este ano, a coisa agravou-se pelo facto de elas não terem pretendido frequentar qualquer actividade de Verão e de estarem as duas em plena adolescência.
E não, não me sinto mal por estar ansiosa pelo início das aulas!

21 de agosto de 2019

E blá blá, sejamos honestos!!!

Porque há quem esteja sempre de mal com a vida e sempre pronto a dizer mal dos serviços públicos, dos empregados dos hipermercados, ou do atendimento em geral, há que, de vez em quando, perceber que não podemos cair em clichés e dizer mal só porque sim, só porque as coisas não nos correm como queremos.
Não foi nada agradável levantar-me da cama cedinho, num dia de férias, para ir a uma terrinha aqui a 30 quilómetros, tentar a minha sorte para fazer o dito cartão de cidadão das minhas filhotas. Chegamos lá antes das 9 horas, hora de abertura da Conservatória. Já estava um número considerável de pessoas à nossa frente. Eram 9 horas e 06 minutos quando consegui tirar as duas senhas que eram o passe para o atendimento.
A sala estava cheia e não havia cadeiras disponíveis para nós. O ar condicionado não funcionava. O placard com os números a ser chamados também não. Mandei as pequenas sentarem-se cá fora nas escadas e esperei de pé.
Esperei cerca de 3 horas e 45 minutos para ser atendida.
Durante esse tempo pude ouvir gente rude a dirigir-se às funcionárias, gente cheia de pressa, com mais que fazer que estar ali, furiosa por os pais que registavam recém nascidos, por os deficientes ou idosos, terem prioridade...furiosa por o sistema estar lento...
Durante esse tempo pude observar as funcionárias a responderem educadamente a toda as pessoas, a trabalharem sem parar e, ainda, com um sorriso para quem para elas sorrisse ou para os mais idosos.
Cheguei a casa e enviei um mail para os serviços o IRN. Não a reclamar ( e tinha motivos) mas a apenas  elogiar quem trabalha naquelas condições.
Ah e tal os funcionários que atendem o público! Pois bem...Há de tudo, como em todos os lados.

19 de agosto de 2019

Coisas que me ultrapassam...

Uma das coisas que sempre me revoltou foi a necessidade que outrora existia de, quem não tinha outros meios de ter acesso a médicos, se ir para a fila do Centro de Saúde de madrugada para obter um lugar na consulta.
Felizmente, os tempos mudaram. Quer pelo alargamento do serviço nacional de saúde, quer pela possibilidade de marcação das consultas por outros meios.
No entanto, fico completamente apalermada ao constatar que, para renovar o Cartão do Cidadão das minhas Minis não chega ir para junto da Conservatória do Registo Civil por volt das 7 horas e 30 minutos (note-se que abre ás 9 horas), pois que o número de presentes no local já excedia largamente as senhas que iriam estar disponíveis.
Mais...não existe prioridade para quem pretende fazer Cartão do Cidadão de recém nascidos...
Não encontro justificação...quem tem mais de 25 anos, pode renovar o dito documento on line, nas juntas de freguesia e em outros espaços do cidadão...porquê esta loucura toda???
Alguém tem alguma explicação?

10 de agosto de 2019

Ah e tal o Inglês...

Uma das coisas que admiro nas minhas filhas, sobretudo na mais nova, é a capacidade com que, sem ter frequentado qualquer escola de línguas, dominam o inglês.
Actualmente,  tanto gostam de ler livros em português como em inglês e fazem-no sem qualquer dificuldade.
São fãs de manga e anime (banda desenhada e desenhos animados japoneses) e ficaram absolutamente loucas quando viram a área da FNAC que visitamos em Madrid dedicada aos livros de manga. Colunas e colunas de livros dos seus autores favoritos. Preparava-me para trazer um carregamento.
Mas a decepção foi total. Entre os milhares de títulos que tinham, não havia um único escrito em Inglês. Era tudo, tudo traduzido. O mesmo sucedia com outros tipos de livro.
Na Fnac portuguesa, a maioria dos livros, são, obviamente, em português, mas há livros em outras línguas, inclusivamente os ditos manga.
Desde muito nova que tenho a ideia de os espanhóis traduzirem tudo, lembro-me de ver os seus programas sobre música e de chamarem os Rolling Stones, de Piedras Rolantes. Só não imaginava era que continuavam a subestimar o poder do inglês enquanto ferramenta para comunicação intercultural. Se calhar, eu é que estou a ver mal as coisas...

3 de agosto de 2019

tanto e tão pouco tempo...

Hoje dei-me conta, ao vir aqui, que há já quase um mês que por aqui não escrevo...
Tanto e tão pouco tempo passou. Num mês, posso dizer que vivi três semanas numa correria e uma em calmaria.
A correria do final do ano no trabalho, a semana final a assegurar o serviço urgente de 9 pessoas de férias, com um cansaço extremo provocado por uma hemoglobina a 9 e uma vítamina D a 12, com uma Mini com uma infecção de meter medo num olho...e de repente, rumamos a norte, ao Gerês e eu senti que tudo se equilibrou e que tudo o que eu precisava era de não ter barulho, do cheiro a terra, da calma de estar rodeada pelo verde por todos os lados.
No Reiki estão sempre a dizer-me que preciso de fazer muito enraizamento porque sou muito "espiritual" seja lá isso o que for. Mas o que é certo, é que o contacto constante com a terra, numa pequena aldeia chamada "Entre-ambos-os-rios" (não confundir com Entre-os-rios), pertencente a Ponte da Barca, foi tudo o que precisei para encontrar a minha paz.
Claro que as Minis não partilharam do meu contentamento, pois o wifi e a rede móvel estavam constantemente a falhar, para além dos passeios que demos onde tínhamos de apenas seguir o caminho, sem ajuda de GPS. No entanto, está tudo muito bem sinalizado e, com ou sem Minis, será certamente uma experiência a repetir.
Os momentos em que estive conectada ao instagram tive duas notícias de grande relevo, uma excelente e uma péssima.
Uma de uma gravidez de uma menina por quem eu torcia há anos para que ultrapassasse um problema que eu vivi também da minha primeira gravidez (a infertilidade); outra que me deixou absolutamente em choque e com uma sensação de perda ENORME: a morte de uma das pessoas que mais admirava na blogosfera pela sua integridade, correcção, cultura e sentido de humor. Havemos de nos encontrar um dia Rui Espírito Santo.
Daqui a dois dias, começam as férias de sonho das Minis: rumo a Madrid...(não é que me agrade...mas família é isto mesmo).

 A vista do quarto.

 A nossa casa.
 A cascata de Portela do Homem.
 Um trilho.

4 de julho de 2019

Coisas que me alegram...

A história da bebé Matilde com uma doença raríssima para cuja cura será necessário um medicamento com custos de cerca de 2 milhões de euros comoveu-me. E, alegrou-de sobremaneira o facto de a solidariedade civil ter sido tanta que, em pouco tempo se alcançou o impensável: juntar o montante necessário.
Acima de tudo, foi uma bofetada que a sociedade civil deu ao Estado. Onde o Estado falha, pode acontecer que a sociedade civil cumpra o papel de quem se demite das suas funções.
Seja como for, alegra-me ainda mais que, por motivos políticos ou não, se tenha ponderado da necessidade da existência de aprovação de tal medicamento em Portugal e de o mesmo estar à disposição para todos os outros casos.
Muito mais há a fazer, certamente outros pais com crianças com outras doenças igualmente incuráveis sentirão que nem todos têm o mesmo tratamento. No entanto, o muito que há por fazer não me impede de me alegrar com o que foi feito.


2 de julho de 2019

Do dia de hoje!