23 de outubro de 2019

Com quem eu convivo bem!

Eu...Eu convivo bem com pessoas tímidas; convivo bem com pessoas faladoras e ruidosas;
Eu.. Eu convivo bem com pessoas que não têm papas na língua e que, por vezes, roçam a má educação com as suas palavras...faço silêncio e sigo em frente...
Eu... Eu convivo bem com pessoas que gostam de se evidenciar e mostrar os seus conhecimentos...como convivo bem com pessoas simples, recatadas e que transportam consigo, sem apregoar aos sete ventos, as suas qualidades!
Já não consigo é ficar indiferente e de sentir alguma irritação em relação às pessoas que acham que conhecidos e desconhecidos só existem para lhes "tramar" a vida, que tudo o que lhes acontece é o resultado de uma espécie de "cabala" com vista à sua destruição ou é fruto da intenção alheia de perturbar a sua paz. Estas pessoas suscitam em mim, além de uma certa irritação inicial, uma certa compaixão posterior, na medida em que são pessoas que não são capazes de olhar para dentro, de se aceitar como são. A elas assenta perfeitamente a expressão de Sartre "O inferno são os outros".
Tenho dito.




13 de outubro de 2019

Das minhas grandes preocupações...

Uma das minhas grandes preocupações são os idosos...das coisas que mais me aflige são os maus tratos e o abandono a que estes são votados.
Talvez por trabalhar na área dos menores e sentir que muito se faz por eles neste país, embora se teime em dizer que não, sempre que vejo um idoso sozinho e com alguma frequência, tenho tendência a preocupar-me.
Já por várias vezes sugeri a quem de direito que se tomassem providências no sentido de serem criadas equipas do género das que existem para os menores, as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, para os idosos, para avaliarem da existência de casos de maus tratos e abandono.
Fiquei extremamente feliz ao saber, esta semana, que, no concelho onde resido, foi criada uma comissão com membros pertencentes a várias áreas de actuação - órgãos policiais, médicos, assistentes sociais, membros do município- com essa finalidade. Sinto-me orgulhosa. É preciso é gente proactiva e que as coisas funcionem para além do papel!

Dez anos!

Faz este mês dez anos que criei pela primeira vez uma conta no facebook, conta que tive de abandonar no início deste ano, por motivos de segurança relacionados com a minha profissão. Não obstante a tenha recuperado, alegadamente com segurança, deixei de a utilizar.
Devo dizer que o facebook deixou de foi deixando de ter importância na minha vida, enquanto forma de partilha desta. Praticamente não partilho nada do que acontece no meu dia a dia nas redes sociais, até porque tenho uma vida absolutamente normal e, não sendo eu uma figura pública, nenhum interesse tem para terceiros. Poderia, eventualmente, ter para um conjunto de pessoas que me rodeiam e que gostam sempre de saber o que se passa na vida de terceiros, porque, quiçá, têm uma vida ainda mais normal que a minha.
Utilizo cada vez mais o instagram, mas passam-se semanas que não publico. Mas gosto de ver imagens bonitas.
O facebook tornou-se para mim um utilitário. Como traz consigo o messenger, é a ferramenta que vou utilizando para trocar ficheiros e conversar com os que me são verdadeiramente próximos e para visitar as páginas das lojas de lãs para os meus tricots e crochet e fazer encomendas. Gosto também de visitar as páginas sobre os assuntos que me interessam e aprendo sempre imensas coisas.
Partilho pensamentos meus e de terceiros, poesias e coisas bonitas. Os pormenores do meu dia a dia, esses, não me faz qualquer sentido partilhar senão com aqueles com quem falo cara a cara ou pelo menos pelo telefone.
Mudei radicalmente. E nem consigo compreender como antigamente até postava comida...talvez tenha amadurecido ou me tenha tornado mais intimista...sei lá...

9 de outubro de 2019

Mais fácil ou mais difícil?

Oiço, amiúde, até no exercício da minha profissão,dizer-se de que a vida antigamente é que era difícil e, também, que, hoje em dia os pais não querem assumir quaisquer responsabilidades.
Se sou forçada a concordar que há muitos pais que não assumem inteiramente (ou quase nada) as suas responsabilidades (sim porque isto de pôr no mundo uma criança tem muito que se lhe diga), preferindo deixar aos medicamentos ou aos tablets a tarefa de sossegar os seus pequenos, também sou forçada a aceitar que, nos dias de hoje ser mãe e ser pai é uma tarefa bem mais complicada.
Na verdade, as solicitações  que, no mundo de hoje, os miúdos têm são muito maiores, a informação correcta, e muitas vezes incorrecta (e que apela à rebeldia), está ali ao virar da esquina, e o respeito e a manutenção de regras é muito mais difícil. É um trabalho que requer muita paciência, alguns berros e muitas vezes, desgaste. Sem persistência não se vai a lado nenhum.
O trabalho dos pais e mães de hoje em dia é um trabalho facilitado em termos físicos com a imensidão de máquinas que existem que facilitam as tarefas diárias. Contudo, na minha opinião, o desgaste mental é maior e quanto a mim, muito mais árduo de suportar do que todo e qualquer trabalho manual. Ser pai e mãe, actualmente, é uma tarefa de afectos, de paciência, de persistência, de rigor e também de alguma insanidade (por vezes).
Antigamente, o respeito era quase um dado adquirido, o afecto demonstrado não era para todos, e o que interessava era a cama e a comida na mesa.
No entanto, saúdo com alegria a mudança de paradigma!

4 de outubro de 2019

Não, não mudam...

Ontem, num assomo de curiosidade andei a visitar blogues de pessoas que já não visitava há muito...
E dei por mim a pensar que as pessoas não, não mudam...
O que muda, efectivamente, é a perspectiva que temos delas...
Bom fim de semana!

1 de outubro de 2019

Mães mais honestas ou mais totós?

Comecei a andar pela blogosfera quando andava a tentar engravidar pela primeira vez, apenas como leitora.
Acompanhei imensas gravidezes, nascimentos e alguns crescimentos,  de pessoas de quem nem o verdadeiro nome sei...mas, que interessa?
Quando comecei por aqui a andar, além de partilhar com algumas pessoas os sentimentos de frustração provocados pela infertilidade, via aumentar em mim o desejo de rapidamente ser mãe para viver esses momentos tão maravilhosos, tão imaculados e sem defeito ou percalços que via descritos em imensos blogues, acompanhados de fotografias de mães e bebés mais ou menos sorridentes, mas sempre numa descrição da maternidade numa fase inicial como algo absolutamente idílico.
Claro, quando nasceu a Margarida, a minha filha tão desesperadamente desejada, foi como se me tivessem dado um murro no estômago.
Afinal, não era nada idílico. Afinal o amor incondicional que sentia por ela, não impedia o desespero provocado por hormonas descontroladas conjugadas com o caos das noites sem dormir porque tinha de a acordar para amamentar. Afinal, eu não conseguia conciliar tudo nem com um bocadinho de esforço, e, pasme-se, eu que antes de ela nascer andei a organizar as coisas para receber quem me viesse visitar, fiz questão de avisar aos conhecidos e amigos, mal cheguei a casa, que visitas estavam proibidas até eu dizer que eram permitidas.
Obviamente que ao fim dos dois primeiros meses tudo se encaixou, e entrei na rotina. Mas não, não foi maravilhoso e de sonho o início da maternidade.
O que eu noto, quase 14 anos volvidos, é uma maior honestidade ou, se calhar, o nascimento de mais mães atrapalhadas e desorientadas como eu fui na minha primeira viagem.
Tenho lido relatos de mães de primeira viagem, que podiam ter sido feitos por mim, na altura. Revejo-me perfeitamente e penso: porque é que não foste mãe a quando a mim??? 
Assim não me tinha sentido uma verdadeira extraterrestre. é que ninguém me preparou para o quão difícil é o primeiro mês com um recém nascido em casa!


27 de setembro de 2019

E é isto!!!

Todos nos olham, pouquíssimos nos vêem...
Todos pensam que sabem quem somos, mas não sabem...
Permitimos que andem por nossos veredas, mas são poucos os que admitimos em nossos jardins secretos...
Somos seletos.
Só permitimos a intimidade a quem nos encontra, nos aceita sem julgamentos, e nos compreende...
O resto pensa que nos conhece, mas, apenas, só pensa...


Andrade Moraes