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E basta tão pouco!

Os dias não têm sido fáceis por aqui. Não fossem as constantes pausas que faço para agradecer o que temos e já teria deixado que o desespero tivesse tomado conta de mim.
Uma das pessoas que mais amo no mundo espera que Deus o leve para junto de si e eu sinto já um vazio imenso.
Uma das Minis com grandes problemas na escola e, por mais que me vire, não encontro solução.
Mas, às vezes, é preciso tão pouco para que tudo volte a fazer sentido.
Um passeio junto ao mar com pessoas boas, que nos amam incondicionalmente, e estamos preparados para os combates que se aproximam.
Grata por estas oportunidades.


Pontos a ultrapassar...

Com a idade tenho-me tornado cada vez mais tolerante e menos reactiva emocionalmente aos comportamentos dos outros.
Um dos pontos que ainda tenho que limar em mim é a irritação que me causam as pessoas que, sem saberem o porquê de isto ou daquilo, vislumbram logo conspirações, maldades ou segundas intenções negativas, mesmo em coisas que em nada consigo se relacionam.
Não consigo ainda ser imune às pessoas que acham sempre, como dizia o Rui Veloso, que o mundo inteiro se uniu para as tramar, ou que qualquer comportamento dos outros tem por detrás uma intenção negativa. Estas pessoas devem viver numa infelicidade constante. São pessoas com ideações ruminativas. 
Tenho de limar estes pontos porque lido constantemente com pessoas assim, sobretudo profissionalmente.

Sim, é preciso...

Li hoje a notícia de que as mulheres vivem permanentemente cansadas em Portugal. Que, segundo pesquisas realizadas, são precisas mais 5 gerações de homens para que o trabalho doméstico, seja realizado por homens e mulheres em pé de completa igualdade.
Sim, é preciso mudar a mentalidade dos homens e, para isso, muito podemos contribuir enquanto pais de rapazes, enquanto educadores e professores ou com o exemplo.
Mas eu sinto que também é preciso, e muito, mudar a mentalidade das mulheres portuguesas.
Não só das mulheres em relação a outras mulheres (nos olhares e comentários de censura a quem não é uma boa dona de casa, se é que isso existe), mas, acima de tudo, das mulheres em relação a si mesmas.
Tive uma educação conservadora neste aspecto, embora mais aberta em muitos outros. Mantenho-me conservadora em muitos aspectos da minha vida diária, mas este é um daqueles em que me sinto completamente evoluída, à minha custa. Deixei de sentir culpa por não arrumar ou limpar o que outros sujam ou desarrumam. Todos temos um papel cá em casa e cada um tem de fazer o que lhe compete. Se não faz, não substituo ninguém, a não ser em casos específicos de doença, muito estudo ou coisa do género.
Já fui daquelas furiosas que não podiam ver uma coisa fora do sítio que tinha de parar tudo para arrumar. Já não sou. Quem desarrumou que arrume. A obrigação de limpar e no que às tarefas que as Minis também podem fazer é igual.
Não me sinto minimamente menos boa esposa por ir fazer as caminhadas que tanto gosto e deixar o resto da família em casa, quando não me quer acompanhar, a aspirar ou a arrumar a louça.
Temos pena. Mas as obrigações são iguais e não me fazem nenhum favor.
Há coisas que tenho de ser eu a orientar. Mas o facto de necessitarem de ajuda não é desculpa para não fazerem.

O medo...

Desde que fui mãe que perdi o medo todo...ou quase todo...
Aos 17 meses da minha filha mais nova, um conceituado neuropediatra disse-me que ela nunca iria falar e que nunca seria autónoma. Respondi-lhe "isso é o que vamos ver"! Para além de resmungona e impulsiva, a minha Mini mais nova é uma miúda absolutamente comum. A anunciada "desgraça" não se verificou. Mas se se tivesse verificado, cá estaria para me aguentar.
Tenho alguns receios, mas não me deixo tolher, porque o caminho é para a frente.
Implantei a parte de baixo da minha boca de uma só vez. Arrancaram-me 11 dentes e puseram-me implantes no mesmo dia. Não tive medo. Tive dores sim, muitas dores. Mas não deixo de fazer as coisas.
Daí que me deixe fora de mim o medo que algumas pessoas da família e mesmo às vezes as minhas filhas, têm de algumas coisas e de assumir algumas verdades, de falar só porque os outros estão em maioria, só porque ninguém vai acreditar, só porque isto, só porque aquilo.
O medo é que torna os sonhos impossíveis.
Aceito que as pessoas tenham medo de muitas coisas, mas nunca, mesmo nunca de assumir a verdade e aquilo em que acreditam. Isso fazem os covardes.


Há coisas que não são para mim...

Quem me segue apercebeu-se (ou não) que eu fiz um post em que referi estar muito espantada por ser uma amiga de infância, com quem tinha uma relação de proximidade até há cerca de três anos e que foi cortada de forma inexplicável, a dita mentora da teia de mentiras que esteve na base do programa transmitido pela SIC, "A Rede".
Quem me segue também se apercebeu que passei esse post para inacessível ao público. E, devo dizer que o fiz, não porque me tivesse arrependido de ter feito o comentário que fiz de que as pessoas não páram de nos surpreender, mas porque não alimento fomes de guerra e sangue.
Se a pessoa foi identificada pela justiça, se de acordo com aquilo que os principais ofendidos entenderam na altura, cumpriu uma imposição (eles eram livres de concordar ou não e concordaram, eles são livres de lhe pedirem em tribunal ulteriores danos), de que serve, como me foi aqui inúmeras vezes pedido em comentários que não publiquei, publicar aqui fotografias que possa ter dela ou a identificação? Será que sendo ela professora (ao que sei pelas notícias perdeu o lugar que tinha como professora num Colégio particular onde desempenhava escrupulosamente as suas funções) e ao que sei, também pelas redes sociais, encontra-se de baixa médica forçada. Portanto, mães e pais deste país, descansem que, se por um lado a senhora não está em exercício de funções, se algum dia voltar a estar, não faltará quem se prontifique em divulgar este deplorável episódio da sua vida em em estigmatizá-la.
Não concordo em absoluto com o que fez.
Talvez por defeito de profissão e porque trabalho com alguns casos mediáticos e sei que o jornalismo vive da fome e da sede de desgraças e tragédias que alimentam os dias vazios de muitas pessoas e que conta apenas uma parte da história ou apenas a parte que lhe convém.
Repúdio o que ela fez, se o fez da forma que vem descrita nos media. Algo muito errado, sim, fez.
No entanto, preocupa-me mais a recuperação de um ser humano, que precise de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico e não compactuo com curiosidade de quem não tem um pingo de caridade.
Lamento.


Uma forma de catarse...

O meu marido é uma pessoa aparentemente calma e pouco emotiva. Parece antipático ou arrogante. No entanto, verdadeiramente ele é tímido e pouco dado a cumprimentos e protocolos sociais.
Pode ver um concerto de música ao vivo ou um jogo de futebol com o seu clube no estádio, que permanece impávido e sereno.
No entanto, neste preciso momento, a televisão transmite o Sporting-Benfica e eu nem ouso estar na sala com o meu tricot... É que nestes jogos ele liberta todos os seus demónios e deixa vir ao de cima todas as suas raivas contidas em outras alturas. Grita, insulta, barafusta. Estes jogos são terapêuticos. Quando a ele se junta o meu pai (que, aparentemente, não faz mal a uma mosca), a sala fica incapaz de ser frequentada por quem sofra do coração.
Eu vou só espreitar de vez em quando para ver se ele está bem e tudo está no seu devido lugar. A gata e a cadela são capazes de lá estar a dormir e não reagir. Já se habituaram. Eu as Minis não. Acho que nunca vamos habituar.


Sou das minorias...

Segundo um estudo feito na área da saúde, os portugueses estão muito satisfeitos com os internamentos e urgências nos hospitais privados e têm imensas queixas dos hospitais públicos.
Ora pois eu faço parte da minoria que não pensa assim. Com internamentos em ambos os lados, prefiro mil vezes o hospital de Vila Franca de Xira ao Hospital CUF Descobertas, sobretudo em termos de humanidade no serviço. Cliente frequente das Urgências Pediátricas do Hospital de Vila Franca de Xira (sim, ainda no tempo em que não era um HPP), da Luz e da CUF, apenas recorro a estes últimos quando as de Vila Franca estão a abarrotar. Não tenho uma queixa do SNS a não ser a demora. 
E é isto. Agora, crucifiquem-me.