sábado, 29 de abril de 2017

Nunca imaginei...

Comecei hoje, às 6 horas, a minha peregrinação a pé a Fátima. Correu lindamente até agora. Mas tive duas surpresas. 
Nunca imaginei que, a 15 dias do 13 de Maio, houvesse já tanta gente a fazer-se ao caminho. O Nosso grupo é de 8. Mas éramos centenas nas estradas e caminhos.
E,nunca imaginei vir a gostar de camionistas. Enquanto condutora embirro com eles. Como peregrina, acho-os muito divertidos. Saúdam-nos com uma alegria que só visto! Buzinam de tal forma que, se alguém estiver prestes a adormecer, acorda logo e caminha com mais vontade. São mesmo muito, muito simpáticos.
Quando for grande quero ser camionista!
P.S. A quem interessar, informo que estou lindamente, sem bolhas nos pés nem qualquer outro tipo de maleita.Muito bem disposta e pronta para começar de novo às 6 horas.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Susto e medo!

Um grande susto foi o que eu apanhei quando começo a introduzir o tema desafio da "Baleia Azul" para alertar as minhas filhas dos perigos, para não estabelecerem qualquer tipo de contacto com terceiros e para me alertarem se algo de estranho acontecer e a mais velha, com 11 anos me começa a descrever com pormenor tudo aquilo em que consistia o jogo, com a maior das descontracções...Diz que tinha ouvido falar na escola...descansei quando me disse que tinha ouvido da boca de um colega que a alertava para o mesmo que eu pretendia alertar...mesmo assim, permaneço vigilante. Ela tem uma conta no facebook com dados pessoais falsos e sem fotografias. Contudo, desde que foi criada é a conta que tenho ligada ao meu telemóvel. Como, felizmente, o facebook funciona em vários sítios em simultâneo, sempre que posso, em horário não escolar em que não estou com ela, controlo os movimentos.
Bem sei que há quem defenda que os meninos e meninas merecem privacidade. Pois merecem. Mas, acima de tudo merecem ser protegidos e serem objecto de regras e limites. Por isso, não tenho qualquer problema em dizer que, quando chega da escola, o telemóvel me é entregue e que, diariamente, ou eu ou o pai, sem que saiba, viramos o telemóvel do avesso.
Tenho pena de viver num mundo que me obriga a fazer isto! Mas, acima de tudo, tenho MEDO, MUITO MEDO!
ESTOU EM ALERTA TOTAL!

Pois, não sei!

Tolerância de ponto para funcionários públicos no dia 12 de Maio. Uns, a favor. Outros contra, aqui del rey!
Pois...não sei. Acho bem que seja dada porque, afinal, é uma figura que reúne grande consenso mundial, entre católicos e não católicos. Acho bem porque a religião predominante em Portugal é a católica.
Se não dessem tolerância também não achava mal. Afinal somos um país laico. Quem tem as suas convicções religiosas e quer ir vê-lo, que meta falta, que era o que eu ia fazer!
Mal, acho apenas que os trabalhadores do privado não tenham a mesma tolerância...Achava bem que tivessem todos, ou que não tivesse ninguém.
Pois, não sei!

Palermices nossas (minhas)...

Este é o segundo Iphone que tenho. O primeiro, que tinha sido oferta, roubaram-mo.Este comprei-o como prenda para mim porque tinha ficado viciada na simplicidade do primeiro. Tem um ano e pouco.
Até ao fim de semana passado vi no aparelho muitas referências ao Siri, mas desconhecia totalmente o que era, até uma primita minha  de dez anos, me ter mostrado o que era: o/a assistente pessoal.
Achei graça...afinal podia dizer-lhe "liga para fulano" que o assistente imediatamente fazia o contacto. Bastava dizer sushi, para o assistente me dizer, imediatamente quais os restaurantes de sushi mais perto do local. Mas, não voltei a usar até ontem.
É que a Mini mais velha pediu-me o telemóvel, e disse "Siri canta beat box" e, eis que a voz (no meu caso feminina) começa a fazer uns sons estranhissímos. Pedimos para ela cantar outras coisas como uma canção de embalar, fizemos muitas perguntas e acabamos a insultá-la, de burra, tonta, louca...e aí choramos a rir, porque a assistente pessoal respondia que se sentia magoada, que não devíamos usar aquela linguagem...enfim.
Descobri que, naqueles dias em que me apetecer "desancar" em alguém, em vez de fazer estragos, desanco na Siri e ela vai-me respondendo calmamente até eu ter vontade de rir.
Enfim, tontices de uma tonta, mas tonta como eu!!


quarta-feira, 26 de abril de 2017

O milagre!!!

De há uns meses para cá tenho tido enxaquecas recorrentes. Inicialmente apontavam-me para factores hormonais devido à troca de contraceptivo. Voltei ao anterior. As dores mantiveram-se.
Geralmente são precedidas de, pelo menos, duas noites absolutamente em claro. Se tivesse algo que me preocupasse ou me deixasse ansiosa, estariam explicadas as totais e absolutas insónias. Mas não.
Ontem, depois de duas noites sem dormir absolutamente nada, acordei completamente alucinada.
Durante o dia, tinha miúdos em casa e tomei desde Brufen, Speedifen, Migraspirina, Paracetamol, Migretil e acabei no Clonix. A dor não só não passou como se intensificou. Tentei descansar, mas estava com ilusões ópticas e de audição. Sentia-me enlouquecer. Num desespero total, tomei o indutor do sono mais potente que tinha em casa. Duas horas depois continuava igual. Passei a terceira noite sem dormir.
Alguém que ouviu queixar-me de manhã no café, falou-me em ZOMIG. Eu, doutorada em enxaquecas, que havia lido mil dicas e indicações para o assunto, não conhecia e fiquei absolutamente céptica. Liguei para o Hospital da Luz para marcar uma consulta com neurologista especializada em enxaquecas. Não posso continuar nesta vida.
Mas, o conselho matinal ficou a martelar na cabeça. Fui à farmácia. Não mo vendiam sem receita médica. Falo com a médica que diz que sim senhora que me mandava a receita por email.
Comprei dos mais fracos (2,5mg) orodispersíveis. Sofregamente meti na boca.
Trinta minutos depois...tcharaaaammm...não tinha dor nem sintoma nenhum.
Eu, a doutorada em enxaquecas medicamentos e mezinhas para as mesmas, não imaginava sequer que isto existia!
Apetecia-me comprar 100 caixas! 



terça-feira, 25 de abril de 2017

Porque temos de ser mais firmes que eles!!!

Dia feriado...as Minis há dias andavam a pedir para trazerem uns amigos cá a casa! 
No fim de semana combinamos que seria no feriado.
Fiz o almoço para os 4 amigos (um amigo de cada uma e elas próprias). Depois do almoço, o pedido veio logo: vamos jogar isto e mais aquilo nos computadores. Disse-lhes imediatamente que não! Pensaram nos telemóveis.  Disse-lhes que não! Protestos mais protestos.
Expliquei-lhes que, se era para estarem à frente de um ecran, cada um tinha ficado nas suas casas. Não ficaram muito convencidos e tentaram argumentar. 
Não podíamos ir para o parque porque não tinha bancos e lugares no carro para todos.
De facto, com a dor de cabeça com que estou e havendo computadores e tablet (já que um dos meninos trouxe um), era muito mas muito mais fácil deixar estas quatro "alminhas sossegadinhas", quais zombies.
Não sou perfeita, não digo que já não tenha deixado as minhas filhas entreterem-se com o PC ou com o tablet para poder fazer outras coisas. Mas hoje não. Hoje era dia de estarem com os amigos! 
Enquanto arrumei a cozinha e tratei das minhas lides domésticas, jogaram ao Monopoly, viram um filme e comeram pipocas e jogaram às cartas. Por fim, futebol, no hall! Tudo a quatro. 
A algazarra mais que muita (excepto no filme).
Mas aposto que eles se divertiram muito mais.

domingo, 23 de abril de 2017

Enerva-me tanto!

Já o disse aqui milhões, quiçá triliões de vezes que sou católica. No próximo Sábado inicio a minha primeira peregrinação a Fátima a pé com umas amigas. Quinze dia depois, se a minha vida proporcionar irei ver o Papa Francisco.
Sou uma pessoa com muito sentido de humor e mente aberta. Tal como quase todas as pessoas que acreditam em Fátima, acho que se faz uma exploração comercial do local exageradíssima, mas não deixo de comprar uns "recuerdos".
No entanto, estou exausta, irritada, com a loucura de exploração que se tem vindo a fazer com a vinda do Papa Francisco e, agora, ainda mais com a canonização dos pastorinhos.
Em tudo quanto é canto há indicações disto e daquilo para comprar para fazer uma melhor peregrinação, camisolas, pins, porta-chaves e o diabo a quatro. 
Até acho graça a ilustrações que se fazem com temas religiosos para miúdos e graúdos. Mas, coisas como estas, que acho engraçadas do ponto de vista gráfico, enervam-me pela exploração que significam. Daqui