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Talvez esteja aí o segredo...

Muitas das minhas colegas se admiram por eu gostar de fazer croché e tricot e, acima de tudo, por ter tempo para isso, tendo eu as miúdas, a vida profissional e a casa.
Sempre lhes expliquei que, além de caminhar, trabalhar com as linhas e com as agulhas e ler antes de dormir, não tenho outras actividades, tipo ginásio, natação ou coisas afins. Os meus momentos de relaxe  são de manhã a caminhar e ao fim do dia com os novelos e agulhas.
Aqui há uns tempos algumas colegas decidiram criar um grupo no facebook sobre cuidados da pele e maquilhagem e adicionaram-me como membro.
Como os únicos produtos que uso são os da Cien do Lidl, que são amplamente recomendados e baratinhos, confesso que não tive grande curiosidade em ver com assiduidade as publicações do grupo. Além disso, para além de rimel e lápis e apenas esporadicamente, não uso qualquer tipo de maquilhagem. Por ora não sinto necessidade, talvez quando o efeito dos anos se começar a notar mais, recorra a outra panóplia de cosméticos.
Hoje, fui espreitar e, fiquei verdadeiramente boquiaberta com a quantidade de conhecimentos e de passos que a grande maioria das mulheres (e se calhar muitos homens também) dão, antes de saírem de casa e de se deitarem, em termos de tratamentos de beleza.
Eu não tenho tempo, nem paciência. Talvez por isso tenha tempo para ir caminhar antes de trabalhar, talvez por isso consiga "tecer" após o jantar.
Mas, talvez por isso, olhe ao espelho e tenha a cara cheia de rugas de expressão...tudo tem os seus custos.
Talvez o segredo da minha disponibilidade de tempo esteja aí...talvez o segredo daquele ar fresco e composto logo pela manhã esteja no tempo e paciência em aplicar 5 ou 6 tipos de cosméticos diferentes antes de sair de casa...
Talvez devesse pensar melhor no assunto, mas, por ora, sinto-me bem assim! No futuro não sei se sentirei...



Porque é que continua tudo igual?

Das más recordações que tenho dos meus tempos de escola é das casas de banho. Nunca tinham papel higiénico, as portas não trancavam, não havia gel ou sabonete para lavar as mãos, nem papel para as limpar.
Volvidos quase 40 anos, o quadro mantém-se nas escolas públicas. Quando eram mais novas as Minis pediam-me papel higiénico para trazerem na mochila porque na escola não havia. Conforme foram crescendo, começaram a apertar-se até chegarem a casa, com todas as consequências para a saúde que isso pode trazer, já que não têm qualquer tipo de privacidade pois as portas apenas encostam.
Não consigo entender como com tanta sensibilização para a necessidade de uma correcta lavagem das mãos e dos problemas que isso pode evitar, as escolas públicas continuam a não providenciar pelos bens necessários.
A desculpa que me dão é a falta de civismo dos alunos que sujam e destroem os materiais e gastam papel higiénico desnecessariamente.
Não digo  que tal não aconteça, mas penso que não será só por aí. Há falta de sensibilidade de quem gere os dinheiros, há falta de pessoal para manter as casas de banho...enfim prioridades trocadas.
Enquanto encarregada de educação é uma mudança pela qual me vou bater.

Os dias correm...

Por aqui os dias vão correndo...ao ritmo dos nossos mais pequeninos...estamos sempre cheios de vontade de chegar a casa para estar com eles e preferimos não pensar que dois deles não vão ficar connosco. Por agora vamos aproveitando esta bênção que é tê-los por aqui e vê-los crescer. Estamos todos derretidos e tem sido maravilhoso para as minhas Minis que estão absolutamente deslumbradas com a sabedoria da mãe Mel, da mãe natureza.
Mais um motivo, entre tantos que temos, para sermos gratos.




As coisas boas das fases más!

Num post que aqui escrevi há dias disse que o passado mês de Março foi um dos piores dos últimos tempos da minha vida. Mas, como não há mal que nunca acabe estamos a encontrar serenamente o nosso caminho e a perceber que, no meio do turbilhão de coisas que nos aconteceram simultaneamente, assim tipo Lei de Murphy, acontecem sempre coisas boas. 
Por paradoxal que pareça, o mês que passou foi um dos meses em que mais ri com vontade nos últimos tempos. Tenho a sorte de ter como amigos pessoas que me fazem rir, mas rir com vontade, nas alturas em que apetece lamentar e chorar. Também me ouvem e me dão um ombro ou os dois, se preciso for, mas têm o dom de me arrancar lágrimas de riso. 
No fundo, no meio de tanto pânico, de tantos medos, foi o riso que me ajudou a não desesperar, a ser optimista.
Cada vez estou mais convicta de que rir cura uma lista infindável de males. Saí da tempestade mais forte e muito grata a quem me fez sorrir. Rir é uma terapia fabulosa.



Experiências únicas...

Por aqui já somos mais...a nossa Mel já teve os seus 3 bebés.
Nasceram todos bem, graças a Deus e eu fui a parteira. O meu marido o ajudante. Foi uma noite longa. Em claro. Mas foram momentos únicos. A natureza é absolutamente sábia.
O nascimento destes bebés foi uma coisa muito desejada e planeada. Agora a Mel vai ser esterilizada.
É uma emoção vê-los nascer e crescer. Um ficará connosco. Os outros dois serão para dar a familiares.
São maravilhosos. A experiência está a ser fantástica. Passamos horas a contemplá-los. As minhas Minis estão maravilhadas.
Como elas dizem, estes bebés não cheiram a cão, cheiram a amor.


Também não as dispenso...

Li hoje um artigo que refere que objectos de cozinha como a torradeira, a panela de pressão e a chaleira eléctrica têm mais de cem anos e continuam na moda.
Devo dizer que moda ou não, são objectos que não dispenso.
Há 7 ou 8 anos, quando comprei a bimby, dei algum descanso à panela de pressão em termos de sopas. Mas, ao fim de algum tempo a fazer sopas na bimby, parece-me que todas têm o mesmo sabor, independentemente dos ingredientes que levem. Também já lá vai a fase em que as miúdas adoravam sopa em creme. Agora, tal como eu e o pai, gostam muito de encontrar os agriões, os espinafres na sopinha e uma sopinha menos cremosa. A bimby é útil para uma série de coisas, mas não substitui nenhuma das minhas 3 (sim tenho 3) panelinhas de pressão.
E como sou muito dada ao chá, mesmo em alto verão, a chaleira também é essencial.
A torradeira é mais para alegria das miúdas, já que eu não sou fã.

Seguir em frente...

Com o mês que hoje termina, termina um dos meses mais difíceis dos últimos anos da minha/nossa vida. Por norma, adoro o mês de Março, já que foi o mês em que fui mãe, pelas duas vezes. Mas este ano, exactamente por ser mãe, foi muito sofrido.
De vez em quando, temos de virar a vida do avesso, sair da nossa zona de conforto, e, uma rotina instalada há vários anos, altera-se, por circunstâncias de força maior que nos obrigam a tomar decisões de mudança, no meio de incertezas.
Se foi uma aposta completamente ganha só a longo prazo o saberemos. Por ora, parece-me que sim, e não saberemos as consequências que teria permanecer tudo como estava. É preciso respirar fundo e deixar fluir, mas ter a coragem de mudar.
Tudo começa a encaixar-se e a serenar.
Ah e por aqui estamos à espera, a todo o momento, que nasçam os bebés da nossa Mel. Vai ser esterilizada mas queríamos muito que tivesse uma ninhada. Foi tudo vigiado e ela está bem de saúde. Estes cachorrinhos irão trazer-nos uma nova alegria.