10 de agosto de 2019

Ah e tal o Inglês...

Uma das coisas que admiro nas minhas filhas, sobretudo na mais nova, é a capacidade com que, sem ter frequentado qualquer escola de línguas, dominam o inglês.
Actualmente,  tanto gostam de ler livros em português como em inglês e fazem-no sem qualquer dificuldade.
São fãs de manga e anime (banda desenhada e desenhos animados japoneses) e ficaram absolutamente loucas quando viram a área da FNAC que visitamos em Madrid dedicada aos livros de manga. Colunas e colunas de livros dos seus autores favoritos. Preparava-me para trazer um carregamento.
Mas a decepção foi total. Entre os milhares de títulos que tinham, não havia um único escrito em Inglês. Era tudo, tudo traduzido. O mesmo sucedia com outros tipos de livro.
Na Fnac portuguesa, a maioria dos livros, são, obviamente, em português, mas há livros em outras línguas, inclusivamente os ditos manga.
Desde muito nova que tenho a ideia de os espanhóis traduzirem tudo, lembro-me de ver os seus programas sobre música e de chamarem os Rolling Stones, de Piedras Rolantes. Só não imaginava era que continuavam a subestimar o poder do inglês enquanto ferramenta para comunicação intercultural. Se calhar, eu é que estou a ver mal as coisas...

3 de agosto de 2019

tanto e tão pouco tempo...

Hoje dei-me conta, ao vir aqui, que há já quase um mês que por aqui não escrevo...
Tanto e tão pouco tempo passou. Num mês, posso dizer que vivi três semanas numa correria e uma em calmaria.
A correria do final do ano no trabalho, a semana final a assegurar o serviço urgente de 9 pessoas de férias, com um cansaço extremo provocado por uma hemoglobina a 9 e uma vítamina D a 12, com uma Mini com uma infecção de meter medo num olho...e de repente, rumamos a norte, ao Gerês e eu senti que tudo se equilibrou e que tudo o que eu precisava era de não ter barulho, do cheiro a terra, da calma de estar rodeada pelo verde por todos os lados.
No Reiki estão sempre a dizer-me que preciso de fazer muito enraizamento porque sou muito "espiritual" seja lá isso o que for. Mas o que é certo, é que o contacto constante com a terra, numa pequena aldeia chamada "Entre-ambos-os-rios" (não confundir com Entre-os-rios), pertencente a Ponte da Barca, foi tudo o que precisei para encontrar a minha paz.
Claro que as Minis não partilharam do meu contentamento, pois o wifi e a rede móvel estavam constantemente a falhar, para além dos passeios que demos onde tínhamos de apenas seguir o caminho, sem ajuda de GPS. No entanto, está tudo muito bem sinalizado e, com ou sem Minis, será certamente uma experiência a repetir.
Os momentos em que estive conectada ao instagram tive duas notícias de grande relevo, uma excelente e uma péssima.
Uma de uma gravidez de uma menina por quem eu torcia há anos para que ultrapassasse um problema que eu vivi também da minha primeira gravidez (a infertilidade); outra que me deixou absolutamente em choque e com uma sensação de perda ENORME: a morte de uma das pessoas que mais admirava na blogosfera pela sua integridade, correcção, cultura e sentido de humor. Havemos de nos encontrar um dia Rui Espírito Santo.
Daqui a dois dias, começam as férias de sonho das Minis: rumo a Madrid...(não é que me agrade...mas família é isto mesmo).

 A vista do quarto.

 A nossa casa.
 A cascata de Portela do Homem.
 Um trilho.

4 de julho de 2019

Coisas que me alegram...

A história da bebé Matilde com uma doença raríssima para cuja cura será necessário um medicamento com custos de cerca de 2 milhões de euros comoveu-me. E, alegrou-de sobremaneira o facto de a solidariedade civil ter sido tanta que, em pouco tempo se alcançou o impensável: juntar o montante necessário.
Acima de tudo, foi uma bofetada que a sociedade civil deu ao Estado. Onde o Estado falha, pode acontecer que a sociedade civil cumpra o papel de quem se demite das suas funções.
Seja como for, alegra-me ainda mais que, por motivos políticos ou não, se tenha ponderado da necessidade da existência de aprovação de tal medicamento em Portugal e de o mesmo estar à disposição para todos os outros casos.
Muito mais há a fazer, certamente outros pais com crianças com outras doenças igualmente incuráveis sentirão que nem todos têm o mesmo tratamento. No entanto, o muito que há por fazer não me impede de me alegrar com o que foi feito.


2 de julho de 2019

Do dia de hoje!


23 de junho de 2019

Tenho mesmo muitas dúvidas...

Normalmente não sou pessoa de acreditar piamente em sondagens ou estatísticas. Mas, diga-se, quanto a esta, estou particularmente céptica.

E sou particularmente céptica porque vivi o problema na primeira pessoa (como encarregada de educação) e como interessada (enquanto membro da comunidade escolar). Contudo, não me espanta que se chegue a esta conclusão. As escolas fecham os olhos e para manterem um estatuto de não sei o quê, nada é bullying, são tudo brincadeiras normais entre as crianças. Até acredito que, de facto, o número de casos de bullying registados pelas escolas tenha diminuído... O problema está naquilo que as escolas consideram relevante para registar...como bullying...O problema está no facto de não se incutir nas nossas crianças que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros...O problema está na demissão, em primeira linha dos pais e depois das escolas, que querem manter estatutos e são demasiado condescendentes. É um preço que iremos pagar no futuro com adultos mal formados.

19 de junho de 2019

Há que ver o lado positivo...sempre...

Ultrapassei os 70 ks. O que para mim, que sou pequenita, é o mesmo que estar uma baleia em ponto pequeno (dada a minha altura). Como com a alimentação Paleo que temos vindo a fazer apenas perdi uns quilinhos, vem a sorte ou seja lá o que for e ajuda! Oh se ajuda!!!
Ao fim de cinco meses de prótese fixa provisória sobre implantes, colocada em todo o meu maxilar inferior, numa cirurgia que demorou quase (ou mais ou menos) cinco horas comigo sempre acordada, descobri que aquele mau estar que sentia e que me impedia de comer coisas tão rijas como melancia, eram afinal dores horríveis provocadas pela rejeição pela minha boca dos implantes que me foram colocados em toda a parte inferior da mesma. Mas como feliz, ou infelizmente (já não sei o que é melhor)  eu não sou muito aflita nem particularmente sensível à dor, julgava que era natural, que fazia parte do processo e lá tomava um paracetamol de vez em quando. Estou a líquidos até ter nova prótese, o que acontecerá depois de mais uma tarde em cirurgia.
E, pronto, como andávamos aqui loucos a discutir o que havíamos de fazer aos milhares (ou milhões) do subsídio de férias e do IRS ficámos com o problema resolvido!
Pensar positivo ? SEMPRE!
Como se costuma dizer por aí "Bora lá ser felizes!"

10 de junho de 2019

Não é a mesma coisa...

Ler um livro físico é mais envolvente do que ler um e-book.
Assistir a um concerto ao vivo de um músico que adoramos é muito mais emocionante que ouvir a música no MP3.
Ver a selecção jogar (e ganhar) no estádio uma competição e abraçar os que amamos quando marcamos o golo da vitória, é mil vezes melhor que assistir no sofá, ainda que as cadeiras do Dragão não sejam nada confortáveis e eu não seja Portista.
Tenho dito.



(O Ronaldo a cumprimentar-me!)