quarta-feira, 22 de março de 2017

Não sou...

Não sou mulher de selfies... e não fui ao longo dos meus 44 anos (está quase), mulher de me maquilhar. Pura e simplesmente não tenho paciência. Maquilho-me em dias de festa e dentro do básico.
No entanto, sou mulher de maluqueira e, um dia destes, deu-me. Para fazer a vontade à minha filha mais velha, comprei um batom, até meio rasca e pintei os lábios. Tinha ido arranjar as sobrancelhas (coisa que faço muito raramente por que me doí como o "caraças") e resolvi tirar uma selfie que pus como minha foto de perfil no facebook.
Bem, os meus amigos reais (sim, porque são poucas as pessoas com quem mantenho amizade no facebook que não conheço há anos e as que não conheço para além do mundo virtual, parece que as conheço há anos), parece que tinham visto uma coisa do outro mundo. Veio toda a gente mandar o seu bitaite e dizer que devia andar sempre com maquilhagem.
Confesso que, sempre sempre, não me apetece...mas dei por mim a comprar produtos de maquilhagem de jeito, que me ajudem a proteger a pele (que já vai tendo algumas rugas) e que disfarcem e me deêm um ar mais animado nos dias em que pareço um zombie.
Se bem que acredite que a juventude é um estado de espírito, às vezes é preciso dar uma ajudinha para manter esse espírito.



Já me irrita!

O presidente do Eurogrupo esteve mal ao dizer que nos países do sul se gasta muito em copos e mulheres, ou como se diz na minha terra e se diz muito por aí "putas e vinho verde"! Há coisas que, por muito que se pensem, não devem ser ditas quando ocupamos determinados cargos. Confesso que não gostei. Como não gostei que o outro deputado polaco tenha tecido considerações pouco abonatórias acerca das capacidades das mulheres.
Seja como for, muito me irritam duas coisas. A primeira é que se esteja a fazer muito mais alarido em relação a esta frase do que em relação ao que disse o tolo polaco, a segunda é que esta frase seja explorada até à exaustão para fazer piadolas.
Foi mau, foi muito mau. Mas, pronto, façam como fizeram ao polaco. Castiguem-no e toca a andar para a frente.
Vivemos uma época em que as pessoas julgam que o livre pensamento e a liberdade de expressão não têm limites. Mas têm, e têm, sobretudo, quando se trata de pessoas que têm funções públicas.
Seja como for, as coisas estão a tornar um rumo tal, que já não fico estupefacta com tanta barbaridade que se diz. Infelizmente, vai sendo cada vez mais comum. Já não fico profundamente ofendida porque "Palavras loucas, orelhas moucas!"
Bem andou a Superbock ao brincar com a situação.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Crescem como cogumelos...

Ao percorrer as prateleiras de livros de qualquer hipermercado, ou mesmo ao passar por qualquer livraria podemos detectar uma série infindável de livros, a grande parte coloridos, com alimentos ditos "saudáveis", com um ar apetitoso, escritos por nutricionistas. Penso que, nunca como agora (e já conto quase 44 anos), proliferam os livros dos profissionais da alimentação, com as mais variadas teorias, sobre as mais diversas formas de nos alimentarmos de formas saudáveis.
Nutricionistas  há-os às montanhas, em cada farmácia, em cada clínica, em cada ervanária...alguns "vendem-se " às marcas de drenantes e outros comprimidos milagrosos e prometem-nos perder uma "carrada" de quilos, num espaço, mais ou menos, curto de tempo. Outros (muitos também), dedicam-se a escrever livros com receitas de sumos, sopas e mesmo sobremesas detox. Cada um com sua teoria, muitas vezes contraditórias... Bem sei que muitos se intitulam sê-lo sem terem as competentes habilitações. Ainda assim, são mais de 3.500 os inscritos na Ordem dos Nutricionistas. Uma pesquisa no site da FNAC revela a existência de mais de 1700 títulos relativos a dietas.
No meio disto tudo, depois de ler e reler, depois de experimentar este e aquele método, volto à fase inicial e concluo, que não existe nada como mexermo-nos e tentar não comer muita comida de plástico. De resto, há que comer de tudo um pouco.
Estou cansada de tanta dica e tanta receita milagrosa. 




domingo, 19 de março de 2017

Dificuldades minhas...

Se há coisa com que tenho dificuldade em lidar são os murmúrios das pessoas! Detesto pessoas que falam entre dentes, fazem comentários acerca de tudo e mais alguma coisa, mas sem os assumir, deixando no ar a dúvida sobre o que estão realmente a dizer e que, quando interpeladas sobre o que estavam a murmurar, respondem "Nada"!
Das duas uma, ou ficam completamente caladas, ou então expressam de forma perceptível aquilo que querem dizer...
Este tipo de reacções enervam-me porque vêm normalmente de pessoas que o fazem em tom de crítica negativa, numa atitude de discordância ou jocosa, mas que não assumem o que lhes vai na alma.
Concordo que nem sempre as pessoas devem expressar as suas opiniões sobre tudo, quer porque estas não lhes foram pedidas, ou porque as mesmas podem magoar a pessoa sobre qual opinam. Mas, nestas alturas, o melhor é ficarmos calados e não deixarmos o nosso interlocutor na dúvida...


sexta-feira, 17 de março de 2017

Defraudada, é como me sinto...

Asco por certas pessoas ou por certas formas de agir é o que sinto depois de ter lido um artigo numa revista informativa sobre aquelas campanhas que, com frequência, víamos (sim porque não tenho visto tanto) nos hipermercados de, simbolicamente, comprarmos um boneco ou outro brinde qualquer, pelo valor de 5 euros, para ajudar uma qualquer causa social, normalmente ligada a doenças ou crianças.
Não me chegam (e a vocês também não, certamente) os dedos das mãos e dos pés para contar as vezes que me acenaram com um desses brindes e apelaram ao meu lado mais humano para contribuir para ajudar as crianças portadoras do problema x ou y, as crianças acolhidas na casa a ou b, ou mesmo adultos portadores de doenças oncológicas ou raras. Muitas vezes me disseram que, se não quisesse contribuir com 5 euros, contribuísse com qualquer outra quantia.
Descubro agora, que muitas dessas interpelações eram feitas não por pessoas voluntárias (e o que eu admirava a disponibilidade das pessoas para abraçarem tais causas), mas por empregadas de determinadas empresas, que recebiam 1 euro por cada brinde vendido, sendo que a instituição ajudada recebia, igualmente, 1 euro, indo o resto para a empresa. Mais, essas mesmas pessoas nunca foram (nem o podiam, dada a impossibilidade de qualquer controlo) obrigadas a fazer contas de quantias inferiores aos ditos 5 euros, ou dos 5 euros dados por mera vontade de ajudar na causa, sem que se entregasse o dito brinde.
Um delas gaba-se de, à custa destes "directos" (entrega de 5 euros em que as pessoas não queriam dinheiro), ter ganho 1600 euros em 15 dias. Somos mesmo um país de mercenários!!!
Felizmente, muitas das instituições de solidariedade se aperceberam do logro que eram essas campanhas e deixaram de contratar tais serviços. 



quarta-feira, 15 de março de 2017

Casa roubada...

Pois é, meus amigos, depois de casa roubada, trancas à porta.
Sempre me achei uma mulher muito ocupada para passar a vida a enviar leituras de consumos de água, gás, electricidade e afins...pagava o que me debitavam na conta, sem parar muito para pensar no assunto. E mails com facturas vão muitas vezes para o "spam" e não me dei ao trabalho de os ir "repescar".
Até que chegou o mês de Março de 2017, e com ele 367 euros de electricidade e 125, 30 euros de àgua...pois, foi um senhor rombo na conta...sim, e por culpa minha. E, para não me sentir mais culpada, acabei de me registar no site da SMAS, na EDP Comercial, e vai de enviar leituras, que não estou para pagar num mesinho só o que consumi a mais além das estimativas durante mais de meio ano.
É tudo uma questão de disciplina, e de criar uns alarmes no telemóvel ou na agenda do PC.
Espero no próximo mês não ficar com esta cara ao ver os débitos directos!