terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Não vou muito em cantigas...

Já estão nomeados os dez melhores restaurantes e dez melhores chefes portugueses de 2016. Apesar de gostar de saber quem eles são, tenho uma coisa a confessar: não vou em cantigas e, deles todos, penso que não conheço nenhum. Não digo que não aprecie comida gourmet ou novos sabores, mas, para além de tudo o que é sushi que gosto de experimentar, na minha opinião, muitas vezes, come-se melhor em restaurantes menos in...
Quem já ouviu falar no Chico Elias, perto de Tomar, na Taberna do Quinzena, em Santarém, ou mesmo no malogrado Cortiço em Viseu??? Ou o famoso Quim dos Ossos, para quem estudou em Coimbra?
Não figuravam nas listas de prémios, não têm estrelas Michelan, mas que se come muito bem come.




sábado, 14 de janeiro de 2017

Não estaremos a abusar?

Por questões profissionais, lido, actualmente, diariamente com crianças das mais diversas idades. Umas porque são desprotegidas, outras porque são um risco para os outros, dados os comportamentos agressivos.
Uma coisa de que eu já tinha ouvido falar mas da qual não me tinha apercebido na sua total extensão, é da quantidade de crianças rotuladas como hiperactivas, e que, em consequência, são medicadas.
Por vezes, contacto com miúdos que parecem autênticos zombies...depois lá vêm os pais com a justificação de que tomam Ritalina por indicação médica, ou outros medicamentos do género.
Não sou médica, não sou especialista em perturbações, mas sou mãe de uma menina com uma energia a toda a prova (embora seja capaz de se sentar horas a ler), que reage impulsivamente à frustração. Sim, a professora queixa-se dela ser desinquieta.
No entanto, nunca o pediatra me falou em hiperactividade nem eu procurei ninguém mais especializado.
A coisa tem-se resolvido com uns quantos castigos e com muitas saídas para correr, apanhar sol, caminhar e, agora, com a equitação.
Penso que se abusa um pouco quer da classificação de uma criança como hiperactiva, quer dos fármacos que " alegadamente" ajudam a mantê-las mais calmas.
Tê-los tipo zombies aborrece menos pais e professores, não?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Por cá ninguém chora...

Não, não somos assim tão harmoniosos que não hajas uns choros de vez em quando. Quando brinco com o ninguém chora é porque sei que há pessoas completamente viciadas em Nutella, que a acham a oitava maravilha...Pois, por aqui, comeu-se Nutella (pais e filhas) uma vez que a avó comprou a pedido da mais nova...e depois da prova foi para o lixo. Primeiro porque não é saudável ( uma colher de sopa tem 20 gramas de açúcar, o que não é bom numa família que já de si tem tendência a aumentar de peso facilmente) e, segundo, porque não gostamos mesmo.
Por isso, a notícia de que é feita com um óleo de palma refinado que é altamente cancerígeno, estando a ser rejeitada por muitas cadeias de supermercados, nem nos aquece, nem nos arrefece.



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Excesso de protecção...

Neste momento, não temos ninguém que nos ajude nas tarefas domésticas. A senhora que cá vinha todas as manhãs reformou-se e estamos entregues a nós próprios. Nada que não aconteça na maior parte dos lares portugueses...nada de anormal, portanto.
No entanto, quando olho para as minhas filhas, uma delas pré adolescente, penso que, de facto, vivemos numa época em que temos medo e sentimos-nos, por vezes culpados, enquanto pais. Da idade das minhas filhas, não obstante termos empregada diária durante todo o dia, eu já fazia a minha cama, ao fim de semana arrumava o meu quarto de ponta a ponta e as casas de banho.
Tenho vindo a ensinar as miúdas, e, agora, mais que nunca, considerando os nossos horários e a falta de suporte familiar, temos de funcionar como uma equipa, cada um sabendo o seu papel...No entanto, vejo o quão "atadas" são...o quanto ainda me pergunto se não estarei a sobrecarregá-las com pequenas tarefas domésticas...
Mas, depois penso que, se não o fizer não só terei mais trabalho, como as prejudico, porque nunca se autonomizarão e a minha função é dar-lhes as asas. Voar, têm de o fazer sozinhas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Não imaginava...

Fui nadadora durante alguns anos. Fazia 4 horas de natação por semana  e sabia-me bem aquele sossego, a água... Resolvi tantos problemas pessoais e profissionais enquanto nadava.
Agora sinto uma preguiça de morte só de pensar em ter que me equipar e voltar a vestir, secar o cabelo e voltar à vida.
Desde que me proibiram a natação durante uns meses após ser operada à vesícula, nunca mais voltei a nadar com regularidade...Comecei há uns tempos com as caminhadas...primeiro em passeio e agora em passo acelerado. Hoje fiz mais de 8 quilómetros, repartidos em vários momentos do dia, é certo.
Mas isto é um vício.
Como pretendo que as minhas filhas passem o menos tempo possível em frente à TV e nos tablets e nos PC, decidimos que, mesmo de gorro, cachecol e luvas, desde que não chova, depois do jantar é para ir bulir... Vieram felicíssimas e cansadas.
Estou a tornar-me cada vez mais caminhado-dependente!
Não tarda nada vou regularmente a Fátima e pé! lolol.


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Excessos...prioridades...


Trabalhar até cair para o lado não deve ser elogiado. (...) Adia-se a vida, adia-se o sono e o descanso, porque há coisas mais prementes - por enquanto. O problema é que haverá sempre urgências, e-mails a responder, trabalhos a preparar e livros para ler. Nunca chegará o momento em que dizemos: 'Muito bem, agora já posso começar a dormir a horas decentes.' Porque nós habituámos a um estado de cansaço crónico." (Ana Rita Guerra, DN 10/01/2017)

Concordo inteiramente com o texto supra. No entanto, confesso, "do alto dos meus 43 anos", que já lá vai o tempo em que trabalhava até cair para o lado. Muitos desfechos trágicos de vidas de pessoas que conheci e que "se fartaram de trabalhar", levaram-me a pôr o trabalho no seu devido lugar. Trabalho (e adoro aquilo que faço) para ganhar dinheiro e sentir-me realizada. Trabalho para viver. Não vivo para trabalhar. Se denoto algum cansaço, se durmo menos do que devia, nesta fase do campeonato, é porque me dedico a outras actividades que me dão muito prazer como passear com as minhas filhas, como ter conversas até às tantas com os amigos ou ler um bom livro.
Por trabalho (a não ser que seja caso de vida ou morte), já não perco horas de sono.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Não me convidem...

Não me convidem para correr...embirro! Ontem, ao passear junto à praia, em Oeiras, ao entardecer, fiquei estarrecida com a quantidade de pessoas que passavam em corrida. Homens e mulheres, novos e mais velhos, mais ou menos agasalhados, com phones ou embalados pelo barulho do mar.
Parece que é mesmo moda correr.
Pois eu não consigo. Nunca gostei. Agora, verdade seja dita, desde que o ano começo que faço, por dia, no mínimo, cerca de 6 quilómetros em caminhada apressada...E, já não me custa nada. O tempo também tem ajudado. Mas aproveito o tempo livre antes de começar a trabalhar e o que me resta depois de almoçar, que é, normalmente uma hora.
Vida sedentária, ADEUS!!
É só benefícios.