Featured Slider

Como areia por entre os dedos...

Quem me segue sabe que vivo bem com a idade que tenho.
Tenho 45 anos e a idade trouxe-me muita paz e serenidade que anteriormente não conhecia. 
Tenho muitos sonhos ainda por realizar e outros surgirão à medida que os que agora tenho forem realizados.
Contudo, convém não adiar muito a vida. 
Esta semana morrerem dois pais de amigos meus de infância. Como em todas as mortes, a notícia provocou em mim alguma tristeza. Depois provocou em mim uma reflexão profunda.
Ao meditar sobre a morte dos pais dos meus amigos de infância, lembrei-me que faleceram aquelas pessoas que, na idade que as minhas filhas têm agora tinham a minha idade e que eu achava que ainda tinham muito para viver...concluo, então, que, num instante, as minhas filhas e as amigas estarão no meu lugar e serão os pais dos amigos delas e os seus próprios que começarão a morrer....
Assim, como o tempo e a vida, são como areia que nos escorre por entre os dedos, não a podemos adiar, não podemos ficar à espera do momento adequado para fazer aquilo que mais amamos ou para abraçar os que fazem parte da nossa vida.

Nem sequer indignada...

Uns estão indignados...outros mais popularuchos acharam um must e até se emocionaram (como comentavam as velhotas, fãs leais, no café).
Eu achei um momento hilariante...Um momento para o qual não tenho sequer palavras... Se calhar até tenho. A minha célebre frase "Já nada me espanta"!



Prazeres redescobertos...

Em 2016 iniciei uma vida de caminhadas. Caminhar junto ao Tejo dava-me um prazer imenso. Tive dias de fazer 15 kms. Mantive-me assim em 2017, mas em 2018 foram escasseando os passeios e comecei a ficar cada vez mais preguiçosa.
Hoje esteve um dia frio, mas um dia de sol fantástico. Pus toda a gente a mexer e fizemos uma longa caminhada matinal em família. Bem, longa é como quem diz, 4 kms.
Depois do jantar peguei na patuda, levei uma musiquinha e fiz mais uns quantos kms. Confesso que me soube bem. Fui muito agasalhada, mas o ar fresco fez-me sentir saudável e ao chegar a casa, um chá quentinho foi um prazer maravilhoso.
Pequenas coisas que gosto tanto, mas tanto de fazer. Gosto imenso de caminhar com tempo frio, mas sem chuva, claro.
E é para continuar....assim espero.

Assentar como uma luva...

De há cerca de dois anos para cá a minha vida mudou substancialmente. A meditação e as caminhadas iniciaram um novo ciclo na minha vida. Talvez me tenha, finalmente, encontrado.
Hoje li um texto que me assenta como uma luva. Não foi escrito por mim, mas traduz, na íntegra, o meu crescimento pessoal.


"Já não dou o mesmo valor que dava antes a muitas coisas. Já não vibro pelo mesmo que vibrava há anos atrás. Já não sinto como sentia, nem olho como olhava. A minha alma ficou mais tranquila, mais leve. O meu caminho ficou mais claro. Um novo ciclo iniciou-se. Voltei a sentir alegria nas minhas escolhas. Voltei a comprometer-me no amor por mim mesmo, e essa foi a maneira que encontrei de agradecer à vida pela vida que me dá todos os dias."

Contrassensos...

As televisões, desde ontem, que nos bombardeiam com o número de mortes nas estradas portuguesas, já que o balanço dos dois últimos anos é trágico.
Das pessoas que foram testadas, cerca de 700 conduziam sob a influência do álcool e com taxa superior a 1, 2 g/l, isto é taxa que implica a comissão de um crime: o crime de condução de veículo em estado de embriaguez. Esta irresponsabilidade horroriza-me. Porque imagino dos que não foram testados, quantos conduziriam no mesmo estado e porque mais do que por-se a si em risco, põem outros em risco.
No entanto, há anos que assim é e penso que é um contrassenso. No nosso país, conduzir um automóvel sem carta, pode acarretar uma pena de multa até 240 dias ou prisão até dois anos. Já conduzir um automóvel completamente embriagado pode levar a uma pena até 120 dias multa ou até um ano. Ou seja, metade.
Agora, com as devidas excepções (que as há) e considerando que ambas as condutas são altamente censuráveis, respondam-me: não acham que algo está mal?

Reflexão...

Por esta altura, o ano passado, propus-me a uma série de objectivos. Uns consegui, outros não. Não veio nenhum mal ao mundo por aqueles que falhei.
2018 foi um ano muito bom. Muito bom porque foi vivido com tranquilidade, com um pequeno sobressalto aqui e ali, mas sempre com muita gratidão. Gratidão pelo dom da minha vida, pela vida das minhas filhas e marido. Gratidão pelos pais fantásticos que tenho. Não preciso de grandes coisas ou acontecimentos para ser feliz. 
Preciso apenas daqueles que estão comigo sempre e com quem eu estarei sempre. Decidi afastar-me de quem não me acrescenta e apenas estava a ocupar espaço e isso só me fez bem. Mas Deus, generoso como sempre, trouxe-me a amizade de duas pessoas que foram o que de melhor me aconteceu no ano que agora finda : a Dalia Roque e a Joana Crispim!
Para 2019 apenas desejo que seja tão bom como 2018 e o segredo será o mesmo: encher o meu coração de alegria por aquilo que tenho. A gratidão, que aprendi com o reiki em 2017 (obrigada Lina Fernandes), é e será sempre a chave da minha felicidade.



Terapias...

Cada um tem as suas formas de escape. Durante muito tempo tive a leitura como escape. Depois de passar os dias a ler histórias mais ou menos dramáticas mas reais, por motivos profissionais, pouco me apetece ler. Apetece-me mais algo manual, como já vos disse.
Este é o meu último de 2018 e talvez o trabalho que mais me deu prazer fazer em crochet, pela luta que deu.