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27 de julho de 2021

 Não sou profundamente conhecedora da obra de Fernando Pessoa. Mas gosto, de um modo geral, da sua poesia e um dos livros que mais gostei de ler da minha fase adulta foi o Livro do Desassossego, embora o meu heterónimo preferido seja o Álvaro de Campos que li em poemas soltos por aqui e por ali.

Não sendo conhecedora profunda da obra, esse desconhecimento não  me impede de, muitas vezes, olhar para citações que vejo por aí e torcer logo o nariz, quando a autoria lhe é atribuída.

Aquela de guardar as pedras que surgem no caminho para construir um castelo é uma entre milhares e melhares de citações cuja autoria lhe é, falsamente, dada. 

Muitas há que logo me saltam como apócrifos evidentes. Outras tenho dúvidas. Outras não chego a questionar e só mais tarde me apercebo que não lhe pertencem.

Nesta altura em que se reproduzem pelas redes sociais frases que nada têm de relacionado com Pessoa, tem-me sido de grande utilidade esta págima do Facebook - Apócrifos de Fernando Pessoa.

Fica aqui para que, tal como já me aconteceu, não atribuam a este enorme poeta frases que o fariam morder-se de zangado.

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Angústias minhas!!!

24 de julho de 2021

 Com 48 anos de vida plena de experiências - muito boas, boas ou mesmo muito más- no que ao comportamento humano concerne, confesso que já nada (ou quase nada) me surpreende nas pessoas.

No entanto, há coisas que abomino e que, por mais que nos últimos anos me tenha tornado numa pessoa mil vezes mais tolerante (e quiçá empática), não consigo deixar passar sem que me façam excluir os seus protagonistas da minha lista de "minhas pessoas". Abomino a arrogância, a dissimulação e a falta de lealdade.
Felizmente, vou conseguindo detectar estas características quase sempre ao primeiro contacto. Mas quando não consigo e sou apanhada na curva fico muito zangada mesmo, com o meu radar interno.



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Reflexões...

23 de julho de 2021

Não há nada de mais avassalador - para o bem e para o mal - que o encontro connosco mesmos. Em tempo algum, como aquele de confinamento e pandemia, esta frase fez tanto sentido como nos últimos 16 meses. 



"Algum dia em qualquer parte, em qualquer lugar indefectivelmente te encontrarás a ti mesmo, e essa, só essa, pode ser a mais feliz ou a mais amarga de tuas horas." Pablo Neruda
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Há lápis azul sim!

14 de julho de 2021

Quando me diziam que existia censura nas redes sociais por causa do dito cujo que anda por aí a circular e que nos tem tornado a vida num inferno, o COVID, não acreditava. Quem me conhece, sabe que não sou, nem nunca fui negacionista. Tomo as minhas medidas de protecção sempre. Por mim e pelos outros. Mas gosto de pensar por mim! E gosto de partilhar as coisas que me fazem reflectir! Hoje partilhei um texto escrito por uma colega da do Tribunal da Relação de Lisboa sobre a adequação à nossa lei fundamental algumas das medidas restritivas a que estamos sujeitos nesta última fase. E apenas escrevi da minha lavra: "Para reflectir. Nada mais!" Quando o pretendi partilhar foi-me questionado, duas vezes, pelo facebook se pretendia mesmo partilhar aquele artigo com aquele conteúdo.
E, qual não é o meu espanto, quando, pela segunda vez, vejo que colocam o artigo indisponível. Há lápis azul sim. É grave! MUITO GRAVE!
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