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Uma mãe não está preparada...

Eu considero-me uma mãe sem grandes preconceitos...Não tive qualquer problema em, em cada fase da vida das minhas filhas, explicar de acordo com a idade mental delas, todas as dúvidas e matérias relacionadas com sexualidade.
Aliás, antes de elas me perguntarem tentei informar-me mais ou menos do que havia de responder consoantes as dúvidas e as idades para não explicar demais, explicar de forma a ser perceptível e também não as deixar confusas por falta de informação.
Por muito "moderna"que eu seja, sempre que vem uma pergunta tenho de pensar "Ok, tenta ser o mais natural possível." Penso que tenho logrado os meus intentos.
O que eu não estava à espera era que, em pleno serão familiar, enquanto dou uns pontos de crochet, do nada, a Mini mais nova, se saísse, alto e bom som, do seu canto do sofá, com a seguinte pergunta:
" MÃE, O QUE É UM VIBRADOR?"




Vivemos num mundo de doutorados!

Faço parte de alguns grupos nas redes sociais sobre os mais diversos temas. 
Alguns relacionados com as questões da parentalidade. Devo dizer que tenho dias em que me desespero. Já desactivei as notificações em relação a muitos deles. 
Noto uma certa falta de humildade e abertura de muitos pais quanto a determinados assuntos. É tudo de um radicalismo que me enjoa. Há pouco, discutiam o facto de alguns pais darem, a conselho dos respectivos pediatras, Melamil aos filhos. E lá veio uma data de génios opinar e classificar de maus pais, ou pais que não fazem verdadeiros sacrifícios pelos filhos, aqueles que recorrem ao Melamil ou à valeriana, como se estivessem a criar toxicodependentes.O Melamil é um suplemento alimentar que contém melatonina, uma hormona que o nosso corpo produz e que permite regular o sono. Tem efeitos secundários.
Como em tudo, há casos e casos, mas penso que nos grupos das redes sociais faz falta alguma abertura para perceber isso. 
Eu, depois de não sei quantas semanas sem dormir, por causa dos terrores nocturnos, experimentei a conselho do pediatra. Não me considero má mãe por causa disso. Deitei fora duas ou três embalagens ainda a meio por já estarem abertas há muito tempo. Nunca fiz disso um hábito. Nuca ficaram viciadas.
As indirectas que se postam nos comentários (às vezes as pessoas insultam-se mesmo), sobre qualquer assunto relacionado com estes aspectos faz-me crer que, na verdade, as pessoas (sobretudo as mães) são muito mázinhas umas com as outras.
Ainda me lembro das críticas e das conversas ofensivas que lia quando amamentava as minhas filhas. Eu amamentei e deu resultado da primeira Mini. Da segunda, foi um caos. Se noto diferenças em termos de saúde nelas? Noto. A que foi amamentada adoece com muito mais facilidade.
Cada caso é um caso! Haja empatia!



Muito desiludida!

Um pequeno apontamento aqui no blog, para vos dar conta do meu grande desapontamento.
Com o início do Campeonato do Mundo de Futebol e, sobretudo, depois da prestação do CR7 no jogo de ontem com a Espanha, fiquei verdadeiramente convencida de que o tema "Sporting e Bruno de Carvalho", passaria a ser um tema despercebido no nosso mundo noticioso.
Fiquei apalermada ao ouvir que o mesmo estava a debitar mais uma série de ...(não sei que lhes chamar) num canal televisivo nacional.
Estou, verdadeiramente, desapontada. Não tenho paciência.


Grande Lata!!!

Há pessoas com uma grande lata...
Tenho amigos que passam o tempo a "cascar" no Cristiano Ronaldo. Isto e aquilo e aquele outro. Que tem a mania e pardais ao ninho. Que é mais fogo de vista e não sei quantos.
Eu, mesmo não concordando com a forma como arranjou 3 dos seus filhotes, sempre gostei imenso dele e nunca ninguém me ouviu criticá-lo, excepto quanto a este aspecto.
Mas, a grande lata das pessoas não está em criticá-lo, pois que cada um pensa como quer. A grande lata está na circunstância de, em dias como hoje, virem dizer maravilhas e que sempre souberam que ele nos safava...
Há pessoas piores que os cataventos...


Uma parvoeira...desculpem-me...

A Mini mais nova chega ao fim da quarta classe. Por escolha da maioria, resolveram fazer um jantar e baile de finalistas num hotel cá do burgo amanhã. Preferia que fizessem outro género de festa, num sítio onde os miúdos pudessem correr e sujar-se à vontade. 
Que façam uma festa pelo fim de um ciclo até compreendo. Não me agrada que seja num hotel com jantar de gala, mas aceito. O que me espanta verdadeiramente é saber por conversas que a ouvi ter com a Mini mais velha, é que muitas colegas pediram para não ir à escola da parte da tarde porque precisavam de ir ao cabeleireiro e "arranjar as unhas" (oi???)...
Lembro-me do espanto com que fiquei há dois anos, no lanche de finalistas da mais velha por ter visto miúdas com rímel, sombra nos olhos e afins...Pensei que era a turma dela que tinha meninas particularmente precoces...pelos vistos eu é que sou mesmo bota de elástico e tudo isto me parece uma parvoeira...aceitei o tipo de festa, mas estou-me pouco importando se a minha filha vai deslavada!!! Ela só tem dez anos....
Que se maquilhe em casa na brincadeira com a irmã até acho graça...mas ir para a rua assim???


Convém parar...

Não posso dizer que conhecia Anthony Bourdain há muitos anos. Conheci-o há 3 ou 4 anos através de um concurso de talentos culinários, o The Taste, que comecei a ver por nele entrar uma mulher que admiro profundamente, a Nigella Lawson. 
Comecei quase instantaneamente a simpatizar com ele. Depois passei a segui-lo nas redes sociais. Sabia que tinha alguns problemas de adição a algumas substâncias nocivas, mas sempre me pareceu uma pessoa bem disposta. E, ao que parece, não me enganei. Quase todas as pessoas que com ele lidaram pessoalmente e que sobre ele falaram a propósito da sua morte, o retratam como uma pessoa com um sentido de humor apurado.
A sua morte, alegadamente por suicídio, como tantas outras que têm acontecido, faz-me sempre reflectir um pouco. Reflectir de que é totalmente verdade a expressão "quem vê caras, não vê corações". Faz-me pensar em quantas pessoas parecem viver alegremente e vivem num sofrimento intenso de uma forma solitária...faz-me pensar que convém estarmos atentos aos que nos rodeiam porque nem só quem vive grandes tragédias exteriores colapsa...ás vezes, sem desconfiarmos, as pessoas têm uma vida interior tão intensa de sofrimento...talvez devessemos parar e olhar bem para os que podemos alcançar...


Parece-me que não é muito...

Faz hoje 17 anos que iniciei a aventura a dois com o meu marido...
Quando olho para o tempo, parece-me que tudo me passou depressa demais. E quando penso nos meus pais, que estão casados há 46 anos, parece-me uma coisa minúscula a duração deste meu amor...
Mas depois, olho para os casos que me passam todos os dias pelas mãos...são imensos os casos de pessoas que se divorciam ou se separam ao fim de 4 /5 anos( a média de duração dos casamentos em Portugal, ainda assim, é um bocadinho maior que isso, anda nos 14/15 anos), e começo a entender o porquê de algumas pessoas acharem que temos uma relação sólida.
Segundo este quadro, já passamos as bodas do amor eterno. Casados estamos quase nas de cristal (15 anos).
No entanto, acredito, como sempre acreditei, que "o amor é eterno enquanto dura" e que há dias de todas as cores numa relação...o segredo é viver um dia de casa vez.