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Estou viva...

Passei só para dizer "olá, olá" a todos os que se lembram de vir aqui espreitar as baboseiras que por aqui vou escrevendo, de vez em quando.
 E como, desde que me lembro, nunca passei tanto tempo sem escrever no blogue, quero que saibam que não, não faleci nem, graças a Deus, tive nenhum problema grave. Apenas problemazitos que vou resolvendo no dia a dia que me fazem chegar ao fim do dia mais morta que viva e sem inspiração para escrever alguma coisa de jeito. E quando não tenho nada de jeito para dizer...não me apetece escrever e fico a apalermar a ver séries na TV ou a jogar jogos da treta no telemóvel.
Boa semana!

Estarei a pensar bem?

Anda por aí a circular a notícia de que a segurança social pagou quase quatro milhões de euros de pensões e que o fez indevidamente pois tal quantia foi paga em pensões a pessoas já falecidas.
Nos comentários nas redes sociais às notícias e nos cafés, aqui del rey, que na segurança social são todos uns incompetentes e que é por isso que o país não vai para a frente e etc. e tal.
Ora se isto for verdade, não digo que seja uma notícia que abone muito a favor dos serviços da segurança social. Mas abona muito menos acerca da seriedade dos portugueses (alguns é claro) que, quando se trata de um engano a seu favor, se calam caladinhos que nem ratos, e esperam que ninguém descubra. Ah...pois é... É muito fácil falar de corrupção, de generalizar, mas quando é preciso meter uma cunha para arranjar um empreguinho ou para a Câmara autorizar uma obra e tal....

Tudo o que posso fazer por ora...

Aproximam-se mudanças...podem ser para melhor...vamos acreditar que sim!!!
Tudo o que posso fazer é respirar fundo e acreditar!



Das coisas que, impreterivelmente, me fazem chorar...

Penso que quem tem a minha idade, ou mesmo os mais novos, percebe isto.
Agradeço a Deus e à vida me ter feito perceber a tempo que há pessoas que são insubstituíveis e que de nada basta chorar  a morte  (ou em vida sem tolerância ou compreensão) ou os elogios fúnebres.

Ouçam com atenção e vejam com mais atenção, ainda, coração aberto.



E basta tão pouco!

Os dias não têm sido fáceis por aqui. Não fossem as constantes pausas que faço para agradecer o que temos e já teria deixado que o desespero tivesse tomado conta de mim.
Uma das pessoas que mais amo no mundo espera que Deus o leve para junto de si e eu sinto já um vazio imenso.
Uma das Minis com grandes problemas na escola e, por mais que me vire, não encontro solução.
Mas, às vezes, é preciso tão pouco para que tudo volte a fazer sentido.
Um passeio junto ao mar com pessoas boas, que nos amam incondicionalmente, e estamos preparados para os combates que se aproximam.
Grata por estas oportunidades.


Pontos a ultrapassar...

Com a idade tenho-me tornado cada vez mais tolerante e menos reactiva emocionalmente aos comportamentos dos outros.
Um dos pontos que ainda tenho que limar em mim é a irritação que me causam as pessoas que, sem saberem o porquê de isto ou daquilo, vislumbram logo conspirações, maldades ou segundas intenções negativas, mesmo em coisas que em nada consigo se relacionam.
Não consigo ainda ser imune às pessoas que acham sempre, como dizia o Rui Veloso, que o mundo inteiro se uniu para as tramar, ou que qualquer comportamento dos outros tem por detrás uma intenção negativa. Estas pessoas devem viver numa infelicidade constante. São pessoas com ideações ruminativas. 
Tenho de limar estes pontos porque lido constantemente com pessoas assim, sobretudo profissionalmente.

Sim, é preciso...

Li hoje a notícia de que as mulheres vivem permanentemente cansadas em Portugal. Que, segundo pesquisas realizadas, são precisas mais 5 gerações de homens para que o trabalho doméstico, seja realizado por homens e mulheres em pé de completa igualdade.
Sim, é preciso mudar a mentalidade dos homens e, para isso, muito podemos contribuir enquanto pais de rapazes, enquanto educadores e professores ou com o exemplo.
Mas eu sinto que também é preciso, e muito, mudar a mentalidade das mulheres portuguesas.
Não só das mulheres em relação a outras mulheres (nos olhares e comentários de censura a quem não é uma boa dona de casa, se é que isso existe), mas, acima de tudo, das mulheres em relação a si mesmas.
Tive uma educação conservadora neste aspecto, embora mais aberta em muitos outros. Mantenho-me conservadora em muitos aspectos da minha vida diária, mas este é um daqueles em que me sinto completamente evoluída, à minha custa. Deixei de sentir culpa por não arrumar ou limpar o que outros sujam ou desarrumam. Todos temos um papel cá em casa e cada um tem de fazer o que lhe compete. Se não faz, não substituo ninguém, a não ser em casos específicos de doença, muito estudo ou coisa do género.
Já fui daquelas furiosas que não podiam ver uma coisa fora do sítio que tinha de parar tudo para arrumar. Já não sou. Quem desarrumou que arrume. A obrigação de limpar e no que às tarefas que as Minis também podem fazer é igual.
Não me sinto minimamente menos boa esposa por ir fazer as caminhadas que tanto gosto e deixar o resto da família em casa, quando não me quer acompanhar, a aspirar ou a arrumar a louça.
Temos pena. Mas as obrigações são iguais e não me fazem nenhum favor.
Há coisas que tenho de ser eu a orientar. Mas o facto de necessitarem de ajuda não é desculpa para não fazerem.