O mundo está cheio de jovens honestos, de confiança e inteligentes!

Ontem, enquanto esperava por uma das minhas Minis, à porta da escola, dei por mim horrorizada com o linguajar de muitos dos miúdos/as que saíam dali, a propósito de coisas banais. Em cada frase, independentemente da idade (na escola andam desde os 10 aos 18), ou sexo de quem a proferia, saíam, no mínimo, dois palavrões. 
Devo dizer que, como mulher do norte, não nego que, por vezes, me saem umas palavras menos bonitas. No entanto, quase nunca em frente a crianças e apenas em situações de desespero, dor ou irritação profunda.
Estive mesmo para fazer um comentário, mas depois resolvi ignorar pois corria o risco de ser presenteada com uma série de palavrões, como reacção à minha atitude. 
E ainda bem que nada disse. Quão erradamente eu avaliei aqueles jovens! Hoje vi a notícia de um estudo que concluiu que dizer palavrões faz bem à saúde mental (o que até entendo porque traz um certo alívio). Mais, outros estudos concluíram que as pessoas que dizem palavrões a torto e a direito, são mais honestas (porque não usam filtros), de maior confiança e mais inteligentes.
Depois de ler estas brilhantes conclusões, tenho que repensar seriamente a educação que dou às Minis. É que se já as chamam "santinhas" por não dizerem asneiras, não tarda nada dizem que são tolas, desonestas e burras!


19 comentários

  1. A gente lê cada coisa!
    Um abraço e bom fim-de-semana

    ResponderEliminar
  2. Há um tempo para tudo. E claro que essa linguagem acaba por ser o reflexo do que ouvem em casa, na escola, na rua, em todos os sítios por onde passam. No entanto, e dependendo muito da maneira ou intenção com que é dito, acho que o uso de palavrões não é assim tão demonstrativo daquilo que os miúdos podem ser enquanto pessoas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Andreia como deves ter percebido, o meu post tem uma grande dose de sarcasmo. Como eu escrevi, eu também digo algumas asneiras em determinados momentos. O que me custa a crer é que as pessoas que as dizem a torto e a direito sejam mais inteligentes, honestas e confiáveis e por isso fiz este post. Também concordo que há uma fase para tudo, mas custa-me um bocadinho (e repara que eu moro no sul) ver miúdos acabdos de sair da escola primária usarem o vernáculo para exprimir as coisas mais simples!

      Eliminar
  3. Ahahahahah esses estudos :)
    Feliz Sábado.

    ResponderEliminar
  4. Dá vontade de rir. Cada uma

    Beijo e um sábado feliz de S. Martinho

    ResponderEliminar
  5. Não é desculpa, mas fui militar durante 7 anos e o meu dia de trabalho era bastante regado com asneiras. Agora que estou fora e tenho filhos pequenos tive de fazer um grande jogo de autocontrolo para não as dizer por dá cá aquela palha. Porque a verdade é que, fora do contexto militar, odeio ouvir as pessoas a dizer-las, então crianças e jovens muito menos. Ando a trabalhar nisto ;)

    ResponderEliminar
  6. Interessante a sua reflexão mas ... o que importa são os valores que se transmitem aos filhos que os ajudem na caminhada com ou sem "palavrão" =)
    bj

    ResponderEliminar
  7. Parece-me natural que os miúdos, num meio em que se sintam confortáveis, digam asneiras a torto e a direito. Não é bonito para quem está a ver de fora, mas não condeno.

    ResponderEliminar
  8. Há com cada estudo!

    amarcadamarta.blogspot.pt

    ResponderEliminar
  9. Não concordo nada com esse tipo de estudos. Não é bonito andar por aí a dizer palavrões só porque sim! Beijinhos*

    ResponderEliminar
  10. Ahaha estes estudos são mesmo priceless, é isso e que quem não usa açúcar no café é psicopata xD

    ResponderEliminar
  11. Adoro estes estudos, se pensarmos bem há estudos para tudo e uns contradizem-se aos outros. :P Mas sim, é assustadora a linguagem que se ouve à porta das escolas! Mas não consigo medir se é mais ou menos assustadora do que na nossa altura.

    ResponderEliminar
  12. Às vezes saem-me asneiras mas nunca (nunca mesmo) à frente das crianças com as quais trabalho. Nem percebo quem acha normal fazê-lo.

    ResponderEliminar
  13. Adoro estes estudos "científico". Acho que mais importante do que a forma como se fala, são as nossas atitudes. já conheci muita gente "bem educada", que não dizem palavrões, mas depois que são umas bestas de pessoas...
    Um beijinho grande*
    Novo blogue!
    Man & Woman in Partners in Crime

    ResponderEliminar
  14. Um palavrão sai a todos.
    Palavrões a torto e a direito é grosseiro.
    Boa semana

    ResponderEliminar
  15. Eu sou do Norte e confesso que digo asneiras quando estou com pessoas com quem tenho bastante confiança. Sinceramente não me faz confusão nenhuma desde que as pessoas saibam em que circunstâncias não as devem dizer

    ResponderEliminar
  16. Realmente... há estudos esquisitos :D
    Olá Maria, vim conhecer o seu cantinho e acho que vim para ficar ;)

    ResponderEliminar
  17. ahah Há gente que não sabe falar sem palavrões pelo meio!

    ResponderEliminar