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Coisas a que, como mãe, sou absolutamente indiferente...

4 de fevereiro de 2018

Por estes dias foi publicado o ranking das escolas a nível nacional. Mais uma vez a melhor escola é do sector privado, mais uma vez  se vê que os alunos portugueses não são particularmente brilhantes.
Uns são fanáticos deste tipo de classificação das escolas. Outros, por seu lado, não param de criticar o mesmo, fazendo alusão a países como a Finlândia onde, segundo parece, não se fazem estes tipo de ranking.
As minhas Minis frequentam o ensino público. Tenho escolas com boas condições a uma distância razoável, com ATL mesmo perto e horários compatíveis. Antes de entrarem para a escola andaram numa IPSS. Enquanto o ensino público for compatível com os nossos horários e tenha boas condições físicas, nele continuarão. Não é por o agrupamento que frequentam ter ficado perto do 350º lugar que vou a correr mudar para uma escola particular, a 5 quilómetros, que ficou em 70ª.
Tudo para dizer que este ranking "não me aquece nem me arrefece". Dei uma vista de olhos, por curiosidade. Mas não mudo nada nem tomo as minhas decisões em função dele. Contudo, tenho para mim que os media e as redes sociais lhe dão importância em excesso.
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Estado de espírito...

24 de janeiro de 2018

Pois é, estou ansiosa que surja uma nova polémica para que toda a gente possa parar de falar da Super Nanny e para que aqueles que comigo se cruzam profissionalmente deixem de fazer comentários, à espera que eu faça o meu, já que trabalho na área das crianças.
Pois é. Toda a gente tem uma opinião mais ou menos fundamentada sobre o programa, eu também tenho a minha, mas guardo-a para mim!
Independentemente de todas os problemas que o programa apresenta, deveria servir, quanto a mim ,para todos fazermos uma reflexão sobre o exercício da parentalidade, sobre as dificuldades que os pais enfrentam para se assumirem enquanto educadores principais, para serem pais. O que o programa retrata passa-se em milhares de casas neste país.
Ser pai e mãe é extremamente difícil e uma missão demasiado importante para ser levada com leviandade, no entanto, é uma coisa que muitos encaram de ânimo leve investindo muito pouco de si.
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É tudo uma questão de desapego...

9 de janeiro de 2018

Li no site da Sic notícias que um estudo feito na Alemanha conclui que ter mau feitio nos permite ter mais anos de vida. 
Depois de ler a totalidade do estudo, percebi que é tudo, como tenho aprendido nos últimos tempos, uma questão da forma como nos posicionamos perante as coisas.
Na verdade, verdadeiramente, o que está em causa não é ter bom ou mau feitio. Confunde-se mau e bom feitio com a característica de exprimir ou não emoções. 
Concluí-se, obviamente, que aqueles que se enervam, sentem ira ou tristeza mas escondem esses sentimentos têm menos tempo de vida, de uma forma geral, porque a probabilidade de terem uma doença cardiovascular aumenta, nomeadamente, porque sofrem constantemente aumentos da pressão arterial. Serão estes, os que reprimem as emoções e aparentemente são calmos que serão mais facilmente vítimas de doença coronária.
Por seu lado, quem exprime frequentemente essas emoções, porque liberta stress, tem menos probabilidade de ter tais maleitas e, consequentemente, durar mais. Estes serão os que têm mau feitio.
Na verdade, penso que é tudo uma questão de perspectiva, uma questão de desapego. Já fui uma pessoa de "mau feitio", impulsiva. Agora que sou menos impulsiva não tenho pior feitio, nem mais risco de ter doenças coronárias. Aquilo que eu aprendi foi a praticar o desapego, a criar formas de me proteger de tudo aquilo que me pode perturbar e isso devo-o muito ao Reiki (por muito que isto me custe a admitir). Cada vez são menos as coisas que me provocam sentimentos negativos, que me perturbam. São poucas, muito poucas, as atitudes ou as palavras de terceiros que me fazem sair do meu registo, e quando falo em registo falo em forma de estar, não de reagir. Estou a aprender a largar tudo aquilo que me faz mal, que me fere gratuitamente e a não ter vontade de ferir ninguém. Apenas problemas de saúde graves de pessoas de quem gosto me podem transtornar. O resto, o resto é irrelevante. Penso que quando a vida nos confronta com alguns problemas (solúveis ou não) acabamos por por tudo em perspectiva e ver que o que realmente interessa é pouco, muito pouco. É preciso aprender a deixar ir, a protegermos-nos do que não nos faz bem.
Penso que tenho melhor feitio e, nem por isso, terei mais probabilidades de ter doenças cardiovasculares...
Estou a aprender a viver assim:


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Por causa de uns...

4 de janeiro de 2018

Sempre fui uma pessoa solidária. No tempo e no dinheiro. Sempre dei e me senti bem com isso.
Com os anos, comecei a ter tempo só para alguns, embora com um leque abrangente de pessoas que leva a que a minha família próxima, por vezes reclame por eu ser a consoladora dos aflitos.
Ultimamente tenho dinheiro para poucos, muito poucos, excepções, talvez! Hoje de manhã, no café do costume, um jovem vendia calendários para apoiar crianças desfavorecidas. Em outros tempos, faria uma análise sumária (se bem que falível) dos aspectos que me levassem a concluir, ou não, pela veracidade do pedido e, caso me parecesse minimamente sério contribuiria. Hoje, não fui capaz e, como eu, mais umas quatro ou cinco pessoas que dividiam o balcão comigo. Por muito que o jovem pudesse parecer credível, apoderou-se de mim a desconfiança de que estaria a agir em proveito próprio. Depois de umas quantas reportagens sobre o real destino dos cinco euros com que tantas vezes contribuímos para ajudar esta e aquela causa a troco de um boneco, de um porta-chaves ou de outra bugiganga qualquer, raramente dou o que quer que seja nestas situações. Não que me tenha tornado insensível às causas, mas porque duvido sempre sobre o fim por detrás do pedido.
Acabei de ler sobre suspeitas de peculato e abuso de poder na Fundação "O Século", fundação que faz um trabalho excelente com miúdos e graúdos. Depois dos escândalos da "Raríssimas" e o anterior da "Cáritas", já não sei em quem acreditar. Já poucos me parecem sérios...a mim e ao comum dos cidadãos! Paga o justo pelo pecador!
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O reverso da medalha!

1 de janeiro de 2018

Um dos sítios onde mais gosto de passear é a baixa de Lisboa. Adoro o movimento, adoro parar a observar os artistas de rua...Gosto de passear por entre edifícios bonitos e bem cuidados. 
No Natal, adoro ver as iluminações e não é época de Natal sem um passeio pela baixa pombalina.
Aproveitamos o fim de semana passado para o nosso tradicional passeio em família, convencidos de que, ultrapassada a época de compras, seria mais calmo. Estávamos completamente errados. Lisboa estava a abarrotar de turistas, sobretudo espanhóis. 
É óbvio que senti orgulho ao saber que Portugal e Lisboa tinham ganho não sei quantos prémios como melhores destinos disto e daquilo. O turismo é muito bom, traz muito desenvolvimento e riqueza...sei essas coisas todas e concordo. No entanto, tem destas coisas. Ruas cheias e cheias de gente e restaurantes, bares e pastelarias onde se tratam melhor os turistas que os portugueses. Senti-o por duas vezes na mesma noite e não gostei. Não gostei de ser atendida com ar de enfado depois de ter visto sorrisos e boa disposição para ingleses, espanhóis e outros que tais.
Cada medalha tem o seu reverso.


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Não é blá, blá! É problemático.

13 de novembro de 2017

Já todos estamos cansados de ouvir que em Portugal se consomem muitos ansiolíticos, calmantes e outros medicamentos que ajudam a manter a tranquilidade e a dormir. Somos, aliás, o país da Europa onde mais se consomem.
Assusta-me a facilidade com que se quase suplica (na perspectiva do doente) pela prescrição de benzodiazepinas e a leviandade com que os médicos as receitam. E falo com conhecimento de causa. Depois da minha segunda gravidez, e devido a problemas de saúde da minha filha mais nova, foi-me prescrita a toma de ansiolíticos c comprimidos para dormir, que eu tomei de bom grado porque precisava de paz. 
O médico continuou a prescrever (em doses cada vez mais altas, porque iam deixando de ser eficazes) e eu continuei a tomar porque "precisava" deles. Até que comecei a sentir perdas de memória e confusão. Aí iniciei a busca de literatura sobre o que estaria por detrás desses sintomas e percebi que a toma daqueles medicamentos e os mesmos poderiam estar relacionados. Resolvi fazer alguma coisa e comecei por fazer grandes caminhadas, cada vez maiores, junto à natureza. Encontrei muita paz e cansaço ao fim do dia. Quando dei por mim, já não tomava medicamentos para dormir há meia dúzia de dias e estava tranquila. Fui deixando e deixei de vez.
Um ano volvido, comecei a ter muitas enxaquecas e, com elas, dificuldades em dormir uma noite inteira, nunca em adormecer. Curioso que a primeira coisa que as pessoas me aconselham quando lhes falo desta minha dificuldade é pedir um comprimidinho ao médico. Mas não peço, depois de perceber o que a toma prolongada de tais substâncias pode causar, para me ajudar com as enxaquecas procurei ajuda no Reiki, na alimentação, num estilo de vida ainda mais saudável. As coisas vão melhorando.
Gostava imenso que as pessoas, profissionais de saúde e doentes, pensassem com honestidade sobre a relação benefício/danos a longo prazo que a ingestão de diazepinas implica, e pudessem ambos abrir as mentalidades na busca de métodos alternativos menos tóxicos, que tragam consigo não apenas o afastamento dos sintomas mas que ataquem a causa dos mesmos.


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O mundo está cheio de jovens honestos, de confiança e inteligentes!

10 de novembro de 2017

Ontem, enquanto esperava por uma das minhas Minis, à porta da escola, dei por mim horrorizada com o linguajar de muitos dos miúdos/as que saíam dali, a propósito de coisas banais. Em cada frase, independentemente da idade (na escola andam desde os 10 aos 18), ou sexo de quem a proferia, saíam, no mínimo, dois palavrões. 
Devo dizer que, como mulher do norte, não nego que, por vezes, me saem umas palavras menos bonitas. No entanto, quase nunca em frente a crianças e apenas em situações de desespero, dor ou irritação profunda.
Estive mesmo para fazer um comentário, mas depois resolvi ignorar pois corria o risco de ser presenteada com uma série de palavrões, como reacção à minha atitude. 
E ainda bem que nada disse. Quão erradamente eu avaliei aqueles jovens! Hoje vi a notícia de um estudo que concluiu que dizer palavrões faz bem à saúde mental (o que até entendo porque traz um certo alívio). Mais, outros estudos concluíram que as pessoas que dizem palavrões a torto e a direito, são mais honestas (porque não usam filtros), de maior confiança e mais inteligentes.
Depois de ler estas brilhantes conclusões, tenho que repensar seriamente a educação que dou às Minis. É que se já as chamam "santinhas" por não dizerem asneiras, não tarda nada dizem que são tolas, desonestas e burras!


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Poupem-me!!!

2 de novembro de 2017

Vivemos uma época de exageros...tudo se leva aos extremos. Tudo gera paixões e ódios.
Se há coisa que eu prezo é o bom senso, o meio termo.
Nem preciso de reiterar aqui o quanto gosto de animais. O quanto adoro a minha gata Mimi e a minha cachorra. Não imagino a minha vida sem elas e sinto mais saudades delas do que da maioria das pessoas que fazem parte da minha vida.
Não me choca que me perguntem pela Mel (que anda sempre connosco na rua e suscita muitas simpatias) como sendo a minha "menina mais nova"!
Não me choca que os casais prefiram ter bicharocos a ter filhos. Apesar de tudo um ser humano dá muito mas muito mais trabalho a educar e cada um sabe da sua vocação.
No entanto, esta loucura com os animais, por vezes já roça o ridículo. Esta imagem para mim é absolutamente exagerada e não me suscita simpatia, mas há milhares de pessoas a achar que é mesmo assim!!
Se calhar eu estou ultrapassada, mas não consigo deixar de achar uma tolice. Vá, e agora, digam de vossa justiça. Pode ser que eu esteja mesmo a ver mal as coisas.

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Pode ser útil, mas deixem-se de preconceitos!

15 de outubro de 2017

Ao que parece a Igreja Católica vai fazer uma avaliação psicológica prévia dos futuros seminaristas, com vista a avaliar da sua vocação para seguirem o sacerdócio. 
A ideia, em si, parece-me correctíssima. Acho bem que despistem casos casos de autênticas "taras" que alguns sacerdotes apresentam. Vão despistar casos de bipolaridade, esquizofrenia e parafilias.
No entanto, a necessidade do despiste destes problemas de saúde mental, que não se querem em pessoas que terão de ser guias e orientadores para os crentes (e não crentes),  começa na ideia defendida por alguns sectores da igreja de afastar do sacerdócio, total e completamente quem tenha ligações, mais ou menos estreitas à homossexualidade...E voltamos ao mesmo. Um passo para a frente e dois para trás. 


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Não me espanta...mas preocupa-me!

12 de outubro de 2017

Ao que parece, um relatório efectuado pelo Ministério da Educação tem, entre as suas conclusões que, entre 2009 e 2015, mais que triplicou o número de crianças e jovens que estão medicados com Metilfenidato, mais conhecido por Ritalina, sendo que há turmas onde cerca de metade dos alunos toma, por indicação médica, tal substância. 
Esta conclusão não me espanta. Trabalho na área de apoio à família e crianças e são inúmeras as vezes em que os pais me referem que os filhos estão medicados com tal medicamento. Apesar de não me espantar, preocupa-me profundamente. Sobretudo, porque acho, tal como muitas pessoas que trabalham na área , que, mais que uma questão de moda, é um problema que tenderá a agravar-se, e que tem muito que ver com a falta de paciência, com a "demissão" em relação às responsabilidades parentais por parte de muitos pais e com a necessidade de os professores (cansados da confusão e do mau comportamento nas salas de aulas) de captarem a atenção dos alunos da forma mais fácil e cumprirem as metas curriculares que lhes são impostas.
Sou muito imperfeita enquanto mãe, perco muitas vezes a paciência, grito muito e, às vezes bem que me apetecia ter um super poder para poder fazê-las estar sossegadas. No entanto, quando me sinto mais agitada, faço coisas como caminhadas e meditação. O Reiki tem sido uma arma poderosíssima, na luta contra alguma instabilidade. A mais nova tem um feitio "levado da breca" como se diz na minha terra. Por vezes, é desesperante! Mas nunca me passou pela cabeça (nem o pediatra me sugeriu, perante as minhas queixas) dar-lhe qualquer medicação para fazê-la sossegar.
Estou muito preocupada!!!


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É disto que tenho medo...

10 de outubro de 2017

Quando digo que não tenho paciência para o politicamente correcto...
Vamos rindo enquanto podemos, sob pena de, se não fizermos uma reflexão isto se tornar numa realidade.
Educação moderna!!!



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Não tenho paciência!

7 de outubro de 2017

Começo por referir, como já aqui escrevi, que não tenho qualquer problema em dar ás minhas filhas qualquer coisa, seja brinquedo ou outro objecto, conotado tipicamente como de rapaz.
Na verdade, a Mini mais nova, ligada muito a engenhocas, aí por volta dos quatro anos tinha uma tara por ferramentas, à qual nunca nos opusemos. Da mesma forma que quando quis uma Barbie ou um Nenuco, quando tivemos possibilidade compramos. A Mini mais velha, com aquela mesma idade, recusava-se a usar pijamas, porque as princesas dormiam de camisa de noite. Hoje não as pode ver, assim como só usa calças. Nunca nos opusemos a nada.
Agora o que penso é que, para defendermos a igualdade de género não precisamos de "assexuar" as coisas, sejam elas brinquedos, acessórios ou roupas. Penso que a questão está na livre opção de cada uma das nossas crianças e não em criar objectos absolutamente neutros. Porque, na minha forma de estar e de ver, os homens e as mulheres, de uma forma geral, não são iguais. Merecem, sim, ser tratados de forma absolutamente igual naquilo em que são iguais: na sua humanidade, na sua inteligência, na sua capacidade de trabalho e de decisão e na sua liberdade de escolha.
Daí que não ache uma coisa fantástica e maravilhosa a criação de uma colecção (marca de roupa) de vestuário de criança que é absolutamente neutra nos seus desenhos, nas suas cores, na forma de vestir. Não acho mal, nomeadamente de uma perspectiva económica, para os pais que têm filhos de ambos o sexos. Apenas não acho que seja um feito extraordinário, um exemplo que todas as marcas de roupa devam seguir. 
Para mim, haverá sempre coisas tendencialmente femininas e coisas tendencialmente masculinas.  As Coisa diferente é achar que umas coisas e outras só podem ser usadas pelo respectivo sexo. Isso sim, acho mal. Não tenho paciência para estar modernices do politicamente correcto.


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Disto sim, tenho orgulho...

27 de setembro de 2017

Não posso negar que, de início, fiquei entusiasmada e orgulhosa com as indicações/nomeações de cidades portuguesas ou mesmo de Portugal como local apetecível para fazer turismo, para visitar e, em alguns casos para morar. Mas, a páginas tantas, as nomeações segundo esta e aquela revista, segundo este e aquele organismo, que acabei por me cansar e já nem ligar. Via o título de uma nomeação para isto ou para aquilo e pensava "ok, estamos na moda!".
No entanto, aqui há dias li que somos o terceiro país mais pacífico do mundo (ponderados que foram vários factores como a criminalidade, o terrorismo e conflitos internos), apenas vencidos pela Islândia (em primeiro) e pela nova Zelândia (em segundo). Isto sim, foi motivo para eu ficar contente e grata por viver num país assim. Por isso, vamos todos contribuir para que assim continuemos!


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Negligência? Sim, sem dúvida!

21 de setembro de 2017

Como mãe de duas crianças, que ainda não há muito foram pequenas traquinas, incapazes de prever quaisquer perigos, custa-me sempre fazer juízos acerca do comportamento de outros pais, sobretudo se não sei pormenores.
Apesar disso, devo dizer que fiquei um bocadito "apalermada" ao ouvir a expressão de que os familiares da criança de dois anos e meio que foi colhida por uma comboio Intercidades, na linha da Beira Alta, estavam revoltados com a falta de condições de segurança do apeadeiro.
Percebo e concordo que as condições de segurança eram péssimas, mas, isso para mim era apenas motivo para uma atenção redobrada daqueles familiares. Percebo que a criança fosse traquina e viva, mas, isso para mim, é apenas motivo de atenção a triplicar. Repare-se que não sabem explicar como a criança estava a caminhar pela linha ou a brincar nela. 
Uma situação era a criança ter saído disparada de ao pé dos familiares e eles não se terem apercebido no imediato segundo (como dizia a minha mãe "as crianças cegam-nos"). Outra bem diferente é não haver explicação para o facto de o bebé estar naquele local.
Se queremos preservar os nossos filhos, não podemos estar à espera que as circunstâncias sejam as adequadas ou agir como tal. Temos de portar-nos com mil olhos, de acordo com as circunstâncias.

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Pela primeira vez!

14 de setembro de 2017

O nosso ex primeiro ministro, Pedro Passos Coelho,  foi uma pessoa em relação à qual estive sempre (ou quase) em total desacordo...Enquanto exerceu funções e depois de tal exercício. Nesta última fase sempre achei disparatados os comentários que fazia, quer porque o eram em si disparatados, quer porque contradiziam posições tomadas enquanto governante.
No entanto, para tudo há uma primeira vez...e hoje foi a primeira vez em que concordei com uma posição assumida por ele.
Apesar de gostar muito de futebol, e de saber que existem pessoas que são absolutamente fanáticas, não creio que, de forma alguma, a existência de jogos de futebol em dias de eleições faça aumentar a abstenção. Na minha opinião, pessoas que acham que têm de cumprir o seu dever cívico (como eu, nem que seja voltar em branco ou de forma nula), não vão deixar de o fazer por quererem assistir a um jogo de futebol...as urnas estão abertas muitas horas e um jogo de futebol dura cerca de uma hora e meia a duas horas.
Penso que proibir a realização de eventos desportivos em dias de ida às urnas é, como disse Passos Coelho, passar um atestado de menoridade às pessoas.
Talvez os políticos devessem pensar que, quem não vota, não o faz porque tem de ir a um jogo de futebol, mas sim porque está-se pouco importando para os resultados, nomeadamente, porque seja do partido A ou do partido B, os políticos, depois de serem eleitos, tendem a ser todos mais ou menos idênticos.


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Nem sempre é fácil...

11 de setembro de 2017

Nem sempre é fácil aceitar com resignação a morte.
Estou triste. Um amigo deixou de estar fisicamente entre nós. Uma referência desde a infância. Um homem bom como conheci poucos! Para os que, como eu, têm fé, apenas deixou de estar à distância de um telefonema, para passar a estar à distância de uma oração, de um pensamento. Perdemos um homem, mas vamos ganhar um santo!

Com ele aprendi a ter uma vista arejada da igreja. Uma Igreja na qual me sinto eu, livre para pensar e com dever de aceitar todos.
Obrigada, Padre António Francisco. Não lhe chamo Dom, porque para mim não há nada mais nobre na igreja que ser padre. E foi enquanto padre que o conheci e o guardei no meu coração. Obrigada por ter abençoado o meu casamento e a vida das minhas filhas!
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Muito certo!

4 de setembro de 2017

Já em tempos aqui escrevi sobre o facto de me espantar que nas Para-Farmácias não fosse livre a venda de medicamentos como o ibuprofeno a partir dos 400 mg ou o paracetamol de 1gr, e se pudesse vender um medicamento como o pílula do dia seguinte, considerando os problemas que esta última pode trazer. 
Na verdade, a manterem-se as coisas como estão, qualquer jovem (ou não jovem) pode usar a pílula do dia seguinte como forma de evitar ter uma criança todos os dias (desde que para isso tenha dinheiro, é claro), mas não pode comprar quando quer um medicamento que, com as suas contra-indicações é, à partida, menos prejudicial.
Daí que concorde plenamente com a posição dos farmacêuticos de quererem que tal medicamento seja apenas vendido em farmácias.
Aliás, bem sei que por trás de tal vontade podem estar interesses económicos, no entanto, preocupa-me que sendo nós um país onde tanta gente se auto-medica, sejamos igualmente o país onde mais medicamentos podem ser vendidos sem recita médica em tais superfícies comerciais.


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Politicamente incorrecta...

3 de setembro de 2017

Ao que parece a maioria dos portugueses concorda com as afirmações de André Ventura, candidato à Câmara de Loures, sobre a excessiva dependência dos ciganos relativamente a subsídios do Estado.
Não me parece que as declarações do senhor sejam de todo incorrectas, já que,  lidando eu com inúmeras pessoas de etnia cigana ao nível profissional, posso constatar que, grande parte delas, são beneficiárias das prestações sociais.
No entanto, embora a quase totalidade das pessoas de tal etnia com que trabalho sejam beneficiárias de todo o tipo de apoios sociais, o que é certo é que quase todas elas exercem outras actividades que lhes permitem acrescentar rendimento, vendendo em feiras ou ruas, o que não acontece com grande parte dos portugueses não ciganos, os quais sim, dependem exclusivamente do "dinheirinho" do Estado para se sustentarem a si e aos seus filhos.
Não sei se é pior sonegar informação ao Estado para receber apoios económicos e trabalhar de forma muitas vezes ilegal ou passar os dias nos cafés e por aí com prioridades questionáveis em termos de utilização do montantes auferidos.
Claro que isto é a minha experiência com um tipo específico de população. Não pretendo desta forma generalizar e dizer que todos os portugueses que recebem apoios estatais nada façam para melhorar a sua situação. A pobreza (monetária e de espírito) existe de facto!
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E, então???

23 de agosto de 2017

"E, então? " É o que me apetece perguntar ao passar os olhos pelas notícias e ler não sei quantos títulos com a mesma notícia que uma não sei quantas secretária de estado assumiu a sua homossexualidade e o fez por motivos políticos. 
Não li o resto das notícias, confesso, daí que a minha opinião possa ser injusta. Mas, o facto de a assunção da homossexualidade por quem quer que seja neste país ser notícia, só mostra que, de facto, estamos muito longe de ser um Estado de Direito Democrático, fundado no princípio da igualdade. E mostra, também, na minha opinião, que as pessoas se aproveitam dos mais variados aspectos para serem notícia.
Quero lá saber que a senhora seja lésbica, heterossexual ou bissexual. Acredito que, para muita gente, a orientação sexual de um político, ou de alguém que ocupe um cargo público, possa ser relevante. Mas, acredito ainda mais que, enquanto continuarmos a dar relevância extrema a revelações como esta, do foro privado, para fazermos juízos acerca das capacidades políticas ou profissionais das pessoas, não sairemos da cepa torta! 
Não acho que seja uma acto de coragem, como ela própria define. Acto de coragem é viver a sua vida de acordo com as suas orientações sem esconder nada. Nunca, fazer disso uma notícia e um motivo político!


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Da estupidez humana...

19 de agosto de 2017

Já aqui disse que não sou mulher de selfies e pronto. Tiro uma ou outra para pôr na fotografia de perfil do facebook quando me canso da que lá está. Desenganem-se, não vou aqui tecer comentários sobre as pessoas que tiram muitas selfies. Não me aquecem nem me arrefecem aquelas pessoas que passam a vida a fazer caras para o telemóvel e fazem beicinho... O que me irritam mesmo, são aquelas pessoas que causam perigo a terceiros por causa da mania de se fotografarem. Estou chocada por, mais uma vez, um golfinho bebé ter morrido, desta vez em Espanha, após ter dado à costa, por estupidez dos humanos que não hesitaram em sujeitá-lo centenas de selfies e, assim, a um stress tremendo que o matou! Fico mesmo furiosa com este exibicionismo. Juro-vos, estou piurça!


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