O nosso ex primeiro ministro, Pedro Passos Coelho, foi uma pessoa em relação à qual estive sempre (ou quase) em total desacordo...Enquanto exerceu funções e depois de tal exercício. Nesta última fase sempre achei disparatados os comentários que fazia, quer porque o eram em si disparatados, quer porque contradiziam posições tomadas enquanto governante.
No entanto, para tudo há uma primeira vez...e hoje foi a primeira vez em que concordei com uma posição assumida por ele.
Apesar de gostar muito de futebol, e de saber que existem pessoas que são absolutamente fanáticas, não creio que, de forma alguma, a existência de jogos de futebol em dias de eleições faça aumentar a abstenção. Na minha opinião, pessoas que acham que têm de cumprir o seu dever cívico (como eu, nem que seja voltar em branco ou de forma nula), não vão deixar de o fazer por quererem assistir a um jogo de futebol...as urnas estão abertas muitas horas e um jogo de futebol dura cerca de uma hora e meia a duas horas.
Penso que proibir a realização de eventos desportivos em dias de ida às urnas é, como disse Passos Coelho, passar um atestado de menoridade às pessoas.
Talvez os políticos devessem pensar que, quem não vota, não o faz porque tem de ir a um jogo de futebol, mas sim porque está-se pouco importando para os resultados, nomeadamente, porque seja do partido A ou do partido B, os políticos, depois de serem eleitos, tendem a ser todos mais ou menos idênticos.








