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Má língua!

4 de outubro de 2017

Não nego que vi o primeiro e o segundo Big Brother. Estava colocada na Ilha da Madeira, numa vila com 56 habitantes no centro e nada mais havia além dos 4 canais nacionais. Na altura, as terças feiras eram dias muito divertidos por ser o dia das expulsões.
Bastou-me ter mais que fazer para deixar de ver completamente qualquer tipo de reality show. Atenção, não digo que não tenha parado em frente à televisão para ver o formato do programa, mas, invariavelmente, acabei sempre por concluir que era mais do mesmo.
Hoje li na revista Sábado que a Teresa Guilherme detesta que a chamem da "Rainha dos reality shows" e soltei uma valente gargalhada. Depois de se encher de dinheiro e a cabeça de muitos portugueses à custa destes programas (para os quais acho mesmo que é imbatível), a senhora queria que a chamassem o quê? Rainha dos documentários? Rainha dos programas de debate???
Poupem-me!


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Desabafo...

10 de setembro de 2017

Não suponhas. Se for mesmo importante,  pergunta! Este é um dos motes da minha vida. 
Vivi muitos anos sem satisfazer a minha curiosidade sobre alguns aspectos na forma de estar das pessoas em relação a mim e acabava sempre por supor que tinha feito algo de errado às pessoas e que as tinha aborrecido. 
Com a maturidade aprendi a "desligar" um bocadinho, mas continuava na mesma. Algumas atitudes de algumas pessoas muito importantes na minha vida ficavam a "martelar-me" na cabeça e, mesmo que não o admitisse expressamente, acabavam por me perturbar.
Agora não faço isso. Ou me distancio mesmo porque a pessoa não é tão importante para mim, ou esclareço e, mesmo que desiludida, sigo em frente.
Neste momento estou na fase de seguir em frente. Completamente esclarecida em relação aos que realmente me importam.
O esclarecer das coisas faz com que deixe de ter expectativas na minha cabeça acerca das pessoas e aceite as coisas como elas são. Nunca deixem nada por dizer ou esclarecer.






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É mesmo assim!

5 de julho de 2017

Um dia estamos de bem como a vida. Levamos meses a livrar-nos de energias negativas, a reconstruir o nosso equilíbrio e, sem que nada o fizesse esperar, um fim de dia recebemos uma notícia, há uma atitude que muda completamente a nossa vida.
Lamento deixar-vos...não sei se sentem falta das minhas palermices. Mas entrei numa espiral de sofrimento que não aguento. Preciso de desaparecer, de me recolher e pensar o que quero fazer.
A todos os me me seguiram...um bem haja e o melhor do mundo é o que vos desejo.



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Desabafos...

13 de junho de 2017

A coisa melhor que a minha profissão tem e na área em que trabalho é a sensação de que em qualquer dia, a qualquer momento, a forma como falas ou como te entregas e olhas nos olhos um adolescente completamente transviado, pode fazer a diferença na vida dele.
Aconteceu-me isso. E só por isso valeram a pena as 3 horas que "ganhei" a falar com ele.
Estas coisas fazem-me esquecer que, apesar de trabalhar num organismo público, se quero ter a casa de banho limpa tenho de comprar o detergente e que tenho uma impressora que há 4 meses não imprime e não há sequer dinheiro para comprar um cabo USB novo, sim, porque é o cabo que deixou de fazer contacto!
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Tudo está bem...

27 de maio de 2017

Tudo está bem, quando acaba bem...
O dia começou mal...Mas o meu marido, sem eu saber, arranjou bilhetes para o concerto do Salvador Sobral, no Centro Cultural do Cartaxo.
Não conheço, a fundo a obra dele, mas fiquei rendida. Concluo, que, de todas as músicas que o ouvi cantar, a que menos gosto (e gosto muito) é a que ganhou a Eurovisão.
O concerto foi tão, mas tão bom que me esqueci que tinha telemóvel. Não tenho fotos, nem vídeos apenas memórias.

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Prometo calar-me!

7 de maio de 2017

Quem me segue já deve estar enjoado de ler sobre a peregrinação a Fátima.
Prometo que não escrevo mais sobre o assunto. Queria só partilhar convosco que, mais uma vez, concluo que nada acontece por acaso.
Há oito anos que pretendia fazer a peregrinação.Fui adiando de grupo em grupo, de companhia em companhia, até me ter decidido. Creio que não poderia ter sido de outra forma. Fui com uma maioria de 6 desconhecidos (éramos 8), que revelaram ao longo dos cento e muitos quilómetros ser das pessoas mais fantásticas que conheci. Apesar de praticante, pouco me interessa que não tivéssemos rezado nenhuma oração feita. Maior oração a Deus e a Maria foi o espírito de solidariedade e fraternidade que se criou entre 8 pessoas absolutamente diferentes.
Pelo caminho encontramos uma peregrina que caminhava sozinha e que a nós se juntou...Foi uma de nós...
Chegar a Fátima depois de ter ido a pé, de ter feito o caminho sem uma bolha nos pés, sem uma dor muscular que fosse, apenas com cansaço e uma gratidão enorme no peito, é uma sensação que eu não sabia ser capaz de sentir. A sensação de que com Deus e os meus amigos (sim porque nunca mais os esquecerei), serei capaz de me superar sempre.
Uma vez peregrina, peregrina para sempre. Em Outubro lá irei, se não houver nenhum azar.



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De hoje!

30 de abril de 2017

Assim estava o meu conta quilómetros ao fim da jornada de hoje, começada às 6 horas.
Os meus pés não têm uma bolha, uma mancha e não me doem. 
Estou cansada sim. Mas muito bem disposta. Do grupo de 8, apenas conhecia 2. Entrei como "penetra" num grupo que caminha 2 vezes por ano até Fátima, há vários anos.
Já me sinto parte...irei repetir??? Sem dúvida! A não ser que Deus não mo permita.
Fisicamente, penso que as minhas caminhadas diárias de 15 quilómetros há vários meses, me foram preparando. Psicologicamente, penso que estas 8 pessoas cada uma com características absolutamente díspares, me têm tornado a jornada uma fonte de prazer e diversão...

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Nunca imaginei...

29 de abril de 2017

Comecei hoje, às 6 horas, a minha peregrinação a pé a Fátima. Correu lindamente até agora. Mas tive duas surpresas. 
Nunca imaginei que, a 15 dias do 13 de Maio, houvesse já tanta gente a fazer-se ao caminho. O Nosso grupo é de 8. Mas éramos centenas nas estradas e caminhos.
E,nunca imaginei vir a gostar de camionistas. Enquanto condutora embirro com eles. Como peregrina, acho-os muito divertidos. Saúdam-nos com uma alegria que só visto! Buzinam de tal forma que, se alguém estiver prestes a adormecer, acorda logo e caminha com mais vontade. São mesmo muito, muito simpáticos.
Quando for grande quero ser camionista!
P.S. A quem interessar, informo que estou lindamente, sem bolhas nos pés nem qualquer outro tipo de maleita.Muito bem disposta e pronta para começar de novo às 6 horas.


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Não sou a única!!

10 de abril de 2017

Li hoje algures que António Guterres completa hoje 100 dias à frente da Organização das Nações Unidas. Dei por mim a pensar que sou uma portuguesa da treta que anda meia alienada porque não me tinha dado conta do tempo passar, nem me recordava de qualquer iniciativa ou intervenção.
Fui em busca. Encontrei.
No entanto, depois de ver um inquérito que estão a fazer na página da Sapo, senti-me menos anormal. Pelos vistos, o exercício das funções por António Guterres tem passado despercebido a cerca de 70% dos portugueses. Andaremos todos distraídos?


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Sem história...

21 de novembro de 2016

Confesso que não entendo tanto frenesim à volta do livro da Cristina Ferreira e das revelações que fez. Pôr nas livrarias um livro sobre a sua vida qualquer um faz, até a Dolores Aveiro o fez.
Dizer que foi vítima de assédio sexual não é nada de escandaloso. Se foi ou não foi, não sei. Se foi não me espanto, tendo em conta o meio em que se move. Se não foi e o diz, não me espanta tendo em conta a finalidade do livro: vender.
Quem me segue, sabe que não simpatizo particularmente com ela, sobretudo na sua forma de estar e agir em televisão. Mas reconheço-lhe valor. Tem obra.
Quanto ao livro... e ao frenesim, volto a dizer, é uma coisa sem sumo, sem história. Não pretendo gastar nem um cêntimo com o mesmo.
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Concordo tão profundamente...

14 de novembro de 2016

Sempre ouvi a minha avó e, depois, a minha mãe, dizerem que "nas costas dos outros nós lemos as nossas". Quando mais nova, pensava que não era bem assim, que não era por uma pessoa estar sempre a queixar-se e a ser maldicente que o seria também em relação a nós.
No entanto, com o amadurecimento, com o passar dos anos apercebi-me cada vez mais que, pelo sim, pelo não convém afastarmos-nos de quem critica tudo e todos, de quem inventa histórias mirabolantes sobre a colega do lado ou o vizinho de cima.
Porque mais do que ela diz sobre si, para conhecer bem uma pessoa, é bom atentar nisto.


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Afinal...

12 de outubro de 2016

Confesso, para os devidos e legais efeitos, que não sou benfiquista. Contudo, também não sou antibenfiquista. Sou lagarta, leoa ou coitadinha, como queiram.
Acho uma perda de tempo e energia passar o tempo a dizer mal dos outros clubes. Gosto do meu, ponto.
Contudo, isto não me impede de embirrar com alguns personagens benfiquistas. Um chama-se Pedro Guerra e outro Rui Gomes da Silva. Quanto ao primeiro, como não sou espectadora da TVI, pouco levo com ele. Em relação a este último, tenho uma embirração tal, que desligo a TV quando ele esta a comentar na SiC Notícias. Embiro, embirro, embirro com o Rui Gomes da Silva! Certamente ele também embirraria comigo se me conhecesse.
No entanto, confesso-vos que me senti muito normal quando li os comentários à notícia de que o mesmo não integrará a lista de Luís Filipe Vieira. Ao que parece, pelos comentários, há por aí muito benfiquista que sente por ele a mesma antipatia que eu!
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Pessoas...

11 de outubro de 2016

Sou nascida e fui criada numa terra onde saudamos as pessoas com um "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite", quando com elas nos cruzamos, mesmo que não sejam nossas conhecidas.Aprendi a ser assim sem que ninguém me ensinasse, talvez porque os outros que passavam por mim, mesmo quando eu era uma catraia, o faziam.
Já as minhas Minis, por vezes, aqui nesta terra a sul, perguntam-me se conheço determinada pessoa só porque passo por ela e a cumprimento...tento incutir-lhes o mesmo hábito de cumprimentar as pessoas.
Mas, 14 anos a morar na mesma cidade já me ensinaram que muitas pessoas fingem que não ouvem, ou pura e simplesmente não ligam. Já não me afecta nada. Sigo.
O que me irrita mesmo, são aquelas pessoas que tomam café diariamente no mesmo local que eu, almoçam sempre na mesa do lado, e não respondem ao meu cumprimento geral quando chego ao local durante séculos, até que, um dia precisam de um esclarecimento qualquer da minha área profissional, e, aproveitam o café matinal ou o almoço, para, fingindo uma intimidade inexistente, uma simpatia forçada, pedirem a minha ajuda....



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Gostamos mesmo de "panicar"!!!

24 de agosto de 2016

O povo português gosta mesmo de entrar em pânico, ou seja, de viver amedrontado com desgraças...claro que o seguro morreu de velho e as coisas não acontecem só aos outros. 
Mas é engraçado ver, que, acontece um atentado terrorista não sei onde, e lá vêm os arautos da desgraça dos meios de comunicação social com não sei quantas informações e avisos de que Portugal é um dos alvos do Daesh! Acontece um sismo em Itália e lá surgem milhentas notícias da possibilidade de um terramoto em Lisboa e afins. Gostamos mesmo de "panicar"!
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Das lições que se aprendem...

15 de agosto de 2016

Tenho alguns amigos de há décadas. Eles constituem aqueles que, na sua maioria, chamo de verdadeiros amigos. Conhecemos-nos por dentro e por fora.
Seja como for, vivo afastada de muitos deles desde os 18 anos, altura em que fui para Coimbra. Vamos tendo notícias (isto do facebook é bom nesse aspecto), mas passamos muito tempo sem conversarmos olhos nos olhos. É a velha conversa do "temos de marcar um encontro", "temos de marcar um jantar" e o tempo passa e nada.
Pois, estas férias, resolvi que não ia ficar no "temos que...". Quando cheguei ao norte, inteirei-me de saber quem por lá estava, e marquei imediatamente um dia, uma hora, um local para nos encontrarmos...e o reencontro foi a nota dominante das férias. Com quem não estava, temos já um fim de semana marcado no fim de Agosto no Porto.
Acabou-se o "temos de marcar..."! É para já!



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Pode até ficar-me mal...

1 de agosto de 2016

Não sou xenófoba, não sou racista nem fundamentalista religiosa...sou mais pelo vive e deixa viver...no entanto, ao fim de quase de 20 anos a trabalhar em organismos públicos, em que lido com todo o tipo de população, por norma a mais problemática, sou capaz de dizer, mesmo que me fique mal ou que isso me custe alguns insultos, que aquilo que vi num vídeo e que Quintino Aires disse na TVI acerca da comunidade cigana não é assim tão despropositado...
Seja como for, convém não cairmos em generalizações, porque há muito não cigano que leva um tipo de vida idêntica ou pior!
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Não há outro lugar...

26 de junho de 2016

Como católica que sou, Fátima tem para mim um significado especial. No entanto, creio que aquilo que se sente em Fátima vai muito para além da fé de cada um, da sua religião. Sempre que lá vou sinto um sossego na minha alma e no meu coração...Fui hoje, vi gente de vários países, vi jovens com o ar mais descontraído e feliz do mundo...Vi um casal homossexual a passear e depois a rezar, sem que ninguém olhasse de lado...Penso que é um dos sítios onde todos nos sentimos sintonizados e irmãos!
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Boa pergunta!!!

15 de maio de 2016

Francisco falava perante dezenas de milhares de pessoas, debaixo de chuva, naquilo a que se chama uma audiência jubilar, cerimónia que se realiza um sábado por mês, e alertou que não se deve confundir a piedade com a comiseração hipócrita.
E perguntou: "Quantas vezes vemos pessoas que cuidam de gatos e cães e depois deixam sem ajuda o vizinho que passa fome?"
"Não se pode confundir com a compaixão pelos animais, que exagera no interesse para com eles, enquanto fica indiferente perante o sofrimento do próximo", acrescentou.
Não dúvido sequer que os animais têm sentimentos. Sou acérrima defensora de que os mesmos passem a deixar de ser tratados como coisas pela nossa lei. Os meus fazem parte da minha família. Mas, depois de ter ouvido dizer que cantar ou ensinar às crianças o "atirei o pau ao gato" é incitar aos maus tratos a animais, pergunto-me se não viveremos todos numa espécie de histeria colectiva, esquecendo-nos um bocadinho de algumas coisas também importantes...


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Tinha que dizer isto!!!

12 de maio de 2016

Todos os meus primos e primas do lado materno são médicos...eu fui a única neta que me virei mais para outra área. Não obstante a minha ligação a médicos, tenho a dizer que sempre fui melhor tratada, em todos os meus 5 internamentos (partos incluídos) pelos enfermeiros que pelos médicos. Pelo que hoje, no dia dos enfermeiros, aqui lhes faço a minha vénia!
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É preciso...

28 de abril de 2016

Depois de uns dedos de conversa e de umas quantas gargalhadas sobre barbaridades ditas, descobri que, tomar um café com a nossa melhor amiga, com quem partilhamos piadas próprias e que nos enche a alma e o coração, tem um efeito assustadoramente terapêutico.
Cheia do espírito positivo que este cafezinho me trouxe, percebi, finalmente, que a razão da minha tristeza era a constante procrastinação que os meus dias eram e que era importante tomar decisões.
Nada como dizer meia dúzia de tolices e rir, para que as coisas se tornem mais clarividentes. Ás vezes pensar demais só complica.


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