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Por causa de uns...

4 de janeiro de 2018

Sempre fui uma pessoa solidária. No tempo e no dinheiro. Sempre dei e me senti bem com isso.
Com os anos, comecei a ter tempo só para alguns, embora com um leque abrangente de pessoas que leva a que a minha família próxima, por vezes reclame por eu ser a consoladora dos aflitos.
Ultimamente tenho dinheiro para poucos, muito poucos, excepções, talvez! Hoje de manhã, no café do costume, um jovem vendia calendários para apoiar crianças desfavorecidas. Em outros tempos, faria uma análise sumária (se bem que falível) dos aspectos que me levassem a concluir, ou não, pela veracidade do pedido e, caso me parecesse minimamente sério contribuiria. Hoje, não fui capaz e, como eu, mais umas quatro ou cinco pessoas que dividiam o balcão comigo. Por muito que o jovem pudesse parecer credível, apoderou-se de mim a desconfiança de que estaria a agir em proveito próprio. Depois de umas quantas reportagens sobre o real destino dos cinco euros com que tantas vezes contribuímos para ajudar esta e aquela causa a troco de um boneco, de um porta-chaves ou de outra bugiganga qualquer, raramente dou o que quer que seja nestas situações. Não que me tenha tornado insensível às causas, mas porque duvido sempre sobre o fim por detrás do pedido.
Acabei de ler sobre suspeitas de peculato e abuso de poder na Fundação "O Século", fundação que faz um trabalho excelente com miúdos e graúdos. Depois dos escândalos da "Raríssimas" e o anterior da "Cáritas", já não sei em quem acreditar. Já poucos me parecem sérios...a mim e ao comum dos cidadãos! Paga o justo pelo pecador!
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Nem sempre é fácil...

11 de setembro de 2017

Nem sempre é fácil aceitar com resignação a morte.
Estou triste. Um amigo deixou de estar fisicamente entre nós. Uma referência desde a infância. Um homem bom como conheci poucos! Para os que, como eu, têm fé, apenas deixou de estar à distância de um telefonema, para passar a estar à distância de uma oração, de um pensamento. Perdemos um homem, mas vamos ganhar um santo!

Com ele aprendi a ter uma vista arejada da igreja. Uma Igreja na qual me sinto eu, livre para pensar e com dever de aceitar todos.
Obrigada, Padre António Francisco. Não lhe chamo Dom, porque para mim não há nada mais nobre na igreja que ser padre. E foi enquanto padre que o conheci e o guardei no meu coração. Obrigada por ter abençoado o meu casamento e a vida das minhas filhas!
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Ainda não percebi bem!!!

8 de agosto de 2017

Costumo escolher com algum cuidado os sites onde leio as notícias e sou medianamente inteligente para perceber quando há notícias falsas.
O que eu ainda não percebi bem é a atitude de quem comenta. Não consigo perceber se as pessoas o fazer, como se diz na gíria, para "meter nojo", ou se são realmente ignorantes.
Acabei de ler uma notícia sobre uma cantora muito famosa na minha juventude, a Sinead O`Connor. Sabia que ela tinha doença mental. Sabia que ela tinha doença bipolar. Mas se fiquei chocada ao ler algumas das frases que proferiu num vídeo em que faz um apelo para que não a deixem sozinha (afirmando que a doença pode calhar a qualquer um e que o pior é o estigma, o abandono dos familiares e amigos, pedindo para visitarem os doentes mentais e lhes darem amor), mais chocada fiquei com os comentários de leitores. Custa-me a acreditar que, em pleno século 21, ainda haja pessoas que pensam que ela sofre desta doença por ter desrespeitado o Papa João Paulo II (o Santo deve estar a rebolar-se no túmulo), e há quem diga que é a falta de dinheiro.
Realmente, estamos muito pouco alertas para a saúde mental. Acho que há muito bipolar por aí que ainda não foi diagnosticado...muito atrasado que precisava de muito amor!

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De hoje!

30 de abril de 2017

Assim estava o meu conta quilómetros ao fim da jornada de hoje, começada às 6 horas.
Os meus pés não têm uma bolha, uma mancha e não me doem. 
Estou cansada sim. Mas muito bem disposta. Do grupo de 8, apenas conhecia 2. Entrei como "penetra" num grupo que caminha 2 vezes por ano até Fátima, há vários anos.
Já me sinto parte...irei repetir??? Sem dúvida! A não ser que Deus não mo permita.
Fisicamente, penso que as minhas caminhadas diárias de 15 quilómetros há vários meses, me foram preparando. Psicologicamente, penso que estas 8 pessoas cada uma com características absolutamente díspares, me têm tornado a jornada uma fonte de prazer e diversão...

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Defraudada, é como me sinto...

17 de março de 2017

Asco por certas pessoas ou por certas formas de agir é o que sinto depois de ter lido um artigo numa revista informativa sobre aquelas campanhas que, com frequência, víamos (sim porque não tenho visto tanto) nos hipermercados de, simbolicamente, comprarmos um boneco ou outro brinde qualquer, pelo valor de 5 euros, para ajudar uma qualquer causa social, normalmente ligada a doenças ou crianças.
Não me chegam (e a vocês também não, certamente) os dedos das mãos e dos pés para contar as vezes que me acenaram com um desses brindes e apelaram ao meu lado mais humano para contribuir para ajudar as crianças portadoras do problema x ou y, as crianças acolhidas na casa a ou b, ou mesmo adultos portadores de doenças oncológicas ou raras. Muitas vezes me disseram que, se não quisesse contribuir com 5 euros, contribuísse com qualquer outra quantia.
Descubro agora, que muitas dessas interpelações eram feitas não por pessoas voluntárias (e o que eu admirava a disponibilidade das pessoas para abraçarem tais causas), mas por empregadas de determinadas empresas, que recebiam 1 euro por cada brinde vendido, sendo que a instituição ajudada recebia, igualmente, 1 euro, indo o resto para a empresa. Mais, essas mesmas pessoas nunca foram (nem o podiam, dada a impossibilidade de qualquer controlo) obrigadas a fazer contas de quantias inferiores aos ditos 5 euros, ou dos 5 euros dados por mera vontade de ajudar na causa, sem que se entregasse o dito brinde.
Um delas gaba-se de, à custa destes "directos" (entrega de 5 euros em que as pessoas não queriam dinheiro), ter ganho 1600 euros em 15 dias. Somos mesmo um país de mercenários!!!
Felizmente, muitas das instituições de solidariedade se aperceberam do logro que eram essas campanhas e deixaram de contratar tais serviços. 



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Dia estragado...

12 de janeiro de 2016

Entre as coisas que me incomodam mais neste país é o estado de degradação económica em que vivem muitos dos nossos idosos. Foi suficientemente doloroso para me estragar o dia, aperceber-me que uma velhota, com ar de quem é pouco abonado, não queria levar parte da receita por ser muito cara e ela não ter dinheiro. Acabou por levar a receita inteira porque a farmacêutica insistiu e lhe disse que pagava quando pudesse.
Estas coisas deprimem-me.
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Não penso assim...

20 de dezembro de 2015

Ultimamente tenho pensado muito nos amigos e nas amizades. Talvez porque esteja numa fase da minha vida em que algumas pessoas me têm falhado e porque sinto saudades da minha melhor amiga com quem dividi escritório anos a fio e com quem trabalhei porta com porta o ano passado.
Ao contrario da maior parte das pessoas não penso que verdadeiros. verdadeiros amigos se encontrem nos momentos de aflição. É que, nestas alturas, é fácil  termos pena da dor alheia.
Para mim, amigos amigos, são aqueles que conseguem não só sofrer comigo mas, acima de tudo, alegrar-se profundamente com as minhas conquistas e os meus sucessos sem qualquer sombra do que quer que seja....e nisto estou com Oscar Wilde: "Toda a gente é capaz de sentir os sofrimentos de um amigo. Ver com agrado os seus êxitos exige uma natureza muito delicada."

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Fico contente!

1 de dezembro de 2015

Fico contente por saber que, por iniciativa de uma instituição particular de solidariedade social, com parceria da DGS, os sem abrigo de Lisboa, vão começar a ser vacinados contra a gripe. Tenho pena que a medida não se estenda a outros sítios do país, mas, ainda assim, é de louvar a iniciativa perante um grupo tão vulnerável. Neste grupo (como em outros muito fragilizados), a gripe pode ter consequências nefastas, derivar em outras maleitas mais graves, e conduzir até à morte. Haja solidariedade!
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Eu não digo que não...

30 de novembro de 2015

Apesar do ligeiro decréscimo, a campanha do Banco Alimentar foi bastante positiva em termos de recolha de alimentos. Fico feliz, apesar de este ano, ter ouvido mais que uma pessoa comentar que não contribuía e que preferia dar a pessoas que, realmente, sabia que necessitava.
Tenho curiosidade em saber se estas pessoas que não dão por este motivo, chegam, efectivamente, a ajudar alguém. Espero, do fundo do coração que sim e que não seja apenas uma desculpa para não contribuir.
Eu nunca digo que não e, ao invés de comprar apenas essenciais (que que todos compramos porque é o que eles pedem), nesta altura de Natal compro alguns miminhos tipo bolachas e biscoitos... e mesmo chocolates...afinal, no meio de 452.000 pessoas que o BA ajuda, muitas delas serão, certamente, crianças.
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