sexta-feira, 17 de março de 2017

Defraudada, é como me sinto...

Asco por certas pessoas ou por certas formas de agir é o que sinto depois de ter lido um artigo numa revista informativa sobre aquelas campanhas que, com frequência, víamos (sim porque não tenho visto tanto) nos hipermercados de, simbolicamente, comprarmos um boneco ou outro brinde qualquer, pelo valor de 5 euros, para ajudar uma qualquer causa social, normalmente ligada a doenças ou crianças.
Não me chegam (e a vocês também não, certamente) os dedos das mãos e dos pés para contar as vezes que me acenaram com um desses brindes e apelaram ao meu lado mais humano para contribuir para ajudar as crianças portadoras do problema x ou y, as crianças acolhidas na casa a ou b, ou mesmo adultos portadores de doenças oncológicas ou raras. Muitas vezes me disseram que, se não quisesse contribuir com 5 euros, contribuísse com qualquer outra quantia.
Descubro agora, que muitas dessas interpelações eram feitas não por pessoas voluntárias (e o que eu admirava a disponibilidade das pessoas para abraçarem tais causas), mas por empregadas de determinadas empresas, que recebiam 1 euro por cada brinde vendido, sendo que a instituição ajudada recebia, igualmente, 1 euro, indo o resto para a empresa. Mais, essas mesmas pessoas nunca foram (nem o podiam, dada a impossibilidade de qualquer controlo) obrigadas a fazer contas de quantias inferiores aos ditos 5 euros, ou dos 5 euros dados por mera vontade de ajudar na causa, sem que se entregasse o dito brinde.
Um delas gaba-se de, à custa destes "directos" (entrega de 5 euros em que as pessoas não queriam dinheiro), ter ganho 1600 euros em 15 dias. Somos mesmo um país de mercenários!!!
Felizmente, muitas das instituições de solidariedade se aperceberam do logro que eram essas campanhas e deixaram de contratar tais serviços. 



10 comentários:

  1. Uma vez fiz uma entrevista para uma coisa dessas. Recebia 25% do total ao fim do dia. Supostamente era para uma instituição de apoio a crianças com cancro. Instituição essa que depois pesquisei e nem sequer existia.

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  2. É triste, que tanta gente se aproveite destas situações e em nome da caridade, engordem a sua carteira...


    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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  3. Cada vez menos acredito em qualquer tipo de campanha solidária... Ajudo quando posso mas sei onde chega aquilo que dou.

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  4. Juntamos isto ao escândalo da Cáritas e temos um cenário de quase total suspeição no destino dos donativos feitos às IPSS.

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  5. É triste mas infelizmente hoje em dia é o que há mais :s

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  6. É triste como há pessoas que conseguem ser tão desumanas!

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  7. Por essas e por outras que não dou para nada. Apenas Bombeiros. Ainda assim!!

    A mim tb ninguém me ajuda :(

    Beijo, bom fim de semana.

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  8. Infelizmente o mundo está repleto de gente pouco honesta!!!bj

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  9. Nunca acedi a campanhas dessas. Confesso que acho que quando se quer ajudar, pode-se fazer diretamente sem intermediário de terceiros, porque bem vistas as coisas, nunca soube se a ajuda chegava realmente a quem precisava mesmo dela. E hoje em dia, com os casos que têm vindo a público sobre situações deste género, cada vez veremos menos campanhas deste género: as pessoas já desconfiam e por mais que queiram ajudar, já vão pensar duas vezes se o devem fazer ou não.

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  10. Sempre desconfiei dessas "campanhas" e eu refilo sempre com a minha mãe que ela é que ajuda sempre...
    Não se pode, de todo, confiar em ninguém.

    Beijocas

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