As mulheres são tramadas. Sobretudo umas para as outras.
Por mais que defendam a igualdade com os homens, há sempre quem se queira evidenciar como melhor mãe, como melhor dona de casa por coisas absolutamente ridículas.
Nada que eu não soubesse. Mais, até como colegas de trabalho prefiro homens a mulheres. São mais desligados e menos competitivos. Claro que há excepções.
Há pouco li um artigo na revista Visão sobre a existência de infantários particulares onde, um dia por mês (normalmente à sexta feira), os miúdos podem ficar até por volta da meia noite ou até ao outro dia de manhã, para que os pais possam descansar, quer ficando em casa, quer divertindo-se.
Lá vem um rol de críticas, umas mais ou menos veladas, outras à descarada. A maior parte delas de mulheres-mães que afirmam que nunca precisaram desse serviço, que sempre criaram os filhos e que o tempo que estão com os filhos é demasiado precioso, etc., etc.
Pois eu lamento imenso que quando as minhas filhas eram pequenas tal serviço não existisse. E lamento imenso que os avós mais próximos das minhas miúdas vivessem (ainda vivem) a mais de 300 quilómetros. Teria aproveitado muitas sextas feiras ou outros dias. Para dormir e para sair para dançar, namorar ou ir ao cinema.
E não me sentiria pior mãe por isso. Mais, ainda hoje, quando os meus pais estão cá por casa a passar férias, aproveito para escapara. Saímos beneficiados todos. os pais porque descansamos e fazemos coisas que a quatro não fazemos; elas porque têm mais mimo e fazem coisas que só os avós fazem; os avós porque podem divertir-se com a sua actual razão de viver!
Tenho muita pena que haja muita mulher de mente fechada, sempre pronta a dar o ar da sua graça (not).














