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Certíssimo...

28 de janeiro de 2018

O CDS-PP vai levar ao parlamento uma proposta no sentido de aumentar a moldura penal nos crimes de maus tratos que tenham como vítimas idosos. Pretendem, também, que seja aumentada a moldura penal nos casos de violação da obrigação de alimentos com as mesmas vítimas.
Não poderia estar mais de acordo.
Vive-se uma altura de defesa, com unhas e dentes, das crianças. Muito se fez, e bem, e muito há por fazer, neste país para defesa dos seus direitos e promoção do seu bem estar.
Mas não podemos fingir que não existem idosos (e os idosos existem cada vez em maior número) com muitos problemas de solidão, negligência e não só. Sou particularmente sensível à questão da solidão. São imensos os que encontro no jardim que estão sedentos de um sorriso e de um cumprimento.
Penso, de igual modo, que era essencial criar, tal como existe o Fundo de Garantia de Alimentos a Menores (que substitui o progenitor obrigado ao pagamento de uma prestação de alimentos quando este não paga, ou porque não pode, ou porque se encontra desaparecido), um fundo de garantia de alimentos devido a idosos quando os filhos ou familiares se demitem ou não conseguem cumprir a obrigação de assistência.
Admiro profundamente as pessoas que tratam dos seus familiares, com todas as dificuldades que isso traz. Espero, sinceramente, poder fazer isso aos meus pais e, aí sim sentirei que cumpri o meu dever.


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Estado de espírito...

24 de janeiro de 2018

Pois é, estou ansiosa que surja uma nova polémica para que toda a gente possa parar de falar da Super Nanny e para que aqueles que comigo se cruzam profissionalmente deixem de fazer comentários, à espera que eu faça o meu, já que trabalho na área das crianças.
Pois é. Toda a gente tem uma opinião mais ou menos fundamentada sobre o programa, eu também tenho a minha, mas guardo-a para mim!
Independentemente de todas os problemas que o programa apresenta, deveria servir, quanto a mim ,para todos fazermos uma reflexão sobre o exercício da parentalidade, sobre as dificuldades que os pais enfrentam para se assumirem enquanto educadores principais, para serem pais. O que o programa retrata passa-se em milhares de casas neste país.
Ser pai e mãe é extremamente difícil e uma missão demasiado importante para ser levada com leviandade, no entanto, é uma coisa que muitos encaram de ânimo leve investindo muito pouco de si.
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Coisas da vida...

8 de novembro de 2017

A vida é uma montanha russa...
Se num dia estamos, alegremente, a planear fazer uma coisa que nos dará prazer a todos, no dia seguinte recebes a notícia de que alguém que amas incondicionalmente tem um problema de saúde grave que pode inviabilizar a realização desse sonho comum! Claro, que o grave aqui não é não realizar o sonho. O grave é o problema de saúde, mas não deixa de ser demonstrativo das voltas da vida.
Aconteceu connosco entre o fim de semana (em que planeamos as férias) e o dia de hoje. 
Tive a tentação de me sentir miserável e revoltada. No entanto, penso que a minha fase de auto comiseração já passou. Decidi não deixar ninguém desistir do sonho, mas antes aceitar a possibilidade de que ele não se concretize tão depressa. Decidi que os obstáculos são para ser ultrapassados e que gastar energia com medos e angústias é desperdiçar recursos essenciais ao nosso equilíbrio.
Vida, mexeste com a minha família. Quiseste mais uma vez por à prova a minha capacidade de resistência e de adaptação. E eu estou cá para te mostrar que quando estamos em paz connosco nada nos vence!

P.s. Muito grata a quem me abriu os caminhos da meditação e do reiki. Esta paz não seria possível sem estas ferramentas.


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não há nada de errado em desistir. errado é persistir no que faz doer.

20 de outubro de 2017


A frase que serve de título ao post é a que me apetece pintar em letras gigantescas numa qualquer faixa de tecido fluorescente e plantar-me com ela à frente da casa de uma grande amiga minha.
Há coisas que nos deixam sem chão. Mas, quando não podemos fazer nada é, sobretudo, desesperante. Há coisas que não entendemos, mas quando tocam aqueles que amamos nos deixam ainda mais incrédulos.
Uma das mulheres mais fortes que conheci até aos meus 44 anos, uma das mulheres mais independentes e corajosas que faz parte da minha vida foi, já por duas vezes, vítima de violência doméstica física (e certamente, também psicológica), com alguns meses de espaçamento. 
Numa primeira vez, de uma forma mais invisível, uma bofetada, mas, com certeza, não menos dolorosa. Dessa vez, ninguém mais soube, ninguém viu. Nesta segunda vez, de uma forma brutal, com implicações hospitalares e tratamentos médicos que perduram há mais de um mês. 
Fiquei revoltada quando soube. Mas, agora sinto-me impotente e desesperada, ao saber que cedeu às inúmeras promessas do agressor, acompanhadas de lágrimas, no sentido de que ia mudar e que nunca mais voltava a acontecer...perdoou...
Não entendo o que é que uma mulher, absolutamente independente, com 50 anos, sem filhos a cargo, sente, para se manter ligada a quem não respeitou a sua mínima dignidade...Gostava de entender.
Acreditará que as coisas vão mudar? Confesso que, talvez por ter trabalhado na área criminal 12 anos e, agora, na área da família, não acredito em mudanças, excepto quando os comportamentos violentos são provocadas pelo consumo de álcool ou outras substâncias e o agressor faz , entretanto, tratamento com sucesso.
Estou desolada...não sei o que fazer...é tão errado persistir no que nos faz sofrer...
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Vai um abracinho???

16 de setembro de 2017

Muitas das pessoas que conheço a nível profissional são muito pouco dadas ao toque, restringindo-o ao essencial aperto do mão, mesmo quando ao fim de muitos anos deixamos de ser apenas colegas e passamos a ser amigos.
Confesso que não concebo a amizade ou o amor sem toque físico, sem abraços e beijinhos.
Tenho por hábito abraçar as minhas filhas , o meu marido, a gata e a cadela. E fico derretida porque a minha MINI mais velha, apesar de estar a entrar na adolescência muitas vezes me abordar com uma frase muito doce "Mãe, vai um abracinho?" Gosto mais de abracinhos do que de beijinhos. Gosto de sentir o calor da pessoa junto a mim.
Pelos vistos devíamos passar a dar mais abraços. Não sei se será cem por cento eficaz mas, "Há várias evidências científicas que mostram que o toque pode proteger as pessoas de vários sintomas", afirma Sheldon Cohen, professor de psicologia da Carnegie Mellon, no estudo. Segundo Cohen, "um abraço por dia é o suficiente" para afastar a gripe.
Vamos lá  fazer alguma coisa pela nossa saúde, sim?
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Nesting??? Somos absolutamente fãs!

12 de agosto de 2017

Gostamos muito de sair, de conhecer novos sítios e de passear. Mas, além disso, somos absolutamente fãs do "nesting". Esta expressão é uma expressão moderna para designar uma coisa tão simples como ficar em casa, confortavelmente. 
Gosto muito dos fins de semana em que, por um motivo ou outro, elas não têm equitação ao sábado, actividades ligadas à catequese ao domingo, e nos podemos levantar à hora que nos der na cabeça, cedo ou tarde. Basta-nos não ter compromissos. Gostamos de ficar por aqui a fazer jardinagem (e que boas que eram as alfaces), a ver filmes cómicos e comer pipocas, ou a experimentar gordices na cozinha.
Claro que não gostamos de passar assim todos os fins de semana, Mas a ideia de termos um fim de semana sem horários a cumprir é fantástica.
A única condição que eu tenho para fazer um fim de semana assim é ter a casa minimamente arrumada. Só me consigo dedicar ao dolce far niente com tudo nos lugares.
Pelos vistos o dito "nesting" está a ganhar cada vez mais fãs, havendo quem altere a decoração da sua casa para aproveitar recantos para estes momentos de sossego, porque, comprovadamente, reduz os níveis de ansiedade. 
Eu já sou fã há anos. Gosto de viver devagar.

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Estamos ansiosos...

14 de julho de 2017

Há meses que esperamos pela chegada da Mel.
Mais uma menina lá para casa. mais uma de nós. Uma mulher, duas Minis, a Mimi gata e a Mel cachorrinha. Vai ficar a família completa!
É já amanhã e parecemos uns tontos a decidir imensas coisas sobre a forma como irá integrar a nossa casa. É uma companhia, uma amiga, uma de nós para a vida.
Mal podemos esperar.


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É mesmo assim!

5 de julho de 2017

Um dia estamos de bem como a vida. Levamos meses a livrar-nos de energias negativas, a reconstruir o nosso equilíbrio e, sem que nada o fizesse esperar, um fim de dia recebemos uma notícia, há uma atitude que muda completamente a nossa vida.
Lamento deixar-vos...não sei se sentem falta das minhas palermices. Mas entrei numa espiral de sofrimento que não aguento. Preciso de desaparecer, de me recolher e pensar o que quero fazer.
A todos os me me seguiram...um bem haja e o melhor do mundo é o que vos desejo.



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Também vos aconteceu?

4 de maio de 2017

Uma amiga um pouco mais velha que eu encontrava-se hoje bastante nostálgica e pensativa. Hoje era dia de aniversário da sua única filha, que se encontra quase a ter bebé e ela além de pensar em como a vida corre depressa, desabafou comigo que temia que o facto de a filha se tornar mãe dentro em breve, a distanciasse dela...que tornasse mais superficial a relação profunda existente actualmente entre ela.
Não se se convosco aconteceu, mas, comigo, curiosamente, o facto de ter sido mãe só me fez aproximar ainda mais dos meus pais. Se bem que fui sempre fazendo as coisas à minha maneira (ninguém sabe o que é melhor para as minhas filhas que eu e o pai, já que as conhecemos muito bem), o que é certo é que a maternidade me deu uma perspectiva completamente diferente da vida, nomeadamente no valor e carinho que dou aos meus pais. Isto, porque, se por um lado percebi, finalmente, o que é viver com o coração fora do peito e os sacrifícios (compensados é claro) que ter filhos implica, por outro lado, no caso específico da minha mãe, conheci uma faceta que não conhecia (ou talvez conhecesse mas não da forma exagerada que é com as minhas filhas). Conheci a faceta de uma mulher absolutamente "babada" pelas netas, com uma energia e paciência que comigo não tinha. 
Claro que perdi algum do meu espaço enquanto filha, porque sinto que, quando estamos juntos a vontade de matar saudades que vem imediatamente ao de cima é em relação a elas. No entanto, confesso, isso até me faz feliz.
Para mim vale a máxima:

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E eis-nos!!!

17 de abril de 2017

Como tudo o que é bom passa a correr, estes 4 dias nem sequer correram, voaram.
Resta-me a consolação de que foram vividos intensamente, apesar da paz que todos sentíamos. 
Revi pessoas que, impreterivelmente, passam a Páscoa na nossa cidadezinha e que, no Verão não costumo encontrar. 
As Minis sentiram como a mãe sempre viveu a Páscoa e sentiram também esta época especial.
Espero que a vossa Páscoa tenha sido tão boa como a minha. E que estejam com as baterias tão carregadas como nós estamos!


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Culpados?

9 de abril de 2017

Corre pelas redes sociais a notícia dos alunos portugueses que, por mau comportamento, foram expulsos de um resort espanhol.
Devo dizer que, se bem que tenha pena que assim seja, esta expulsão não me espanta. E, não me espanta, porque há anos que vem sendo esta loucura nestas férias da Páscoa dos finalistas.
Levantam-se as vozes. Professores, como habitualmente, culpam os pais, que não dão educação aos meninos, porque a escola, no seu entender serve para ensinar línguas, matemática e outras matérias. Pais tentam sacudir a água do capote dizendo que a escola preocupa-se mais em preparar alunos para terem boas notas e estarem nos rankings do que formar cidadãos.
Acho, como mãe, como familiar de professores e como profissional que trabalha diariamente com meninos e adolescentes, que todos têm a sua culpa.
A escola que, por um lado, sobrecarrega os miúdos com trabalhos e mais trabalhos, que não tem tempo de cumprir programas e arranja aulas extra, não dando margem aos miúdos para correrem, gastarem as suas energias, e por outro lado,não tem opções como o yoga ou outras actividades equilibradoras da energia. A escola que tenta abafar, por vezes, algumas situações de bullying e outros comportamentos graves, não dando deles conhecimento aos encarregados de educação (falo no meu caso concreto, em que a minha filha esteve envolvida numa situação em que eu deveria ter sido avisada e não fui ou em que a minha outra filha passou a chegar a casa cheia de nódoas negras, queixando-se que lhe batiam e diziam que ela tinha germes, e, alertada a escola, nada foi feito).
Os pais que vivem numa correria, tentam manter os meninos o mais ocupados sem que os aborreçam e que acham tudo muito normal. Uma mãe minha conhecida, com uma filha da idade da minha mais velha, achou perfeitamente normal que a miúda tivesse um canal do youtube onde mostrava imagens dos colegas nos balneários, sem conhecimento destes. Disse-me "todos fazem estas coisas!"
Não sei o que o futuro me reserva, mas assumo, cá em casa há castigos, há uma palmada no rabo quando há desrespeito.
Gosto muito das minhas filhas, mas não sou a melhor amiga delas, no sentido de que não temos uma relação de pares, uma relação de igual para igual. Não vou cá em parentalidades positivas ou coachings. Muito amor e carinho sempre. Peço muitas vezes desculpa e não me sinto menos mãe por isso. Mas sempre com limites. 
Curiosamente, sou a mais autoritária cá em e isso não as impede de me contarem todos os segredos, de ser a primeira a quem telefona a mais velha quando tem entregas de testes, ou quando precisam de alguma coisa.

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Coisas que me entristecem...

1 de abril de 2017

Desde que estou a trabalhar na área da família e com as crianças, tenho constatado que, ao contrário do que pensava, ainda há muitas pessoas que têm filhos só porque sim, ou só porque acontece...
Sei bem que acidentes acontecem (embora seja muito fácil evitar uma gravidez indesejada), mas o que me deixa espantada não são os nascimentos resultantes dos ditos. O que mais me tem espantado é a quantidade de pessoas jovens que vão viver juntas ao fim de dois o três meses de namoro e, zás, ao fim de pouco tempo arranjam um bebé. 
Não tenho nada contra que as pessoas morem juntas quando lhes apetece. Mas penso que deveriam pensar muito bem antes de verem se a vivência resulta e se estão preparados para ser pais e mães à séria. 
São inúmeros os casos que me passam pelas mãos de crianças que, quando nasceram, os pais já não estavam a viver juntos, que ficam indefinidamente ao cuidado dos avós, porque os pais já partiram para outras relações e o novo companheiro não aceita bem o filho da anterior relação e, mesmo de crianças que não contactam com os pais ou com as mães há meses ou anos...
Apesar de dar graças a Deus por existirem avós e tios, padrinhos e madrinhas que se dispõem a tomar conta dos meninos e a prover pela sua subsistência e desenvolvimento em todos os níveis, continuo convencida que ninguém substitui a figura dos pais, o papel que cada um deles tem...nem mesmo as ditas mãe que, quais guerreiras, são mães e pais, ou os pais que são pais e mães...


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Uma pessoa habitua-se...

23 de janeiro de 2017

Embora fosse habitual sairmos com as meninas ao fim de semana, nunca como agora, passeamos. Não há frio que nos demova das passeatas. Na verdade, penso que só mesmo a chuva nos irá levar a não sair do carro.
Todos os dias, no fim de jantar (às 19 horas e 30 minutos estamos jantados), vamos dar uma volta, nem que seja de meia hora.
E, no fim de semana, depois do Yoga e da Equitação, é toca a andar, apanhar sol, luz e arejar. Está frio? Há gorros, luvas e cachecóis. Voltamos a casa ao fim do dia. A comida, essa, levamos feita de  casa, coisas fáceis de comer e saudáveis como Wraps, sem molhos gordos ou uma sandes de pão de sementes... As miúdas adoram... andamos quilómetros a pé...e divertimos nos imenso.
Confesso, hoje fui à Dechatlon, aproveitar os saldos e comprar roupa confortável para estas nossas investidas.
O objectivo principal é movimentar-nos. O secundário é deixar os computadores um bocadinho mais ao longe. Chegamos tão cansados que não temos vontade senão de tomar banho e descansar.
Por aqui temos andado...





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Excessos...prioridades...

10 de janeiro de 2017


Trabalhar até cair para o lado não deve ser elogiado. (...) Adia-se a vida, adia-se o sono e o descanso, porque há coisas mais prementes - por enquanto. O problema é que haverá sempre urgências, e-mails a responder, trabalhos a preparar e livros para ler. Nunca chegará o momento em que dizemos: 'Muito bem, agora já posso começar a dormir a horas decentes.' Porque nós habituámos a um estado de cansaço crónico." (Ana Rita Guerra, DN 10/01/2017)

Concordo inteiramente com o texto supra. No entanto, confesso, "do alto dos meus 43 anos", que já lá vai o tempo em que trabalhava até cair para o lado. Muitos desfechos trágicos de vidas de pessoas que conheci e que "se fartaram de trabalhar", levaram-me a pôr o trabalho no seu devido lugar. Trabalho (e adoro aquilo que faço) para ganhar dinheiro e sentir-me realizada. Trabalho para viver. Não vivo para trabalhar. Se denoto algum cansaço, se durmo menos do que devia, nesta fase do campeonato, é porque me dedico a outras actividades que me dão muito prazer como passear com as minhas filhas, como ter conversas até às tantas com os amigos ou ler um bom livro.
Por trabalho (a não ser que seja caso de vida ou morte), já não perco horas de sono.


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É muito, muito bom...

14 de novembro de 2016

Muito, muito bom é passares dois anos da tua vida num inferno porque trabalhas numa área que detestas, porque o que gostas mesmo é de trabalhar na área criminal, e, para fugires ao detestável, passares a trabalhar numa área que gostas mais (e que é a única que te permite ficar perto de casa), mas na qual nunca trabalhaste muito a sério e, ao fim de dois meses e meio, descobrires, que, afinal, a tua paixão não é a área criminal. É a intervenção na área da família e das crianças.
Muito grata à vida por me ter levado a descobrir, aos 43 anos, a minha verdadeira realização profissional. Só voltarei ao criminal, certamente, por questões logísticas que, eventualmente venham a surgir.

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Posta de lado...

18 de outubro de 2016

E pronto...daqui a um nadinha chegam os avós, vindos das minhas amadas terras durienses, e lá vou eu ser relegada para segundo plano durante o tempo em que eles aqui permanecerem! O avô leva à escola, o avô vai buscar à escola, a avó faz com elas os trabalhos de casa (quero acreditar que elas gostam mais da avó para tal tarefa porque a avó foi professora toda a sua vida, e não por inabilidade minha)...e os avós é que levam ao parque.
Adoro este mimo, esta doçura existente entre eles. Dói-me que passem muitos dias sem se ver. Mas, quando estão juntos, aproveitam ao máximo.
Eu e o pai aproveitamos para namorar...
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Gostava muito...

12 de outubro de 2016

Nunca passei por uma situação de divórcio ou de separação de uma união de facto. Espero não passar, mas estou sujeita como todos estamos.
Agora que trabalho na área das crianças e da família, apercebo-me cada vez mais, quando falo com uns e outros, que muitos pais e muitas mães olham para os filhos como propriedade sua...Umas vezes como forma de atingirem o outro adulto, numa separação não aceite. Mas, a maior parte das vezes, as mulheres, porque os trouxeram no seu ventre, defendem convictamente a desnecessidade de contactos com o outro progenitor. Tudo, claro, em prol do seu umbigo e em prejuízo das crianças.
Gostava muito que percebessem que apesar de sermos pai ou mãe, os filhos que chamamos de nossos, não são verdadeiramente nossos. Não servem para satisfazer as nossas necessidades de afecto. Nós é que existimos para isso e para os preparar para serem adultos felizes.

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Vá, riam-se...

29 de agosto de 2016

Há dois meses, quando começou a febre do Pokémon Go, não senti a mínima curiosidade, e achava até um pouco patético. Mas nada como os filhos para nos fazerem fazer figuras patéticas.
A Minis mais velha, depois de ver os primos na santa terrinha a jogar, não descansou enquanto não instalei a aplicação. Tanto me moeu o juízo que instalei com a condição de só jogar aqui em casa com o meu telemóvel. Mas vai não vai, comecei a tentar, também eu apanhar e houve necessidade de constante carregamento de bolas para os apanhar. Além disso, começamos a gostar de ter variedade...
E, com isto, todos os dias à noite, saímos os quatro para apanhar os ditos bichinhos, e fazemos uma caminhada de uma hora, na nossa pacata cidade...Em vez de estarmos alapados no sofá a ler, a ver bonecos passamos o serão a caminhar...
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E tudo o que é bom...

14 de agosto de 2016

E tudo o que é bom (como tudo o que é mau) acaba sempre. As minhas férias acabaram, porque, ao mudar de área tenho de deixar resolvidos todos os dossiers que me foram apresentados antes de entrar de férias. Ficarei por casa a resolver assuntos pendentes...
Volto das férias completamente revigorada e cheia de força. Convencida, porém, que, melhor que uma semana num Resort de 5 estrelas no Algarve, com tudo incluído (assim começaram as minhas férias), é a casa dos meus pais na pequenina cidade do interior, rodeada de afectos de brisas suaves nocturnas, com muitas caminhadas e reencontros à mistura. Nunca me sentirei em casa na terra que me acolheu e que habito...e cada vez que regresso às minhas origens, mais convicta fico disso. There´s no place like home.
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Pessoas...

12 de julho de 2016

Ouve-se em todo o lado comentar, sentimos isso no nosso dia a dia...Sentimos que se torna cada vez mais difícil acreditar nas pessoas, na grandeza das suas almas e dos seus corações...
Mas, de vez em quando, conhecemos pessoas que nos fazem acreditar num mundo melhor, num amor desinteressado e sofrido...pessoas sofredoras mas que não perdem a capacidade de amar.
Conheci uma pessoa, cujo cônjuge teve um desvario numa fase complicada da vida, sendo que desse desvario nasceu uma linda menina que, infelizmente teve o azar de ter uma mãe que a maltrata, que não se importa com ela, que já perdeu para terceiros outros filhos. Pois, correndo, em tribunal um processo pela negligência da mãe à pequena, não obstante ser fruto de uma traição, essa pessoa que eu conheço, lutou até ao fim para que a criança lhe fosse entregue e ao pai porque ama verdadeiramente. Porque lhe quer dar um futuro risonho, com cuidados e mimo...
Eu não sei se teria essa grandeza de alma, de me esquecer que a menina era fruto de uma traição. Mas que estou muito orgulhosa por haver pessoas assim e por ser amiga dela, isso estou.
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