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É tudo uma questão de desapego...

9 de janeiro de 2018

Li no site da Sic notícias que um estudo feito na Alemanha conclui que ter mau feitio nos permite ter mais anos de vida. 
Depois de ler a totalidade do estudo, percebi que é tudo, como tenho aprendido nos últimos tempos, uma questão da forma como nos posicionamos perante as coisas.
Na verdade, verdadeiramente, o que está em causa não é ter bom ou mau feitio. Confunde-se mau e bom feitio com a característica de exprimir ou não emoções. 
Concluí-se, obviamente, que aqueles que se enervam, sentem ira ou tristeza mas escondem esses sentimentos têm menos tempo de vida, de uma forma geral, porque a probabilidade de terem uma doença cardiovascular aumenta, nomeadamente, porque sofrem constantemente aumentos da pressão arterial. Serão estes, os que reprimem as emoções e aparentemente são calmos que serão mais facilmente vítimas de doença coronária.
Por seu lado, quem exprime frequentemente essas emoções, porque liberta stress, tem menos probabilidade de ter tais maleitas e, consequentemente, durar mais. Estes serão os que têm mau feitio.
Na verdade, penso que é tudo uma questão de perspectiva, uma questão de desapego. Já fui uma pessoa de "mau feitio", impulsiva. Agora que sou menos impulsiva não tenho pior feitio, nem mais risco de ter doenças coronárias. Aquilo que eu aprendi foi a praticar o desapego, a criar formas de me proteger de tudo aquilo que me pode perturbar e isso devo-o muito ao Reiki (por muito que isto me custe a admitir). Cada vez são menos as coisas que me provocam sentimentos negativos, que me perturbam. São poucas, muito poucas, as atitudes ou as palavras de terceiros que me fazem sair do meu registo, e quando falo em registo falo em forma de estar, não de reagir. Estou a aprender a largar tudo aquilo que me faz mal, que me fere gratuitamente e a não ter vontade de ferir ninguém. Apenas problemas de saúde graves de pessoas de quem gosto me podem transtornar. O resto, o resto é irrelevante. Penso que quando a vida nos confronta com alguns problemas (solúveis ou não) acabamos por por tudo em perspectiva e ver que o que realmente interessa é pouco, muito pouco. É preciso aprender a deixar ir, a protegermos-nos do que não nos faz bem.
Penso que tenho melhor feitio e, nem por isso, terei mais probabilidades de ter doenças cardiovasculares...
Estou a aprender a viver assim:


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Não é blá, blá! É problemático.

13 de novembro de 2017

Já todos estamos cansados de ouvir que em Portugal se consomem muitos ansiolíticos, calmantes e outros medicamentos que ajudam a manter a tranquilidade e a dormir. Somos, aliás, o país da Europa onde mais se consomem.
Assusta-me a facilidade com que se quase suplica (na perspectiva do doente) pela prescrição de benzodiazepinas e a leviandade com que os médicos as receitam. E falo com conhecimento de causa. Depois da minha segunda gravidez, e devido a problemas de saúde da minha filha mais nova, foi-me prescrita a toma de ansiolíticos c comprimidos para dormir, que eu tomei de bom grado porque precisava de paz. 
O médico continuou a prescrever (em doses cada vez mais altas, porque iam deixando de ser eficazes) e eu continuei a tomar porque "precisava" deles. Até que comecei a sentir perdas de memória e confusão. Aí iniciei a busca de literatura sobre o que estaria por detrás desses sintomas e percebi que a toma daqueles medicamentos e os mesmos poderiam estar relacionados. Resolvi fazer alguma coisa e comecei por fazer grandes caminhadas, cada vez maiores, junto à natureza. Encontrei muita paz e cansaço ao fim do dia. Quando dei por mim, já não tomava medicamentos para dormir há meia dúzia de dias e estava tranquila. Fui deixando e deixei de vez.
Um ano volvido, comecei a ter muitas enxaquecas e, com elas, dificuldades em dormir uma noite inteira, nunca em adormecer. Curioso que a primeira coisa que as pessoas me aconselham quando lhes falo desta minha dificuldade é pedir um comprimidinho ao médico. Mas não peço, depois de perceber o que a toma prolongada de tais substâncias pode causar, para me ajudar com as enxaquecas procurei ajuda no Reiki, na alimentação, num estilo de vida ainda mais saudável. As coisas vão melhorando.
Gostava imenso que as pessoas, profissionais de saúde e doentes, pensassem com honestidade sobre a relação benefício/danos a longo prazo que a ingestão de diazepinas implica, e pudessem ambos abrir as mentalidades na busca de métodos alternativos menos tóxicos, que tragam consigo não apenas o afastamento dos sintomas mas que ataquem a causa dos mesmos.


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Coisas da vida...

8 de novembro de 2017

A vida é uma montanha russa...
Se num dia estamos, alegremente, a planear fazer uma coisa que nos dará prazer a todos, no dia seguinte recebes a notícia de que alguém que amas incondicionalmente tem um problema de saúde grave que pode inviabilizar a realização desse sonho comum! Claro, que o grave aqui não é não realizar o sonho. O grave é o problema de saúde, mas não deixa de ser demonstrativo das voltas da vida.
Aconteceu connosco entre o fim de semana (em que planeamos as férias) e o dia de hoje. 
Tive a tentação de me sentir miserável e revoltada. No entanto, penso que a minha fase de auto comiseração já passou. Decidi não deixar ninguém desistir do sonho, mas antes aceitar a possibilidade de que ele não se concretize tão depressa. Decidi que os obstáculos são para ser ultrapassados e que gastar energia com medos e angústias é desperdiçar recursos essenciais ao nosso equilíbrio.
Vida, mexeste com a minha família. Quiseste mais uma vez por à prova a minha capacidade de resistência e de adaptação. E eu estou cá para te mostrar que quando estamos em paz connosco nada nos vence!

P.s. Muito grata a quem me abriu os caminhos da meditação e do reiki. Esta paz não seria possível sem estas ferramentas.


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Não é treta!

1 de outubro de 2017

Todos os dias dou uma volta pelas páginas de notícias e motores de busca, como a Sapo, com artigos generalistas. 
Todos os dias vejo artigos, que, maioritariamente, passo à frente, sobre os dez motivos, quinze ou vinte, pelos quais devemos comer este alimento (ou evitá-lo), as dez receitas, quinze ou vinte, para uma boa perfomance sexual ou laborar...and so on! 
Hoje deparei-me com cujo título era as cinco receitas para encontrar a felicidade e a serenidade.
Digo a verdade, nem sequer abri. Sou daquelas pessoas que não acredita num estado de felicidade permanente, ou seja, que possamos viver todos os dias, a todas as horas e todos os momentos num estado de alegria. Aliás, não confundo felicidade com alegria. Para mim felicidade tem muito mais que ver com um estado de serenidade, de tranquilidade.
Fui uma pessoa sobressaltada durante anos. Ansiava sempre mais e mais. Talvez, por isso, tivesse tantas variações de estado de espírito e vivesse tão angustiada. 
Lentamente, com a ajuda de algumas pessoas que se cruzaram comigo (que sortuda fui), fui-me apercebendo que só tinha uma forma de ser serena e, assim, feliz. Era ser grata. Quando comecei a sorrir porque tinha duas filhas para acordar de manhã, a sentir-me feliz porque tinha um trabalho em que, em alguns dias, posso fazer a diferença na vida de alguém, porque tenho alguém que me ama incondicionalmente, porque tantas e tantas coisas...comecei a ser feliz...Não é treta, nem conversa de livro motivacional (nunca li nenhum).
Para mim, a chave de tudo está na gratidão. Nada na vida me foi dado de mão beijada...Raras foram as vezes em que consegui as coisas que pretendia na primeira ou na segunda tentativa. No entanto, por vezes, comovo-me ao pensar nas coisas que tenho para agradecer... 


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A minha primeira vez...

6 de julho de 2017

Não, não vos vou falar de intimidades. 
Vou falar-vos da minha primeira vez no mundo do Reiki. 
Há já cinco anos a Dr. ª Teresa Guerra, uma expert em Reiki, numa conversa comigo sobre outros assuntos, fixou-me o olhar e disse-me que eu devia praticar o Reiki.
Na altura fiquei curiosa, mas passou-me e nada fiz.
Até há uns dias. Resolvi marcar uma primeira sessão, fui um pouco naquela do "mal não faz". No entanto, não imaginava que tivesse um impacto tão grande em mim. Nunca pensei que fosse possível que alguém, sem me tocar, me conseguisse, num campo de troca de energias, fazer ter as sensações físicas que tive.
Se foi prazer o que senti? Não, não foi. Mas, involuntariamente, os meus membros moveram-se. Foi uma limpeza completa de energias negativas.
Descobri que sou uma esponja e que, para mal dos meus pecados, absorvo todas as energias negativas à minha volta. Ao que parece tenho um campo espiritual imenso e tenho que aprender a proteger-me e a trabalhar as energias positivas que transporto comigo em prol da minha pessoa e daqueles que amo.
Adorei. Estou ansiosa por começar o nível um.
Estou em crer que se não fizesse meditação diária, o contratempo que me surgiu, teria feito muito mais mossa!
Chamem-me tola. Mas, se não vos parecer uma coisa do outro mundo experimentem. Vale muito a pena.


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