Mostrar mensagens com a etiqueta Filhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Filhos. Mostrar todas as mensagens

Seremos a excepção??

2 de fevereiro de 2018

Por motivos profissionais, lido diariamente com psicólogos, terapêutas, pedopsiquiatras, médicos pediatras e toda uma panóplia de profissionais ligados ao desenvolvimento e saúde infantil e do adolescente.
Quer nos nossos contactos diários por questões concretas, quer em acções de formação que frequento ou em livros que me auxiliam, a opinião é unânime: os filhos são o espelho dos pais, os filhos reproduzem o modelo de amor, de relacionamento social e de obediência às regras que vêem nos pais.
A concordância é tal que não me atrevo a questionar. Nos meus pareceres tendo a usar frases (chavões) idênticos.
Mas, depois chego a casa ao fim do dia e tenho uma que é a tranquilidade em pessoa (apenas com alguns achaques de fúria), partilha tudo (apesar de pré-adolescente), e tem uma vontade enorme de ajudar em tudo; e tenho outra que é um furacão, fecha-se em si mesma e faz um ar de enfado quando tentamos saber coisas sobre o dia.
Depois, tenho da escola a informação, relativamente a uma de que é muito bem comportada, educada, estudiosa e trata bem os demais; e relativamente a outra de que é uma traquina, respondona, muito inteligente, preguiçosa e faladora. Tem um sentido de humor genial.
As minhas Minis são diferentes não só fisicamente. São o oposto em termos de personalidade e comportamentos. Cada uma alegra os meus dias de forma totalmente díspar.
E se relativamente à parte física tenho a explicação da genética, relativamente ao comportamento pergunto-me se eu e o meu marido sofreremos de alguma bipolaridade em termos educacionais ou se seremos apenas a excepção à regra...

Read More

E, que tal, um abraço?

2 de dezembro de 2017

Há dias em que parece que todos acordamos virados do avesso.
Hoje estive sozinha com elas e foi um desses dias. Acho que apenas a Mel e a Mimi (cachorra e gata) não gritaram e não se zangaram. Foi um dia desgastante de desobediência delas e falta de paciência da minha parte.
Depois de quase chegar à exaustão com tanta implicância, achei que a solução poderia passar pela técnica do abraço. Quando ela (a Mini mais nova) se preparava para disparar mais um rol de barbaridades que poderiam acabar muito mal, quando ela ia abrir a boca  tapei-lha e abracei-a muito, muito forte. Nem sempre é fácil fazer isto em dias em que durmo mal, em que a cabeça rebenta e não tenho paciência.
Tudo sossegou depois do abraço. Não sei qual de nós precisava mais, se eu se ela!

Read More

Já percebi...

14 de novembro de 2017

Foi preciso chegar a época de Natal para realmente "me cair a ficha" como se costuma dizer. Toda a gente a dizer que as meninas estavam a ficar umas crescidas, eu a comprar os tamanhos de roupa maiores, a ter conversas cada vez mais maduras com elas...mas eu sem me aperceber muito bem!
Até que chegou o folheto de Natal da Toys`R`US e não suscitou qualquer interesse ( ao contrário de antigamente em que o viam milhões de vezes e todos os dias queriam alguma coisa diferente). Até que veio o fim de semana dos 50% de desconto nos brinquedos no Continente e elas nem chamaram atenção para o facto. Até que chegamos a meio de Novembro e elas, para além dos bilhetes para o concerto da Shakira (que, entretanto, foi cancelado) não pediram nada em concreto.
Pois é. Elas cresceram mesmo. Estamos na fase seguinte. Tenho alguma nostalgia. Mas não é mau. É sinal que elas estão a desenvolver-se.

Read More

Coisas da vida...

8 de novembro de 2017

A vida é uma montanha russa...
Se num dia estamos, alegremente, a planear fazer uma coisa que nos dará prazer a todos, no dia seguinte recebes a notícia de que alguém que amas incondicionalmente tem um problema de saúde grave que pode inviabilizar a realização desse sonho comum! Claro, que o grave aqui não é não realizar o sonho. O grave é o problema de saúde, mas não deixa de ser demonstrativo das voltas da vida.
Aconteceu connosco entre o fim de semana (em que planeamos as férias) e o dia de hoje. 
Tive a tentação de me sentir miserável e revoltada. No entanto, penso que a minha fase de auto comiseração já passou. Decidi não deixar ninguém desistir do sonho, mas antes aceitar a possibilidade de que ele não se concretize tão depressa. Decidi que os obstáculos são para ser ultrapassados e que gastar energia com medos e angústias é desperdiçar recursos essenciais ao nosso equilíbrio.
Vida, mexeste com a minha família. Quiseste mais uma vez por à prova a minha capacidade de resistência e de adaptação. E eu estou cá para te mostrar que quando estamos em paz connosco nada nos vence!

P.s. Muito grata a quem me abriu os caminhos da meditação e do reiki. Esta paz não seria possível sem estas ferramentas.


Read More

Das coisas da maternidade...

27 de outubro de 2017

Nunca, até as minhas filhas manifestarem as suas vontades, festejei o halloween. Nem sequer na minha terra havia a tradição do "Pão por Deus". O dia 31 de Outubro era apenas um dia de agitação lá em casa porque havia que preparar as flores e velas para levar ao cemitério no dia 1 de Novembro.
Com elas no infantário, comecei a ter que correr os hipermercados à procura das abóboras típicas e a fantasiá-las. Depois de alguma resistência, lá engoli e, para as ver felizes, deixei de fazer o meu ar contrariado e de tentar convencê-las de que a celebração não era nossa, que não tinha pés nem cabeça.
Ultimamente, a minha mudança de atitude foi tanta que tudo me serve para festejar. Como adoro cozinhar, aproveito para fazer coisas típicas de Outono, mas encomendo aquelas coisas com um ar "macabro" a uma amiga, porque ainda não evoluí tanto ao ponto de me dispor a fazer dedos e unhas com sangue e ar nojento em pastelaria.
Seja como for, acho graça que os miúdos da vizinhança venham cá a casa e gosto de ter doces para os presentear. 
No fundo, no fundo, deixei-me de tretas e arranjei mais um motivo para festejar.
A maternidade leva-nos a estas coisas!

  
Read More

Negligência? Sim, sem dúvida!

21 de setembro de 2017

Como mãe de duas crianças, que ainda não há muito foram pequenas traquinas, incapazes de prever quaisquer perigos, custa-me sempre fazer juízos acerca do comportamento de outros pais, sobretudo se não sei pormenores.
Apesar disso, devo dizer que fiquei um bocadito "apalermada" ao ouvir a expressão de que os familiares da criança de dois anos e meio que foi colhida por uma comboio Intercidades, na linha da Beira Alta, estavam revoltados com a falta de condições de segurança do apeadeiro.
Percebo e concordo que as condições de segurança eram péssimas, mas, isso para mim era apenas motivo para uma atenção redobrada daqueles familiares. Percebo que a criança fosse traquina e viva, mas, isso para mim, é apenas motivo de atenção a triplicar. Repare-se que não sabem explicar como a criança estava a caminhar pela linha ou a brincar nela. 
Uma situação era a criança ter saído disparada de ao pé dos familiares e eles não se terem apercebido no imediato segundo (como dizia a minha mãe "as crianças cegam-nos"). Outra bem diferente é não haver explicação para o facto de o bebé estar naquele local.
Se queremos preservar os nossos filhos, não podemos estar à espera que as circunstâncias sejam as adequadas ou agir como tal. Temos de portar-nos com mil olhos, de acordo com as circunstâncias.

Read More

Crucifiquem-me...

12 de setembro de 2017

Estão as redes sociais portuguesas em polvorosa por causa de algumas afirmações de uma série de mães plasmadas num livro, prestes a sair.
Num mundo onde as pessoas se escandalizam por da cá aquela palha até entendo que isto seja mais um motivo para uma acesa discussão.
No entanto depois de ler o artigo, depois de ler o relato, ou o excerto das conversas tidas com estas mães pela autora, confesso que não estou chocada. Uma mãe dizer que se soubesse bem como era teria abdicado da maternidade, ou seja, não teria tido filhos, não é nada de aterrador.
 Não me choca absolutamente nada. Não abdicaria de ter tido as minhas filhas e se a vida tivesse proporcionado teria tido mais uma. No entanto, penso que estamos todos de acordo que ninguém tem a noção do que é ser mãe até ter filhos. E, não tenho dúvidas que ter um é diferente de ter dois, como ter dois é diferente de ter três. Parece-me, contudo, que estas mulheres não se referem a abdicar dos seus filhos em concreto, nem referem que não os amam. Abdicariam sim da maternidade. Não da Maria, da Leonor ou do João. Da maternidade em si e ponto final. Para mim isto é absolutamente legítimo, já que, volto a frisar, a maternidade não se pode contar ou saber como é senão vivenciando-se e ser mãe (ou pai) não é para todos. Arrependemos-nos de tantas coisas na vida pelo que não acho nada do outro mundo que as pessoas (mulheres) percebam a posteriori que a maternidade não é nada daquilo que pensavam que seria ser. Volto a frisar que não me parece que estas mulheres não amem os seus filhos, nem digam que não gostam deles. Não gostam da maternidade em si. Eu tenho a certeza de que é a coisa mais importante da minha vida, o que não quer dizer que muitas vezes não desespere. Mas isso sou eu que me realizo na maternidade. E quem não se realiza? Não somos todas iguais. Nem todos temos a mesma capacidade de dedicação. Recebemos muito em troca. Para mim é uma coisa fantástica. Mas é necessária uma grande capacidade de abnegação que nem todas as mulheres e homens têm. Claro que as crianças não têm culpa, claro que é terrível para elas terem uns pais que não se realizam na maternidade. Mas, volto ao ponto de partida, ninguém sabe o que é a maternidade até ter filhos e a maternidade vive-se de forma diferente consoante os filhos. Eu sempre me disse incapaz de fazer um aborto, tivesse o meu bebé o problema que tivesse. E, dizia-o independentemente de ser católica. Hoje, continuo católica, mas ao trabalhar na área da família e ao conviver com uma grande amiga que se tentou suicidar já por duas vezes porque não consegue lidar com as deficiências da filha para além da esquizofrenia da miúda, pergunto-me o que teria feito se me acontecesse uma coisa dessas hoje. A vida fez-me deixar de ser radical em relação a tanta coisa.


Read More

Alguma dica...

29 de agosto de 2017

A minha Mini mais velha está completamente vidrada na leitura. Hoje comprei-lhe o décimo livro das ultimas três semanas. Todos da Enid Blyton. 
Fico contentíssima por ela devorar livros, mas a minha carteira não fica tão contente. Se considerar que cada um custa 9, 90 mais ou menos...prefiro nem fazer as contas. Quando saio para ir ao hipermercado é rara a vez que não trago um livrinho a ser devorado em 24 a 48 horas.
Algum de vós tem livros em segunda mão desta autora ou do género que me queira vender mais baratinho? Conhecem algum sítio onde possa arranjar? ´É que, para nosso azar, as biblioteca aqui da zona não é muito recheada deste género de livros.
Read More

Bem visto...

29 de junho de 2017

Os miúdos têm coisas que nos deixam a pensar...têm uma perspicácia que, por vezes, nos espanta.
A minha Mini mais nova, por vezes, joga um jogo que é um simulador da vida real, chamado "The Sims 4". Para quem não conhece, é um jogo em que se constroem famílias, as pessoas têm de trabalhar para pagar contas, estudar, desenvolver relações sociais, namorar, ter filhos, os filhos crescem, vão à escola, etc... etc... 
Ontem disse-me que o jogo tinha uma grande falha. Que, o jogo, querendo ser uma simulação da vida real, não era perfeito. Que não percebia porque é que todas as crianças do jogo eram crianças iguais, apenas diferentes nas cores do cabelo, cor dos olhos ou da pele...que o jogo deveria ter meninos especiais, diferentes, como meninos autistas, com trissomias, que não pudessem ouvir ou falar...porque na vida real, na escola dela era assim...
Achei interessante esta percepção que ela teve.
Read More

Tem a sua piada...

11 de junho de 2017

Desde que me lembro, sou aficcionada por gatos...desde miúda sempre pedi aos meus pais para ter um gato. Achava graça aos cães mas não me sentia especialmente ligada a eles.
A Mimi é a minha quarta gata, todas adoptadas. É a minha grande companheira. Está connosco há sete anos.
Para além dos peixes e dos pássaros, sempre tive necessidade de um animal que interagisse comigo. Curioso, porque sou filha de mãe que não gosta mesmo nada de animais (porque são uma prisão, porque estragam tudo, porque sujam...enfim, uma panóplia de desculpas), mas que se afeiçoou imenso à minha gata.
Quando decidimos ter mais uma "filha", não humana nem felina, não imaginei que fosse possível, algum dia, ligar-me tanto, mas tanto a um cão.
Ontem era dia de visitar a Mel que ainda está com a sua mãe de raça. Mas a dona da mãe não pode receber-nos. Fiquei para morrer. Cheia de saudades.
Hoje estava ansiosa. Penso, aliás, que estávamos todos.
Eu, uma mulher de gatos, completamente apaixonada apor um cão! Tem a sua piada!





Read More

A minha vida...

3 de junho de 2017

É preciso estarmos em paz para fazermos determinadas coisas. Ter uma cachorrinha cá em casa foi uma coisa que resolvemos agora que temos disponibilidade mental para assumir mais uma filhota.
Sempre fui amante de gatos. A minha filha mais velha também. Já o pai e a mais nova são doidos por cães.
Depois de muito pensar e repensar, decidimos que estávamos capazes de assumir a responsabilidade de mais uma. Confesso-vos que, sendo uma apaixonada por felinos, nunca pensei poder amar tanto uma cachorra. Conquistou-nos completamente.
Daí que os meus dias se passem entre as visitas à Mel, que ainda tem de tomar vacinas, e a jardinagem, actividades que fazemos em família e que nos têm trazido muitas alegrias.
Olhem só, as minhas duas filhas mais novas e os meus coentros!!!





Read More

Ora vivam!!!

1 de junho de 2017

E porque hoje é dia 1 de Junho, e porque hoje é o dia da criança, estou particularmente sensível.
Sensível porque trabalho na área da família e das crianças e o que mais me tem passado pelas "mãos" são histórias terríveis, de crianças que umas vezes sucumbem às adversidades, mas em outras são verdadeiros guerreiros.
Sensível porque tenho duas crianças (verdadeiras em idade) em casa a quem desejo o melhor do mundo e por quem tento fazer o melhor (embora nem sempre o consigo).
Sensível porque tenho muito de miúda em mim e esta é uma faceta que não quero perder.
Além do mais, acabei de descobrir que uma das pessoas que eu mais admiro vai ser pai novamente (se bem que, a imprensa que o tenta deitar a baixo já o tivesse anunciado, mas de uma forma absolutamente abjecta e falsa). Sim, quem me segue sabe que me refiro ao CR7. E, confesso-vos que a minha alegria vem mais do facto de ter descoberto que é a namorada que está grávida, pois que, por muito que goste dele não gostei da forma como teve o primeiro filho.
Coscuvilhices à parte, desejo a todos nós, dos que ainda estão para nascer (S* esta é para o Rafael), dos que estão na infância verdadeiramente e aos que não deixaram morrer a criança que tinham dentro de si, um excelente dia. Não esqueçam contudo, que este dia só faz sentido, se todos fizermos alguma coisa para melhorar a vida dos nossos meninos, tanto emocionalmente como em termos de condições de saúde e familiares.

Read More

Vou ser mãe outra vez...

24 de maio de 2017

Vou ser mãe de outra menina, mas esta já nasceu no dia 22 de Abril. Não, não vou adoptar uma criança. Depois das Minis e da Mimi vou ser mãe da Mel. Só pode vir cá para casa a 22 de Julho, quando completar 3 meses. Bem sei que já tive uma cadela e que a coisa não correu muito bem. Que sofri horrores porque tive de a dar a uns amigos. Mas, na altura a mais velha tinha 5 anos e a mais nova 3. A cadela com 7 meses pesava 40 quilos, atirava-se às Minis e elas morriam de medo dela porque não entendiam que ela só queriam brincar. Esta, em adulta, vai pesar no máximo dos máximos 8 quilos, e elas têm agora, 11 e 9 anos.
Estou, finalmente, preparada para assumir de novo a "maternidade". As Minis já assinaram um documento a responsabilizar-se em limpar os xixis e os cocós, enquanto ela não aprender a fazer no sítio certo. A Mini mais velha disse para darmos o tablet a quem dele precise. A mais nova, diz que só usa o dela ao fim de semana, ao Domingo. Isto tudo escrito e assinado, a ser colocado numa moldura a por no escritório de casa.
As idas com a Mel (assim se vai chamar) à rua estão já distribuídas por nós.
É para cumprir. Não é um brinquedo. É mais uma filha que vou ter.


Read More

Serão só as minhas???

13 de maio de 2017

A Mini mais velha não gosta de chá de qualquer espécie (seja ele preto, infusão de ervas ou frutos), seja ele sem açúcar ou bem docinho.  Não gosta também de lulas nem nem polvo.
Já a mais nova não gosta de ervilhas e nem pode com o cheiro de pizza...
Quer dizer. Não sei se deva falar no presente ou no passado...talvez seja melhor dizer em casa e connosco ou na casa de terceiros ou com terceiros.
Na semana passada a mais velha foi dormir a casa de uma amiga. Vai daí que, ao deitar ligo para saber como estava, ao que a mãe da amiguinha me responde que tinha tomado duas chávenas de chá de camomila e dormia tranquilamente. Na terça feira fomos jantar a casa de uma colega minha e, vai daí, o jantar era arroz de polvo e ela não só comeu com agrado como repetiu...
A mais nova, acabou de me dizer que em casa da E. onde passou a tarde de ontem comeu uma pizza fabulosa da marca Continente...Só falta mesmo comer ervilhas...
Pergunto-me se sou eu que não sei cozinhar, ou se são elas que são bipolares????

Read More

Também vos aconteceu?

4 de maio de 2017

Uma amiga um pouco mais velha que eu encontrava-se hoje bastante nostálgica e pensativa. Hoje era dia de aniversário da sua única filha, que se encontra quase a ter bebé e ela além de pensar em como a vida corre depressa, desabafou comigo que temia que o facto de a filha se tornar mãe dentro em breve, a distanciasse dela...que tornasse mais superficial a relação profunda existente actualmente entre ela.
Não se se convosco aconteceu, mas, comigo, curiosamente, o facto de ter sido mãe só me fez aproximar ainda mais dos meus pais. Se bem que fui sempre fazendo as coisas à minha maneira (ninguém sabe o que é melhor para as minhas filhas que eu e o pai, já que as conhecemos muito bem), o que é certo é que a maternidade me deu uma perspectiva completamente diferente da vida, nomeadamente no valor e carinho que dou aos meus pais. Isto, porque, se por um lado percebi, finalmente, o que é viver com o coração fora do peito e os sacrifícios (compensados é claro) que ter filhos implica, por outro lado, no caso específico da minha mãe, conheci uma faceta que não conhecia (ou talvez conhecesse mas não da forma exagerada que é com as minhas filhas). Conheci a faceta de uma mulher absolutamente "babada" pelas netas, com uma energia e paciência que comigo não tinha. 
Claro que perdi algum do meu espaço enquanto filha, porque sinto que, quando estamos juntos a vontade de matar saudades que vem imediatamente ao de cima é em relação a elas. No entanto, confesso, isso até me faz feliz.
Para mim vale a máxima:

Read More

Porque temos de ser mais firmes que eles!!!

25 de abril de 2017

Dia feriado...as Minis há dias andavam a pedir para trazerem uns amigos cá a casa! 
No fim de semana combinamos que seria no feriado.
Fiz o almoço para os 4 amigos (um amigo de cada uma e elas próprias). Depois do almoço, o pedido veio logo: vamos jogar isto e mais aquilo nos computadores. Disse-lhes imediatamente que não! Pensaram nos telemóveis.  Disse-lhes que não! Protestos mais protestos.
Expliquei-lhes que, se era para estarem à frente de um ecran, cada um tinha ficado nas suas casas. Não ficaram muito convencidos e tentaram argumentar. 
Não podíamos ir para o parque porque não tinha bancos e lugares no carro para todos.
De facto, com a dor de cabeça com que estou e havendo computadores e tablet (já que um dos meninos trouxe um), era muito mas muito mais fácil deixar estas quatro "alminhas sossegadinhas", quais zombies.
Não sou perfeita, não digo que já não tenha deixado as minhas filhas entreterem-se com o PC ou com o tablet para poder fazer outras coisas. Mas hoje não. Hoje era dia de estarem com os amigos! 
Enquanto arrumei a cozinha e tratei das minhas lides domésticas, jogaram ao Monopoly, viram um filme e comeram pipocas e jogaram às cartas. Por fim, futebol, no hall! Tudo a quatro. 
A algazarra mais que muita (excepto no filme).
Mas aposto que eles se divertiram muito mais.

Read More

Coisas que não me convencem...

4 de abril de 2017

Somos um país com uma das maiores taxas de vacinação no mundo. Devo dizer que isso me alegra, pois diz muito acerca da nossa evolução em termos de saúde profilática.
Não obstante, tenho lido, que em Portugal e na Europa têm surgido imensos casos de sarampo e outras doenças evitáveis através de vacinas incluídas no plano nacional de vacinação. Isto causa-me uma comichão incrível. Apesar de não ser obrigatória a vacinação, não entendo como alguns pais se deixam levar por novas teorias acerca das desvantagens da vacinação, concluindo que as mesmas são prejudiciais aos miúdos.
Nunca me esquece de um blog que segui aqui durante meses a fio, de uma mãe que perdeu uma filha com pouco mais de um ano, porque tinha ficado convicta dos fundamentos dessa corrente e tinha optado por não vacinar a pequena, que acabou por morrer de uma doença evitável com uma das vacinas dadas nos primeiros dias de vida.
Já li muito sobre o assunto e não fiquei convencida. Percebo que alguns pais não possam dar aos filhos vacinas fora do plano nacional de vacinação, dado o seu preço exorbitante. Mas, senhores, aquelas que estão disponíveis para todos?


Read More

Não adianta forçar...

2 de abril de 2017

Não adianta forçar, não adianta projectarmos nos filhos as nossas aspirações. Eles são eles mesmos e não há nada a fazer.
Uma das coisas que sempre achei essencial para as minhas filhas era elas saberem tocar algum instrumento. Há exactamente 3 anos começaram com as aulas de música. Uma na viola e outra no piano. Exigia um esforço de coordenação de horários entre aulas práticas e teóricas, mas como eu "fazia gosto" em que elas soubessem música, já que eu nunca tive a oportunidade de aprender, tudo se arranjava. No entanto, apesar dos progressos na aprendizagem, notava que elas não tocavam em casa de livre e espontânea vontade.Tínhamos que ser nós a entusiasmar.
Depois de umas semanas de férias sem tocar tivemos uma conversa séria e transmitimos que, pelo menos temporariamente, iam deixar a música. Não se importaram e nunca mais falaram nisso.
Confesso que, apesar de morarmos numa zona em que há muita tradição na matéria, nunca liguei nada a cavalos. O meu marido sabe montar a cavalo, mas eu nunca me entusiasmei. Até ao dia...até ao dia em que passamos no centro equestre por acaso, até ao dia em que elas experimentaram uma aula grátis e nunca mais quiseram parar... é a loucura total, estejam a fazer o que estiverem, se falo que são horas de equitação é vê-las iluminarem-se...é um sorriso tão cristalino que têm quando estão no cavalo que só visto. E eu... aprendi a gostar também!

Read More

Coisas que me entristecem...

1 de abril de 2017

Desde que estou a trabalhar na área da família e com as crianças, tenho constatado que, ao contrário do que pensava, ainda há muitas pessoas que têm filhos só porque sim, ou só porque acontece...
Sei bem que acidentes acontecem (embora seja muito fácil evitar uma gravidez indesejada), mas o que me deixa espantada não são os nascimentos resultantes dos ditos. O que mais me tem espantado é a quantidade de pessoas jovens que vão viver juntas ao fim de dois o três meses de namoro e, zás, ao fim de pouco tempo arranjam um bebé. 
Não tenho nada contra que as pessoas morem juntas quando lhes apetece. Mas penso que deveriam pensar muito bem antes de verem se a vivência resulta e se estão preparados para ser pais e mães à séria. 
São inúmeros os casos que me passam pelas mãos de crianças que, quando nasceram, os pais já não estavam a viver juntos, que ficam indefinidamente ao cuidado dos avós, porque os pais já partiram para outras relações e o novo companheiro não aceita bem o filho da anterior relação e, mesmo de crianças que não contactam com os pais ou com as mães há meses ou anos...
Apesar de dar graças a Deus por existirem avós e tios, padrinhos e madrinhas que se dispõem a tomar conta dos meninos e a prover pela sua subsistência e desenvolvimento em todos os níveis, continuo convencida que ninguém substitui a figura dos pais, o papel que cada um deles tem...nem mesmo as ditas mãe que, quais guerreiras, são mães e pais, ou os pais que são pais e mães...


Read More

Se calhar estou errada...

27 de março de 2017

Tenho duas filhas que nasceram e têm crescido absolutamente diferentes em termos físicos e em termos de maneira de ser e estar. 
Uma loura de olhos azuis, outra morena de olhos escuros. 
Uma absolutamente dócil e obediente e outra completamente rebelde. Penso que já aqui o escrevi. Confesso que não sei de qual das formas ser me agradava mais. Apesar de rebelde, sempre foi muito mais fácil para mim convencer a mais nova. Isto, até há uns meses. Altura que coincidiu com a ida da mais velha para o 5º ano e com a entrada de ambas para a catequese.
Se a escola dos grandes (sim, porque tem do 5º ao 12º ano) tornou a mais velha mais respondona, a catequese tornou a mais nova numa criança muito mais sossegada, menos impulsiva.
No entanto, tanto em relação a uma como a outra, embora admita que não goste de ouvir falar coisas negativas a respeito delas, sou muito desconfiada. E, quando alguém me relata um comportamento menos próprio, por muito que elas me neguem, faço-as passar "as passas do Algarve" até descobrir a verdade. Não sei se estou errada, mas nunca assumo perante terceiros que acho a minha filha incapaz disto ou daquilo porque, na verdade, embora lhes tente transmitir os melhores valores que sei, nada me garante que, fora da minha alçada e da do pai não tenham comportamentos impróprios.
E custa-me. Mais do que não pôr, sem mais, as mãos no fogo pelas minhas filhas, custa-me ver mães e pais, a defenderem cegamente os filhos, sobretudo, quando são miúdos reconhecidamente problemáticos ou quando eu mesma já assisti a situações terríveis em que estiveram envolvidos.
Estou aqui para proteger as minhas filhas, mas não as posso proteger a todo custo, sob pena de criar duas delinquentes...


Read More