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Não me espanta...mas preocupa-me!

12 de outubro de 2017

Ao que parece, um relatório efectuado pelo Ministério da Educação tem, entre as suas conclusões que, entre 2009 e 2015, mais que triplicou o número de crianças e jovens que estão medicados com Metilfenidato, mais conhecido por Ritalina, sendo que há turmas onde cerca de metade dos alunos toma, por indicação médica, tal substância. 
Esta conclusão não me espanta. Trabalho na área de apoio à família e crianças e são inúmeras as vezes em que os pais me referem que os filhos estão medicados com tal medicamento. Apesar de não me espantar, preocupa-me profundamente. Sobretudo, porque acho, tal como muitas pessoas que trabalham na área , que, mais que uma questão de moda, é um problema que tenderá a agravar-se, e que tem muito que ver com a falta de paciência, com a "demissão" em relação às responsabilidades parentais por parte de muitos pais e com a necessidade de os professores (cansados da confusão e do mau comportamento nas salas de aulas) de captarem a atenção dos alunos da forma mais fácil e cumprirem as metas curriculares que lhes são impostas.
Sou muito imperfeita enquanto mãe, perco muitas vezes a paciência, grito muito e, às vezes bem que me apetecia ter um super poder para poder fazê-las estar sossegadas. No entanto, quando me sinto mais agitada, faço coisas como caminhadas e meditação. O Reiki tem sido uma arma poderosíssima, na luta contra alguma instabilidade. A mais nova tem um feitio "levado da breca" como se diz na minha terra. Por vezes, é desesperante! Mas nunca me passou pela cabeça (nem o pediatra me sugeriu, perante as minhas queixas) dar-lhe qualquer medicação para fazê-la sossegar.
Estou muito preocupada!!!


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Apesar de não ser fã...

2 de outubro de 2017

Quando a Mini mais velha foi para a 1ª classe e, no fim do ano, foi nomeada para o quadro de excelência, não posso dizer que me foi indiferente. Embora então, tal como agora, o que me importa verdadeiramente é que sejam felizes e, se possível, boas alunas.
Com o tempo fui-me apercebendo do quão ineficazes ou contraproducentes podem ser estas escolhas e o quanto de subjectividade têm. Não é uma prática que aplauda, de todo.
Passou a ser uma rotina, no final de Setembro, ir ao recebimento do diploma pela mais velha.
No entanto, apesar da "cerimónia" de hoje ter sido em tudo idêntica às outras, foi aquela que verdadeiramente me fez exultar de orgulho.
A Mini mais nova está no 4º ano e até hoje nunca tinha sido escolhida. Não porque não tivesse um excelente aproveitamento, mas porque, dado o seu feitio vincado, para tristeza minha e do pai, nunca foi nomeada. Sempre achei justo que não o fosse, tendo em conta que um comportamento meritório é também factor essencial na escolha. No entanto, o ano passado, quando fomos à cerimónia da irmã, olhou-me nos olhos e depois fez um pacto com a professora. Ia deixar de estar a tagarelar nas aulas, ia deixar de ser rebelde e mal comportada. E, tal terá sido o esforço, que hoje foi compensada. A alegria foi enorme para ela. Para mim e para o pai foi imensa, porque ela aprendeu que também se sabe portar bem e que tudo é uma questão de pensar, contar até dez e respirar fundo antes de disparar boca fora.
Apesar de não ser apologista destas nomeações, a de hoje encheu-me de alegria.


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Talvez seja maturidade, talvez seja desilusão...ou apenas um estado de paz.

24 de setembro de 2017

Durante grande parte da minha vida vivi rodeada de pessoas que, pelo muito bem que me fizeram, muitas vezes gratuitamente e, pelo bem que lhes pude fazer, as considerava amigos insubstítuveis.
Com o tempo, as coisas foram mudando. Não que considere que as pessoas são substituíveis. Apenas percebi que, ninguém, além de nós mesmos (e de um reduzidíssimo número de pessoas), somos o essencial ao nosso bem estar à nossa serenidade.
Aprendi a lidar com as livres escolhas das pessoas, sem deixar de lhes querer o melhor do mundo. Deixei de criar expectativas acerca da sua presença física na minha vida nos momentos mais difíceis.
Uma coisa é a pessoa não poder estar contigo quando instada por duas ou três vezes, outra coisa é, sistematicamente deixar de atender o telefone, mesmo que ligues numa situação de desespero e insistentemente. De início, ficava magoada, desiludida...agora não! Agora, pura e simplesmente lhes desejo o melhor do mundo, mas nada espero delas, como elas não esperam de mim. E frise-se isto nada tem a ver com uma ausência vulgar de contactos. Tem que ver com indiferença perante alguns apelos.
Deixaram de haver 2 géneros:; os amigos e os não amigos. Passou a existir um terceiro género: os assim assim. Penso que, nos assim assim, estão a maior parte dos que outrora fizeram parte de outro rol.
E sabem que mais? Vivo muito mais em paz!

Porque a amizade também precisa destes momentos!
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Distanciamento...lucidez...

12 de julho de 2017

Ás vezes é mesmo o distanciamento que nos permite ver com lucidez a estupidez ou o ridículo em que caímos, por vezes, quando nos viciamos em algo.
De há uns tempos para cá que me venho distanciando do facebook. Mas, nem sempre foi assim, e fi-lo porque percebi que precisava de me desintoxicar e estava a perder a paciência.
Mas hoje, passei um bocado por lá...e dei-me conta de como em tempos terei sido exagerada...e dei-me conta porque me revi nas publicações de uma amiga, ou seja, vi como era a minha relação com o face anteriormente. Essa minha amiga, está de férias no estrangeiro...no espaço de 8 horas, publicou mais de 30 fotografias dos sítios por onde andou, do que comeu, do que fez...
Pensei para comigo: mas, ela não está de férias? Será que não larga do telemóvel e o facebook? Estas pessoas não desligam para poderem aproveitar a família?
Depois... depois...dei por mim a morder a língua e a pensar que eu era exactamente assim...E levava a mal que me dissessem alguma coisa...
Há coisas que não conseguimos ver com clarividência senão quando nos distanciamos.


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Humildade...

24 de junho de 2017

Por vezes, inchamos, e achamos que somos muito importantes na vida das pessoas...Achamos que temos um lugar especial nos seus corações, só porque sim, só porque simpatizamos muito com elas e lhes queremos muito bem...
No entanto, a indiferença com que nos tratam, ou o esquecerem-se de partilhar connosco momentos importantíssimos das suas vidas, embora nos deixem tristes, são verdadeiras lições de vida sobre as quais devemos reflectir...Lições de humildade, para que percebamos que, afinal, somos mais um, no meio de tantos.
Hoje apanhei um balde de água fria...no entanto, em vez de ficar a remoer, concluí que, na verdade, tenho tendência a achar que as pessoas me consideram mais que aquilo que, na verdade consideram... E isso é bom...Faz de mim uma pessoa mais humilde e com menos expectativas.
Vivendo e aprendendo. A humildade faz-nos grandes!!!!
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Ora vivam!!!

1 de junho de 2017

E porque hoje é dia 1 de Junho, e porque hoje é o dia da criança, estou particularmente sensível.
Sensível porque trabalho na área da família e das crianças e o que mais me tem passado pelas "mãos" são histórias terríveis, de crianças que umas vezes sucumbem às adversidades, mas em outras são verdadeiros guerreiros.
Sensível porque tenho duas crianças (verdadeiras em idade) em casa a quem desejo o melhor do mundo e por quem tento fazer o melhor (embora nem sempre o consigo).
Sensível porque tenho muito de miúda em mim e esta é uma faceta que não quero perder.
Além do mais, acabei de descobrir que uma das pessoas que eu mais admiro vai ser pai novamente (se bem que, a imprensa que o tenta deitar a baixo já o tivesse anunciado, mas de uma forma absolutamente abjecta e falsa). Sim, quem me segue sabe que me refiro ao CR7. E, confesso-vos que a minha alegria vem mais do facto de ter descoberto que é a namorada que está grávida, pois que, por muito que goste dele não gostei da forma como teve o primeiro filho.
Coscuvilhices à parte, desejo a todos nós, dos que ainda estão para nascer (S* esta é para o Rafael), dos que estão na infância verdadeiramente e aos que não deixaram morrer a criança que tinham dentro de si, um excelente dia. Não esqueçam contudo, que este dia só faz sentido, se todos fizermos alguma coisa para melhorar a vida dos nossos meninos, tanto emocionalmente como em termos de condições de saúde e familiares.

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Exaustas mas felizes...

14 de maio de 2017

Depois de um dia em cheio ontem...com as cerimónias de Fátima e o Salvador Sobral à noite, acordamos cedo e bem dispostas. 
Prontas para deitar as mãos à obra. Aproveitamos que a manhã estava nublada, e munidas com os nossos sacos de argila expandida, terra para plantar, sementes, adubo, vasos e água, demos início à nossa tarefa.
Plantamos, alface, salsa, coentros, manjericão, alecrim, camomila, girassóis anão, camomila, amores perfeitos, margaridas, cravos poetas, violetas, miosótis e perpétuas. 
Isto por partes. Paramos para almoçar. e, ao fim de almoço, já as Minis perguntavam quando voltávamos para a agricultura. Tivemos de esperar pelo fim de tarde porque o sol abriu.
Teria sido mais fácil comprar em vaso e tratar das plantas. Sujávamos menos e tínhamos mais que vasos e floreiras cheios de terra, que é o que temos agora...mas não nos tínhamos divertido tanto...e com isto, vamos todos aprender uma lição de paciência e de espera.


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Mas, não há máquinas de lavar a roupa?

9 de maio de 2017

Nestas coisas da maternidade já nada me vai espantando. Cada um com sua teoria...
O que eu nuca tinha ouvido era uma mãe dizer que, apesar de ficar mais longe, iria matricular o seu filhote numa creche com um espaço exterior reduzido e em pavimento próprio, porque não estava para deixa-lo naquele com quintinha lá ao pé de casa, pois que não queria vê-lo chegar a casa sujo todos os dias.
Se me tivesse falado numa questão de saúde até percebia, embora não concordasse, pois que tenho para mim que o contacto com a terra e a bicharada torna os miúdos mais resistentes. Agora, para não sujar e ela ter que lavar roupa?
Bem sei que a roupa suja se reproduz em casas onde há crianças...mas as máquinas de lavar existem para isso mesmo...ou não?


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Susto e medo!

28 de abril de 2017

Um grande susto foi o que eu apanhei quando começo a introduzir o tema desafio da "Baleia Azul" para alertar as minhas filhas dos perigos, para não estabelecerem qualquer tipo de contacto com terceiros e para me alertarem se algo de estranho acontecer e a mais velha, com 11 anos me começa a descrever com pormenor tudo aquilo em que consistia o jogo, com a maior das descontracções...Diz que tinha ouvido falar na escola...descansei quando me disse que tinha ouvido da boca de um colega que a alertava para o mesmo que eu pretendia alertar...mesmo assim, permaneço vigilante. Ela tem uma conta no facebook com dados pessoais falsos e sem fotografias. Contudo, desde que foi criada é a conta que tenho ligada ao meu telemóvel. Como, felizmente, o facebook funciona em vários sítios em simultâneo, sempre que posso, em horário não escolar em que não estou com ela, controlo os movimentos.
Bem sei que há quem defenda que os meninos e meninas merecem privacidade. Pois merecem. Mas, acima de tudo merecem ser protegidos e serem objecto de regras e limites. Por isso, não tenho qualquer problema em dizer que, quando chega da escola, o telemóvel me é entregue e que, diariamente, ou eu ou o pai, sem que saiba, viramos o telemóvel do avesso.
Tenho pena de viver num mundo que me obriga a fazer isto! Mas, acima de tudo, tenho MEDO, MUITO MEDO!
ESTOU EM ALERTA TOTAL!

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Porque temos de ser mais firmes que eles!!!

25 de abril de 2017

Dia feriado...as Minis há dias andavam a pedir para trazerem uns amigos cá a casa! 
No fim de semana combinamos que seria no feriado.
Fiz o almoço para os 4 amigos (um amigo de cada uma e elas próprias). Depois do almoço, o pedido veio logo: vamos jogar isto e mais aquilo nos computadores. Disse-lhes imediatamente que não! Pensaram nos telemóveis.  Disse-lhes que não! Protestos mais protestos.
Expliquei-lhes que, se era para estarem à frente de um ecran, cada um tinha ficado nas suas casas. Não ficaram muito convencidos e tentaram argumentar. 
Não podíamos ir para o parque porque não tinha bancos e lugares no carro para todos.
De facto, com a dor de cabeça com que estou e havendo computadores e tablet (já que um dos meninos trouxe um), era muito mas muito mais fácil deixar estas quatro "alminhas sossegadinhas", quais zombies.
Não sou perfeita, não digo que já não tenha deixado as minhas filhas entreterem-se com o PC ou com o tablet para poder fazer outras coisas. Mas hoje não. Hoje era dia de estarem com os amigos! 
Enquanto arrumei a cozinha e tratei das minhas lides domésticas, jogaram ao Monopoly, viram um filme e comeram pipocas e jogaram às cartas. Por fim, futebol, no hall! Tudo a quatro. 
A algazarra mais que muita (excepto no filme).
Mas aposto que eles se divertiram muito mais.

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Rua com elas!!!

10 de abril de 2017

Agradeço a Deus o bom tempo que tem estado (que ao que parece vai mudar). Se bem que me seja agradável estar em casa, já não me é tão agradável estar em casa de férias com as minhas filhas também de férias.
Não que não adore a companhia delas. Mas, de preferência, uma de cada vez. É que, quando estão as duas em fechadas em casa muitas horas juntas, é uma desgraça. Das duas uma: ou estão vidradas nos computadores ou então estão constantemente a picar-se. Fico de cabelos em pé. Como não gosto que estejam muito tempo à frente dos ditos, proíbo a sua utilização e brincamos, jogamos...mas é um constante picanço e discussões. Acabam quase sempre amuadas.
O mesmo já não acontece quando vamos para a rua, para um local onde possam correr e brincar.
Hoje saímos logo pela manhã e voltamos às 19 horas. Não me lembro de se terem zangado. O ar, a claridade e o verde fazem-lhes bem...quero lá saber das nódoas que vêm na roupa e das unhas de cavadoras! Nada que a água não lave...






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Culpados?

9 de abril de 2017

Corre pelas redes sociais a notícia dos alunos portugueses que, por mau comportamento, foram expulsos de um resort espanhol.
Devo dizer que, se bem que tenha pena que assim seja, esta expulsão não me espanta. E, não me espanta, porque há anos que vem sendo esta loucura nestas férias da Páscoa dos finalistas.
Levantam-se as vozes. Professores, como habitualmente, culpam os pais, que não dão educação aos meninos, porque a escola, no seu entender serve para ensinar línguas, matemática e outras matérias. Pais tentam sacudir a água do capote dizendo que a escola preocupa-se mais em preparar alunos para terem boas notas e estarem nos rankings do que formar cidadãos.
Acho, como mãe, como familiar de professores e como profissional que trabalha diariamente com meninos e adolescentes, que todos têm a sua culpa.
A escola que, por um lado, sobrecarrega os miúdos com trabalhos e mais trabalhos, que não tem tempo de cumprir programas e arranja aulas extra, não dando margem aos miúdos para correrem, gastarem as suas energias, e por outro lado,não tem opções como o yoga ou outras actividades equilibradoras da energia. A escola que tenta abafar, por vezes, algumas situações de bullying e outros comportamentos graves, não dando deles conhecimento aos encarregados de educação (falo no meu caso concreto, em que a minha filha esteve envolvida numa situação em que eu deveria ter sido avisada e não fui ou em que a minha outra filha passou a chegar a casa cheia de nódoas negras, queixando-se que lhe batiam e diziam que ela tinha germes, e, alertada a escola, nada foi feito).
Os pais que vivem numa correria, tentam manter os meninos o mais ocupados sem que os aborreçam e que acham tudo muito normal. Uma mãe minha conhecida, com uma filha da idade da minha mais velha, achou perfeitamente normal que a miúda tivesse um canal do youtube onde mostrava imagens dos colegas nos balneários, sem conhecimento destes. Disse-me "todos fazem estas coisas!"
Não sei o que o futuro me reserva, mas assumo, cá em casa há castigos, há uma palmada no rabo quando há desrespeito.
Gosto muito das minhas filhas, mas não sou a melhor amiga delas, no sentido de que não temos uma relação de pares, uma relação de igual para igual. Não vou cá em parentalidades positivas ou coachings. Muito amor e carinho sempre. Peço muitas vezes desculpa e não me sinto menos mãe por isso. Mas sempre com limites. 
Curiosamente, sou a mais autoritária cá em e isso não as impede de me contarem todos os segredos, de ser a primeira a quem telefona a mais velha quando tem entregas de testes, ou quando precisam de alguma coisa.

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Tanto tempinho perdido...

28 de março de 2017

Não fui uma mãe jovem. Estava já na casa dos 30 quando o fui pela primeira vez. No entanto, isso não me impediu de ser uma devoradora de livros sobre gravidez, parto e como tratar um bebé.
Achava que os livros e os artigos que lia tinham a solução para os problemas que me pudessem surgir. Aliás, todos se baseavam em estudos cientificamente comprovados.
Claro que, depois de ser mãe duas vezes, depois de ler uma data de variantes sobre os mais diversos temas, cheguei à conclusão que penso que todas as mães chegam, temos que fazer o que o nosso instinto nos impele a fazer dentro da razoabilidade.
Na altura era ponto assente que não se devia protelar a idade da primeira gravidez para além dos 35 anos. Mais, era ponto sagrado que uma mãe à séria amamentava a sua cria. Confesso que, quanto a este último aspecto as minhas filhas foram tão diferentes e não noto diferença nenhuma entre elas em termos de defesas contra infecções, que sempre achei que se sobrevalorizava demais a amamentação. Mas, ainda assim, amamentei enquanto resultou: numa até aos 8 meses e noutra até aos 3.
Hoje mesmo li que está cientificamente comprovado que as mães com mais de 40 anos são mais pacientes, mais flexíveis e educam de uma forma mais serena, sendo que os seus rebentos apresentam melhores resultados em testes cognitivos. E, por falar em níveis cognitivos, convém referir que, afinal, os cientistas chegaram à conclusão que as crianças amamentadas não são mais inteligentes nem mais capazes que as que o não foram.
Por isso, futuras mãe que me leiam, dentro do bom senso, façam aquilo que vos pareça o correcto e borrifem-se para as teorias...

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Se calhar estou errada...

27 de março de 2017

Tenho duas filhas que nasceram e têm crescido absolutamente diferentes em termos físicos e em termos de maneira de ser e estar. 
Uma loura de olhos azuis, outra morena de olhos escuros. 
Uma absolutamente dócil e obediente e outra completamente rebelde. Penso que já aqui o escrevi. Confesso que não sei de qual das formas ser me agradava mais. Apesar de rebelde, sempre foi muito mais fácil para mim convencer a mais nova. Isto, até há uns meses. Altura que coincidiu com a ida da mais velha para o 5º ano e com a entrada de ambas para a catequese.
Se a escola dos grandes (sim, porque tem do 5º ao 12º ano) tornou a mais velha mais respondona, a catequese tornou a mais nova numa criança muito mais sossegada, menos impulsiva.
No entanto, tanto em relação a uma como a outra, embora admita que não goste de ouvir falar coisas negativas a respeito delas, sou muito desconfiada. E, quando alguém me relata um comportamento menos próprio, por muito que elas me neguem, faço-as passar "as passas do Algarve" até descobrir a verdade. Não sei se estou errada, mas nunca assumo perante terceiros que acho a minha filha incapaz disto ou daquilo porque, na verdade, embora lhes tente transmitir os melhores valores que sei, nada me garante que, fora da minha alçada e da do pai não tenham comportamentos impróprios.
E custa-me. Mais do que não pôr, sem mais, as mãos no fogo pelas minhas filhas, custa-me ver mães e pais, a defenderem cegamente os filhos, sobretudo, quando são miúdos reconhecidamente problemáticos ou quando eu mesma já assisti a situações terríveis em que estiveram envolvidos.
Estou aqui para proteger as minhas filhas, mas não as posso proteger a todo custo, sob pena de criar duas delinquentes...


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Não estaremos a abusar?

14 de janeiro de 2017

Por questões profissionais, lido, actualmente, diariamente com crianças das mais diversas idades. Umas porque são desprotegidas, outras porque são um risco para os outros, dados os comportamentos agressivos.
Uma coisa de que eu já tinha ouvido falar mas da qual não me tinha apercebido na sua total extensão, é da quantidade de crianças rotuladas como hiperactivas, e que, em consequência, são medicadas.
Por vezes, contacto com miúdos que parecem autênticos zombies...depois lá vêm os pais com a justificação de que tomam Ritalina por indicação médica, ou outros medicamentos do género.
Não sou médica, não sou especialista em perturbações, mas sou mãe de uma menina com uma energia a toda a prova (embora seja capaz de se sentar horas a ler), que reage impulsivamente à frustração. Sim, a professora queixa-se dela ser desinquieta.
No entanto, nunca o pediatra me falou em hiperactividade nem eu procurei ninguém mais especializado.
A coisa tem-se resolvido com uns quantos castigos e com muitas saídas para correr, apanhar sol, caminhar e, agora, com a equitação.
Penso que se abusa um pouco quer da classificação de uma criança como hiperactiva, quer dos fármacos que " alegadamente" ajudam a mantê-las mais calmas.
Tê-los tipo zombies aborrece menos pais e professores, não?

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Será isto???

25 de novembro de 2016

Ao ler as notícias sobre adolescentes que, pelo menos desde segunda feira, esperam pela noite de hoje, ao frio e à chuva, para o concerto do Justin  Bieber, pergunto-me, como mãe de uma pré-adolescente, se é este o capítulo que se segue na minha vida.
Pergunto-me que "guerras" e birras irão surgir, porque, ou eu e o pai enlouquecemos (e aí a explicação está na loucura), ou só por cima dos nossos cadáveres, alguma das nossas filhas se sujeitará (por mais fabuloso que seja o artista) a tais condições climatéricas, desconforto e mais, faltar a aulas a testes, por causa de um espectáculo.
Liberdade, tolerância: sim. Ser cúmplice e permitir loucuras: não.


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Um dia inteiro...

12 de novembro de 2016

Ás 9 horas ligam-me a dizer que a menina que deixei meia hora antes na escola estava cheia de dores de cabeça e de barriga...dão-lhe benuron...Não passa. Às 10 horas e 30 minutos ligam-me para a ir buscar...Urgências do hospital da terra. Não tem nada é a conclusão, sem lhe terem feito mais que uma palpação da barriga, observação da garganta e ouvidos.
Saídas das urgências, continua a queixar-se da cabeça e de muitas dores no fundo da barriga.
Lisboa, Cuf Descobertas com ela. Afinal, o seguro que pago todos os meses, serve para alguma coisa.
Depois de mil análises a mil coisas, de mil exames neurológicos e eco abdominal, concluem, uma coisa que eu desconfiava há muito (mas não fosse o diabo tecê-las e ser outra coisa): as hormonas estão aos saltos, a puberdade chegou aos 11 anos. Já não sou mãe de uma bebé, nem de uma criança...mas também não me apetece classificar aquilo que ela já é...não estou preparada! Um dia inteiro não chega.
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A pirralha...

9 de novembro de 2016

Durante anos as escolas onde andavam as Minis celebravam o dia do pijama, a 20 de Novembro. Elas sempre encararam de uma forma entusiástica o facto de irem de pijama para a escola nesse dia.
Este ano, como ainda não tinha ouvido elas falarem de nada, perguntei-lhes sobre o assunto. Ao que a mais velha, no 5º ano, do alto dos seus dez anos, um ano após ter andado entusiasmadíssima com a celebração, respondeu "este ano só na escola da M. é que celebram, essa palhaçada é para miúdos pequenos!"
Fiquei de boca aberta. Realmente, a mudança de escola, de tipo de aulas, de número de alunos, trouxe não só mais trabalho, mas uma mudança de atitude...acha-se uma adulta em formato pequeno.



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