Ao que parece, um relatório efectuado pelo Ministério da Educação tem, entre as suas conclusões que, entre 2009 e 2015, mais que triplicou o número de crianças e jovens que estão medicados com Metilfenidato, mais conhecido por Ritalina, sendo que há turmas onde cerca de metade dos alunos toma, por indicação médica, tal substância.
Esta conclusão não me espanta. Trabalho na área de apoio à família e crianças e são inúmeras as vezes em que os pais me referem que os filhos estão medicados com tal medicamento. Apesar de não me espantar, preocupa-me profundamente. Sobretudo, porque acho, tal como muitas pessoas que trabalham na área , que, mais que uma questão de moda, é um problema que tenderá a agravar-se, e que tem muito que ver com a falta de paciência, com a "demissão" em relação às responsabilidades parentais por parte de muitos pais e com a necessidade de os professores (cansados da confusão e do mau comportamento nas salas de aulas) de captarem a atenção dos alunos da forma mais fácil e cumprirem as metas curriculares que lhes são impostas.
Sou muito imperfeita enquanto mãe, perco muitas vezes a paciência, grito muito e, às vezes bem que me apetecia ter um super poder para poder fazê-las estar sossegadas. No entanto, quando me sinto mais agitada, faço coisas como caminhadas e meditação. O Reiki tem sido uma arma poderosíssima, na luta contra alguma instabilidade. A mais nova tem um feitio "levado da breca" como se diz na minha terra. Por vezes, é desesperante! Mas nunca me passou pela cabeça (nem o pediatra me sugeriu, perante as minhas queixas) dar-lhe qualquer medicação para fazê-la sossegar.
Estou muito preocupada!!!
















