Tanto tempinho perdido...

terça-feira, 28 de março de 2017
Não fui uma mãe jovem. Estava já na casa dos 30 quando o fui pela primeira vez. No entanto, isso não me impediu de ser uma devoradora de livros sobre gravidez, parto e como tratar um bebé.
Achava que os livros e os artigos que lia tinham a solução para os problemas que me pudessem surgir. Aliás, todos se baseavam em estudos cientificamente comprovados.
Claro que, depois de ser mãe duas vezes, depois de ler uma data de variantes sobre os mais diversos temas, cheguei à conclusão que penso que todas as mães chegam, temos que fazer o que o nosso instinto nos impele a fazer dentro da razoabilidade.
Na altura era ponto assente que não se devia protelar a idade da primeira gravidez para além dos 35 anos. Mais, era ponto sagrado que uma mãe à séria amamentava a sua cria. Confesso que, quanto a este último aspecto as minhas filhas foram tão diferentes e não noto diferença nenhuma entre elas em termos de defesas contra infecções, que sempre achei que se sobrevalorizava demais a amamentação. Mas, ainda assim, amamentei enquanto resultou: numa até aos 8 meses e noutra até aos 3.
Hoje mesmo li que está cientificamente comprovado que as mães com mais de 40 anos são mais pacientes, mais flexíveis e educam de uma forma mais serena, sendo que os seus rebentos apresentam melhores resultados em testes cognitivos. E, por falar em níveis cognitivos, convém referir que, afinal, os cientistas chegaram à conclusão que as crianças amamentadas não são mais inteligentes nem mais capazes que as que o não foram.
Por isso, futuras mãe que me leiam, dentro do bom senso, façam aquilo que vos pareça o correcto e borrifem-se para as teorias...

18 comentários

  1. A minha filha não bebeu leite materno porque simplesmente esse leite não saía do meu peito. E na altura, custou-me muito, quase que me senti menos mãe que as outras porque não tinha condições físicas para amamentar a minha filha. Hoje em dia sei que nunca o conseguirei fazer, mesmo que seja mãe novamente e pelo menos, num segundo possível filho, não irei passar pelo que passei com a minha filha. E não me vou sentir menos mãe por isso.
    Nestas coisas de ser mãe, os livros ajudam mas não nos dão garantia de nada.

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    1. Tal e qual. É muito importante nós mãe também estarmos bem e quando a amamentação deixa de ser positiva, o melhor é deixar.A minha mãe não me amamentou e eu sou uma mulher saudável.

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  2. Ainda não sou mãe mas confesso que tanta teoria me assusta um bocado :s

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    1. Não te assustes...o meu mal foi ter lido mil e uma coisas e depois ter ficado baralhada. Só quando decidi respirar fundo e fazer o que me parecia mais correcto é que sosseguei. E, olha, muitas das teorias sobre os mais diversos aspectos, que se defendiam na altura, estão, agora, completamente postas de lado.

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  3. Concordo tanto. Mas eu continuo a ler e a procurar. Gosto de saber tudo. E depois decido se sigo as indicações ou não (até porque me descansa ver que para certos assuntos nem os médicos têm todos a mesma opinião, o que sustenta a minha ideia de que não há regras assim tão definidas para muita coisa). :) Quanto à idade, sempre disse que o facto de ter sido mãe aos 31 em vez de aos 25 ou 27 por exemplo, fez de mim uma mãe muito mais serena e paciente do que teria sido. :)

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  4. A minha mulher foi mãe aos 29 (eu já tinha 33).
    E nunca fui nada adepto dessa teoria que se deve/tem que ter filhos aos vintes.
    Porquê????

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  5. Diria que tem de haver um equilíbrio, como em tudo! Não vejo mal em ler algumas coisas (até porque nem tudo é instinto, é preciso algum conhecimento) mas temos de ser capazes de fazer o filtro às centenas de teorias sobre tudo que existem.
    Eu não amamentei por circunstâncias da vida, embora a minha filha tenha sido alimentada com leite materno nos primeiros tempos (leite que tirei com máquinas). Ainda fiz uma ou outra tentativa de amamentar mas rapidamente desisti, porque não tinha leite já praticamente nenhum. E a vida é mesmo assim. Não me martirizei com isso.
    Talvez pela maturidade (fui mãe aos 37) talvez pelo meu próprio feitio.
    Repito:importante é que haja equilíbrio. Nada de fanatismos, nada de "palas de burro". Há que ser flexível e ajustar os comportamentos aos acontecimentos!

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  6. Tem razão minha amiga as teorias muitas vezes só servem para pôr entraves onde eles não existem.
    Um abraço e continuação de boa semana.

    Andarilhar
    Dedais de Francisco e Idalisa
    Livros-Autografados

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  7. O problema de ser mãe mais tarde tem a ver com biologia. É muito mais difícil engravidar com idade mais avançada... Por outro lado viverás menos tempo com os teus filhos.
    Mas não acho que se deva desistir a idade alguma de se ser mãe... apenas temos de ter em conta que, apesar de mais serenidade na educação, será mais difícil o processo (por norma)

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  8. Com toda a razão! Na questão da maternidade fui muito pelo que me dizia a minha querida Mãe... ((Que Deus a tenha em paz, que tanta falta me faz)) tudo dava certo. Acho que a nossa intuição está sempre certa. O que valem as teorias perante a prática?. Na minha filha, foi a primeira ela era tão pequenina e tão mole que me valeu a Mãe. Depois, com o passar dos Anos, já quase era eu que "tratava" dos sobrinhos, ou seja, conselhos e outras coisas.

    Já a minha nora, vai muito pelo que lê. A minha neta faz 2 anos em junho e ainda mama de peito. Mas come de tudo. E não lhe digam para lhe retirar o peito, lool

    Beijinhos amiga
    Sobre aquilo, ainda nada.

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  9. A verdade é que as mulheres de hoje aos 40 não são identicas às mulheres de 40 de há umas décadas atrás... anatomicamente temos tudo no mesmo sítio, mas tanta coisa mudou... que na minha opinião está tudo "ultrapassado".Em nenhuma matéria há o certo e ou o errado. Cada uma de nós vive o que tem que viver e sente as coisas de acordo com a sua experiência. para uma mãe amamentar até aos 6 meses pode ser muito mais "importante" do que outra que "amamentou até aos 2 anos". E uma conversa entre elas, nenhuma delas está mais certa que a outra. As coisas são como são... e são para ser vividas de forma individual, temos é que tentar fazer o melhor que soubermos, sem sentimentos de culpa, nem comparações.

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  10. Concordo em género, numero e grau.
    Fui mãe aos 26, 28, 31 e 40. E posso dizer que sim, aos 40, somos muito mais pacientes. E sapientes. Mas isso também advém de já ter outros antes e saber que iria sobreviver ao caos. :)

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  11. Minha adorada amiga..
    A minha sobrinha foi mãe aos 43 anos. Nesta idade o problema poderá ser não acompanhar a velhice dos filhos.
    Kis :=}

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  12. Confesso que fico bastante baralhada com tanta teoria! :)

    A Marca da Marta

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  13. Ora tal e qual. Não sou mãe mas desatar a ler livros cheios de teorias que dão para uns mas não para outros...

    Beijocas

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  14. Fui mãe quase com 24 anos. Não amamentei por falta de leite. Lamento não ter tido essa experiência.Só tive um mês de licença de parto,tendo durante esse mês a ajuda da minha mãe.Depois ,contei com a intuição de mãe que todas temos. Se fosse hoje, seria mãe mais perto dos 30. Beijinho

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  15. Fui mãe quase com 24 anos. Não amamentei por falta de leite. Lamento não ter tido essa experiência.Só tive um mês de licença de parto,tendo durante esse mês a ajuda da minha mãe.Depois ,contei com a intuição de mãe que todas temos. Se fosse hoje, seria mãe mais perto dos 30. Beijinho

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  16. Assino por baixo Love Adventure Happiness.

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