sábado, 1 de abril de 2017

Coisas que me entristecem...

Desde que estou a trabalhar na área da família e com as crianças, tenho constatado que, ao contrário do que pensava, ainda há muitas pessoas que têm filhos só porque sim, ou só porque acontece...
Sei bem que acidentes acontecem (embora seja muito fácil evitar uma gravidez indesejada), mas o que me deixa espantada não são os nascimentos resultantes dos ditos. O que mais me tem espantado é a quantidade de pessoas jovens que vão viver juntas ao fim de dois o três meses de namoro e, zás, ao fim de pouco tempo arranjam um bebé. 
Não tenho nada contra que as pessoas morem juntas quando lhes apetece. Mas penso que deveriam pensar muito bem antes de verem se a vivência resulta e se estão preparados para ser pais e mães à séria. 
São inúmeros os casos que me passam pelas mãos de crianças que, quando nasceram, os pais já não estavam a viver juntos, que ficam indefinidamente ao cuidado dos avós, porque os pais já partiram para outras relações e o novo companheiro não aceita bem o filho da anterior relação e, mesmo de crianças que não contactam com os pais ou com as mães há meses ou anos...
Apesar de dar graças a Deus por existirem avós e tios, padrinhos e madrinhas que se dispõem a tomar conta dos meninos e a prover pela sua subsistência e desenvolvimento em todos os níveis, continuo convencida que ninguém substitui a figura dos pais, o papel que cada um deles tem...nem mesmo as ditas mãe que, quais guerreiras, são mães e pais, ou os pais que são pais e mães...


18 comentários:

  1. Discordo quando dizes que ninguém substitui a figura dos pais. Há muitos padrinhos e madrinhas, avós e afins que desempenham lindamente esse papel e, muitas vezes, até melhor. Quantas vezes estão as crianças melhor com essas pessoas do que com os próprios pais? É triste. Mas estou contigo quando dizes que é impossível compreender estes pais/mães.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quando digo que ninguém susbstituí é no sentido que ó ideal é mesmo que o pai e a mãe desempenhem efectiva e correctamente os seus papeis.

      Eliminar
  2. Ter um filho exige ponderação, tenho pena que algumas pessoas não pensem nisso com a seriedade devida. E o grave é que quem acaba sempre por sofrer é a criança

    ResponderEliminar
  3. Vivemos no tempo do "porque quero já e agora" e também na "sociedade do descartável". O problema é que uma criança não é um objeto. Cada criança é o futuro da sociedade; alguém que tem de ser bem estruturado.
    O que é que se pode esperar de crianças que são criadas à toa? - sim, porque alguns nem avós têm para incutir princípios e para receberem carinho e amor. Enfim. Só tristezas.

    ResponderEliminar
  4. Sou da mesma opinião, é com grande tristeza que assistimos diariamente a este grande problema na nossa sociedade. Embora avós, madrinhas, tias, primas... tenham um papel importante, nada substitui verdadeiramente os pais.
    Bjs e bom Domingo.

    ResponderEliminar
  5. Ter um filho deve ser uma decisão muito ponderada.

    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

    ResponderEliminar
  6. Eu namoro já quase há seis anos e moro junta com ele há dois. Sempre tivemos cuidado no que diz respeito a uma gravidez. Nos queremos. Mas queremos no momento certo. Quero dar o melhor possível a um filho meu.

    No meu trabalho, também com crianças, infelizmente vejo acontecer o mesmo. Tenho desde pais (mãe e pai) que quase ignoram que têem filho até famílias onde os avós ficaram com as crianças porque a mãe/pai não pode ou, pior, não quer. Eu sinceramente acho que estás gravidezes "sem querer" acontecem porque algum dos dois faz algo nesse sentido. Hoje em dia o que há mais é protecções e informação. Essa desculpa já não pode colar. Muito menos quando as pessoas se conhecem à pouco tempo. Um filho vem mudar a dinâmica familiar toda. Se as pessoas ainda mal se conhecem então ter uma criança é a receita para o desastre. É preciso muita cumplicidade e união. Uma criança requer muito de nós. E há quem se esqueça disso e depois não saiba como lidar.

    Mas quem sofre é sempre o mesmo: os mais pequenos.

    ResponderEliminar
  7. Um caso a exigir reflexão. O pior é que a juventude nem sempre é dada a refletir. Ainda têm o mundo pintado de rosa.
    Um abraço e bom Domingo

    ResponderEliminar
  8. Ainda em estado de ansiedade e emoção, hoje não consigo pensar. Sou suspeita, pois neste momento estou a fazer o papel de MÃE/avó/madrinha, sei lá mais.

    Há mães que nunca deveriam der a liberdade de parir filhos para o mundo, para apenas, usufruir do seu abono, mas que, acaba por ficar sem eles. Quando se troca a má vida e os cigarros, etc... pelos filhos.


    Beijinhos
    Bom Domingo

    Passa pelo meu blogue

    ResponderEliminar
  9. Ser mãe foi um dos meus sonhos e este realizou_se quando pensava pedir o divórcio!
    Hoje tenho dois trintões lindos e quanto ao ser mãe!?
    Se és por que o desejas ... Excelente!
    Se acontece por acaso...pode virar problema!!!
    Bom domingo

    ResponderEliminar
  10. É verdade :/
    Admito que tenho medo de ser mãe porque tenho medo não ser capaz de ser boa mãe.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Só o facto de ter esse medo, de pensar nisso, já diz muito da sua competência para ser mãe! O problema reside naqueles que não pensam...

      Eliminar
  11. Fico chocada com a leveza com que certos casais encaram o nascimento de um bebé. Ter um filho não é uma decisão que se tome de ânimo leve, é algo que tem que ser muito bem ponderado porque, caso contrário, acontecem esse tipo de situações e, no final, quem sofre é a criança, o que é injusto. Enfim, há pessoas que não têm consciência das coisas.
    Beijinhos,
    Cherry
    Blog: Life of Cherry

    ResponderEliminar
  12. R: a série está a ficar muitoooo esquisita! Demasiada ficção.

    ResponderEliminar
  13. Concordo inteiramente. Existe muita leviandade. Acho imperdoável.

    ResponderEliminar
  14. Conheço casos de pessoas adoptadas que se sentiram mesmo como filhos dos pais adoptivos e foram sempre muito felizes mas também conheço quem tenha um grande trauma por ser negligenciado pelos pais (a maioria).

    ResponderEliminar
  15. Pessoas tão imaturas! Uma criança não é uma coisa que se descarte...


    Ms. Telita | Telita LifeStyleFacebookinstagramTwitterbloglovin'

    • passatempo no blog: giveaway

    ResponderEliminar
  16. Acho que seria incapaz de ter um trabalho desses, exatamente por esse motivo! Acho que ficaria completamente maluca a saber (e ter de lidar) de casos desses! Incomoda-me gente que não sabe a felicidade que têm por ter um filho!

    ResponderEliminar