Há coisas que não se devem modernizar...

Por muito que pareça genial inovar e inovar com qualidade, tenho para mim que há coisas nas quais não deve haver modernização! É aquela ideia do "em equipa ganhador não se mexe".
Não sou nada fã da mistura de sabores, sobretudo quando estão em causa sabores que por si só são fantásticos.
No fim de semana tive o prazer de visitar a Casa do Pastel da Bacalhau, na baixa pombalina. Já lá tinha ido anteriormente e não tinha ficado particularmente fã. Quis repetir a experiência para tirar as teimas e experimentar o célebre pastel de bacalhau com queijo da serra. Mantive a mesma opinião: nem o queijo da serra nem o pastel de bacalhau ganham com a parceria. Os dois, em separado, valem muito mais por si sós. Gostei bem mais do bocadinho que uma das meninas me deu de um pastel original, sem queijo. Confesso que, ainda assim, a receita deixa muito a desejar por, em meu entender levar muita batata. De forma nenhuma, nem pelo tamanho está justificado o valor de 4 euros/pastel!


7 comentários

  1. Por acaso concordo consigo!!!
    ...
    Aqui … um lugar especial em Coimbra:
    https://crocheteandomomentos.blogspot.pt/2018/01/penedo-da-saudade.html

    E no sábado houve peixe à mesa:
    https://ospetiscosdagracinha.blogspot.pt/2018/01/peixe-no-forno.html

    Para si … uma semana bem a seu jeito!!!

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  2. Muito bem. Nada como a originalidade inicial. Sou da mesma opinião.

    Beijinhos a todos incluindo a canita :))

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  3. Esses nunca provei mas... 4€ por um pastel de bacalhau? Credo!
    Não sou a maior apreciadora desta iguaria, mas até gosto. Com queijo da serra é que nem pensar

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    1. Gosto de inovar, mas com contenção. Adoro ambos os Ingredientes, mas em conjunto não me parece.... Já lá passei a porta, mas nunca lá entrei.

      Cumprimentos
      Sandra C.

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  4. Marketing!
    Marketing no seu melhor...

    É a sociedade em que vivemos.
    Há sempre quem lá vá para experimentar e freguesia não lhes deve faltar ou já teriam fechado as portas

    Do outro lado havia uma vizinha lá no bairro que costumava fazer quitudes para fora. Os seus salgados, empadas e rissóis eram de revirar os olhos de tão bons que eram! Com o tempo começou a vender para mais lojas locais, pois eram bons. Começou a ter de recusar encomendas por lhe faltar como dar azo a tantas e só dispor de uma cozinha caseira, de um forno de tamanho normal. Poucos a conheceram mas passada mais de uma década da sua morte, eu ainda salivo por aqueles salgadinhos e mantenho a memória da pessoa viva, com saudade, por causa do prazer e satisfação daquelas maravilhosas empadas.

    A pessoa morreu e guardava a sete chaves os seus "segredos" de culinária.
    Foi-se a cozinheira, perdeu-se o petisco.
    Tão triste.
    Um património desperdiçado.

    E olha, a julgar pelo pastel, cada empada valia bem 5 a 10 euros! Mas custava o mesmo preço das outras.

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