Fartinha desta cena!!!

Desculpem-me a linguagem, mas é, efectivamente, irritada e perplexa que me encontro. O virús existe.É perigoso (mais ou menos que outros, não sei). Tomo todas as precauções que se impõem. Apesar disoo,é tanta a incongruência e o show off que só me apetece fugir. Uma amiga, tem um filho que, na semana passada, almoçou com alguém que, dois dias depois, deu positivo para a Covid. Na casa, moram ela, o marido e os dois filhos. Cinco dias depois do dito almoço e contacto directo, recebe as indicações da autoridade de saúde para o que esteve no almoço fazer teste (que se veio a revelar negativo, mais de 48 horas depois de ser realizado), mas todos os outros que na casa vivem receberam indicações para fazer a sua vida normal (ir ao Colégio e para os empregos). Tudo isto parece tranquilo, se pensarmos que o que realizou o teste estava negativo. A minha dúvida é: se o nível de contágio do COVID é tão elevado como dizem, porque é que os outros, que entretanto poderiam ter sido contagiados, receberam indicações para fazerem vida normal? Ontem, antes da divulgação diária do número de positivos nas 24 horas anteriores já anunciavam as autoridades de saúde que tinhamos de nos preparar para os números que íam anunciar. Não entendo o porquê deste prazem em vestirem o papel de profetas da desgraça... O número foi elevado? Foi. Foi um dos mais altos desde o início? Foi. Mas convem esclarecerem a população de que no dia anterior tinham atingido um número de testes record. Ou seja, se em Março faziam cerca de 2500 testes/dia, no dia 7 de Outubro, passaram a barreira dos 28.000! É que para avaliar a gravidade precisamos de ver os ângulos todos... Depois, no boletim diário da gripe dita "normal" ou sazonal, poderemos verificar que não há relato no país inteiro de qualquer pessoa a padecer da mesma...É caso para perguntar: será que já não há gripe? Enfim, cada vez ligo menos a números e a estas notícias bombásticas. Protejo-me e incuto nos meus a necessidade de se protegerem, mas há muito que deixei de estar apavorada...se é que alguma vez estive...

7 comentários

  1. Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém já dizia a minha avó. Eu tomo cautela prevenindo-me com a máscara e a higiene das mãos. Distanciamento social também embora não o tenha em relação ao filho e nora pois tomo conta da neta bebé. Regra geral um traz outro vem buscar.
    Abraço, saúde e bom fim de semana

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  2. Elvira, por aqui tambhém. Independentemente das minhas dúvidas ou do meu cansaço das incoerências, como se diz na minha terra : o seguro morreu de velho. Saio de casa sempre com máscara e só a tiro no carro e no gabinete quando estou sozinha.

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  3. Boa noite!
    Concordo com tudo o que escreveste. Também tomo cuidado. Mas então agora uma simples gripe é Covid? E então esquecem-se das outras doenças mais graves das pessoas e as consultas são desmarcadas? Eu acho que é tudo negócio! Continuo a dizer que tenho cuidado. Estive num casamento a semana passada com 120 pessoas. Já passou uma semana. A ver vamos as próximas! Até já falam no Natal...

    Beijinhos. Bom fim de semana

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  4. Só sei que também já estou FARTA.
    Farta.

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  5. Isto está a ser uma palhaçada, é como a conversa de o aumento de casos se dever as famílias se juntarem e ja pensam em repensar o natal em família, mas no verão estava tudo bem, tudo para terem turismo a fartazana e ganharem dinheiro. Mal o verão acabou arranjaram uma data para entrarmos novamente em estado de calamidade.

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  6. Hoje, na RTP lá veio pivot do noticiário com o seu tom enfático das desgraças (acha-se mais credível por isso talvez). Temos que viver com o vírus até haver vacina e tomar todos os cuidados.

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  7. Sim não faz sentido algum essas indicações. De facto os número podem dizer pouco em proporção aos testes mas é indubitável que os números andam a subir um pouco por todo o mundo.
    Quanto à gripe como as pessoas andam mais precavidas talvez haja mesmo poucas mortes associadas (ainda que não é o pico da gripe)

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