quinta-feira, 21 de abril de 2016

Pois...não sei...

Pergunta-me a Sapo se sou a favor ou contra as barrigas de aluguer...pois, por mais que pense sobre o assunto não consigo chegar a conclusão nenhuma...Custa-me que, havendo tantas crianças prontas para adopção, se vá recorrer à barriga de mulher alheia para conceber (se bem com células dos progenitores), para gerar e desenvolver uma criança até ao nascimento (isto para não falar na grande possibilidade de a mulher dona da barriga não se desapegar da criança facilmente). Por outro lado, custa-me saber que, para muitos casais, é importante terem um filho com os seus genes e que apenas não têm local para a gestação...
Para mim, que passei (embora tenha, felizmente ultrapassado) pelo problema da infertilidade na minha Mini mais velha, a adopção seria sempre uma possibilidade e nunca uma barriga de aluguer... Mas isso é para mim...para o meu marido, a opção era não termos filhos, se não os conseguíssemos gerar e desenvolver na minha barriga, adopção nunca! Cada cabeça, sua sentença. E vós, que me dizeis ?

11 comentários:

  1. Assim de repente e sem passar pelo problema, não me atrevo a largar postas de pescada. É mesmo um assunto que tem de ser avaliado pelos candidatos a pais e mais ninguém. :/

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  2. Pois eu atrevo-me a largar umas postas de pescada, já que a minha primeira filha levou 7 anos a chegar e só chegou depois de eu me submeter a uma fertilização in vitro. Porque passei por isso, porque sei o que é que querer ter um filho e não conseguir, porque conheço o desespero e porque aqueles 7 longos anos deram-me para pensar e repensar o tema, sei bem até onde estaria disposta a ir para ter um filho. Sei porque pensei e porque tinha limites impostos a mim mesma. Para mim adoptar estava completamente fora de questão, preferia viver sem ter filhos a adoptar uma criança, tal como o teu marido. Também estava completamente fora de questão para mim ter um filho com genes do meu marido e de uma dadora (embora o bebé pudesse crescer dentro de mim os 9 meses da gravidez), a mesma coisa ao contrário, ou seja filho com genes meus mas de dador masculino, nem pensar. A mesma situação para barrigas de aluguer, para mim fora de questão. Atenção que isto é um assunto intimo, para mim não queria, sei que não aguentaria suportar essa situação mas não sou contra que quem tenha estofo para isso avance. Que nestas coisas da infertilidade tem que se ter estaleca.
    Beijinho

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    1. Como eu te entendo...e obrigada pelo contributo!

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  3. Adopção sou totalmente a favor. Barrigas de aluguer, tenho as minhas reticências quanto a isso. Quem garante que a senhora que carrega o bebé durante nove meses, no momento do parto, não muda de ideias? Para mim é estranho pensar que tipo de mulheres carregam um ser simplesmente para depois o vender. Não sei... mas isso não encaixa na minha humilde cabecinha.

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    1. não podemos misturar as coisas. a proposta de lei para nós portugueses não contempla esse tipo de barrigas de aluguer que todos conhecemos das novelas brasileiras. se isso avançar serão apenas casos de mulheres sem útero ou com outro tipo de patologias que não permitam carregar um bebé no ventre, e não haverá mulheres a carregar os filhos de outras por mais dinheiro que recebam, pelos menos não haverá legalmente.

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  4. É muito complicado! Preferia adoptar, se em fosse possível. Uma Barriga de aluguer pode nem sempre dar certo. É complicado opinar! Lool

    Uma boa noite
    Beijo

    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  5. Sinceramente para mim era muito importante ter filhos com os "nossos" genes. Não descartaria a opção de adoptar, mas era algo muito importante. Este assunto deixa-me apreensiva mas noutro aspecto. Penso sempre no aspecto psicológico que a mulher que vai carregar esse bebé durante nove meses. Muitas mulheres podem-se dizer fortes o suficiente, mas mesmo que os genes não sejam nossos, vai haver alterações no cérebro dessa pessoa e ela vai amar aquele bebé por mais que não queira.

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  6. Muito obrigado, mesmo!!! Acredita que é muito pela vossa força que me mantenho de pé! Foram fundamentais em todo o processo e não há meio de agradecer.

    Para ser sincero, preferia optar pela via da adopção do que pelas barrigas de aluguer!

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    InstagramFacebook Oficial PageMiguel Gouveia / Blog Pieces Of Me :D

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  7. Acredito que quem quer muito ter um filho não encontre limites para alcançar esse nobre desejo, mas a dor da separação de uma mãe e do seu filho recém-nascido é para mim algo inimaginável ... não acredito que as mães barrigas de aluguer não sintam essa dor ... acho uma tortura para essas mulheres.

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  8. Tanta coisa a dizer sobre isso! Há anos que quero ser mãe, mas a minha vida nunca estabilizou o suficiente para avançar. Há 3 anos, entrei num processo de adoção, em cuja lista nacional fui aprovada apesar de solteira. O tempo avançou até que m e apercebi de que ficaria sempre para trás. Os processos de adoção em Portugal são kafkianos! Somos escrutinados até à medula, entrevistas, testes psicológicos, visitas a casa... É tudo fica em nada.

    O ano passado decidi fazer aquilo que em Portugal (ainda) não é permitido: inseminação artificial em Espanha. Tive muita sorte, engravidei naturalmente na segunda tentativa, com o bónus de serem gémeas idênticas.

    Por tudo isto, apoio tudo o que permita a uma mulher ou a um homem serem pais.

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  9. tal qual como tu... eu já ponderava adoptar, ele dizia que não era o mesmo que ter um filho dele. em discussão nunca esteve a barriga de aluguer.

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