Sem palavras...

Faço o que posso para ajudar as associações de animais...cá em casa adoptamos há 7 anos uma gata de rua, temos uma cadela, e milhentos peixes. Tivesse eu uma moradia e, certamente, teria muitos mais bicharocos.
Fiquei de boca aberta e coração apertado ao ler, na edição da Sábado de hoje, que, no ano transacto foram abatidos 9.462 animais abandonados...Não sei que dizer, não sei que fazer.
Para além dos que vivem na rua e que lá sempre viveram há os imensos que são abandonados pelos donos (coisa para mim inconcebível). Muitos alegam que não têm forma de os sustentar e outros que não têm forma de pagar as contas do veterinário. No entanto, se procurarmos bem, há muitas associações por aí que os recebem e que têm protocolos com veterinários.
Tenho-me farto de pugnar pela existência de um hospital veterinário público em todas as cidades. Se em cerca de 52% dos lares portugueses existe um amigo de 4 patas, de que estamos à espera? Mas que raio de país é este onde (e muito bem) se criminalizam os maus tratos a animais, onde os tribunais têm de decidir, em caso de divórcio, com quem fica o patudo, e não tem uma rede de cuidados médicos acessível a todos???
É que quando todos os outros nos abandonam, só eles ficam!!!

6 comentários

  1. Realmente!
    Tenho pensado muito sobre isto. Gostava de ter um cão, mas depois não tenho condições. Então mais vale não ter. Abandonar, não!

    Gostei do artigo.

    Beijinhos

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  2. É verdade. Mas eu este verão vi muitos cães na rua, pareciam abandonados. Custa-me crer que as pessoas os deixam para ir de férias, mas acho que é mesmo o que acontece.

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  3. Totalmente de acordo! Também não tenho palavras...

    amarcadamarta.blogspot.pt

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  4. As pessoas têm que ponderar bem antes de aceitarem acolher um animal, porque há despesas e responsabilidades inevitáveis. É muito importante o afeto, as brincadeiras, o amor, mas também é preciso cuidar a outro nível. E é de uma crueldade inexplicável dar um lar a um patudo e depois abandoná-lo.
    Concordo contigo!

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