O dedo na ferida...

quarta-feira, 16 de março de 2016
Tenho uma colega que é uma defensora acérrima da causa animal. Adoptou 4 cães e, constantemente faz apelos aos colegas e no facebook para que adoptemos bichanos abandonados. Ficou aborrecida por um colega não ter escolhido um cão num canil porque era cego, porque, afinal, sejam eles perfeitos ou com alguma deficiência, todos os animais merecem ser amados e fazer parte da família.
Concordo totalmente com ela.
O que me deixa perplexa é que, estando ela grávida, e tendo-se verificado que o bebé não tinha em formação os pés, ela esteja com vontade de abortar...Não será isto uma incongruência???
Eu penso que nunca faria um aborto, muito embora, entenda que a decisão só lhe compete a ela e ao marido e seja totalmente a favor de um aborto legalizado no nosso país.

13 comentários

  1. Mas isso é normal. As pessoas actualmente dão mais valor aos animais que aos humanos. Não é que eu esteja contra o tratar-se bem os animais, entenda-se. O que verifico é que muita gente fica condoída e faz tudo pelos animais, e passam por um sem abrigo a tiritar de frio, e fome e viram a cara, ou mudam de passeio. Por isso acham normal adoptar um animal cego ou até sem patas,mas sentem-se incapazes de tratar de um filho sem pés.
    Um abraço

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  2. Realmente, é uma boa questão. Acho que ela não devia julgar os outros para também não ser julgada. Seja lá por que motivo for.

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  3. É uma situação complicada,tanto adotar um animal cego, como ter um filho deficiente.

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  4. Quando a minha mãe estava grávida disseram-lhe o mesmo para além de que poderia nascer com trissomia 21 e ainda bem que não abortou, porque para além dos médicos terem-se enganado redondamente o mundo ia perder uma pessoa espetacular como eu (nada convencida xD).

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  5. Um cão cego não requer muito mais atenção que um cão normal, só precisa de amor e uma casa quentinha onde viver. Um filho com uma deficiência grave compromete toda a vida do seu cuidador principal, para não falar qualidade de vida que a criança terá, se nascer. Nem todos temos vocação para ser mártires... eu não tenho e não sou contra o aborto, por isso sei que decisão tomaria na mesma situação.

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  6. São situações totalmente diferentes. Não julgo, mas sei bem qual seria a minha escolha.

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  7. Quanto ao cão cego...é preciso gostar muito para se fazer essa adoção!
    Quanto ao bebé...terão de ser os pais a decidir o que o seu coração diz!
    Boa noite

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  8. Quanto ao cão cego...é preciso gostar muito para se fazer essa adoção!
    Quanto ao bebé...terão de ser os pais a decidir o que o seu coração diz!
    Boa noite

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  9. Não me parece que seja uma incongruência. Uma coisa é adotar um cão cego, o que já de si é uma grande responsabilidade. Outra é deixar vir ao mundo um filho com uma deficiência que teria de carregar para toda a vida.
    Eu sou a favor do aborto, sobretudo nos casos em que há deformidades no feto. E não concordo com a comparação que alguns extremistas querem fazer entre a eutanásia e o aborto. Não me parece que seja a mesma coisa, apesar de ambas implicarem a destruição de uma vida. Eu pelo menos não me recordo do que vivi enquanto feto. Mas isto levar-nos-ia a uma discussão que agora não me apetece ter.
    Voltando à questão do cão, não sei se nesta fase da vida estaria preparado para adotar um animal cego. Mas admito que se morasse numa casa térrea e com espaço, não tinha qualquer problema. A minha rafeirinha já tem cataratas num estado bastante avançado e não me vou livrar dela (nem ela de mim lol) por isso.
    Mas percebo a atitude dessa pessoa. Se um animal saudável já dá trabalho e despesa, um animal doente é uma carga de trabalhos. Eu que o diga, que gasto quase tanto com medicamentos para a cadela, como gasto comigo. É preferível não adotar, do que querer parecer altruísta e passado um tempo devolver, ou abandonar o animal.

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  10. Esse é um debate que daria para dias a fio.

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  11. Nem ela deve ficar aborrecida com a escolha do colega, nem tu perplexa com a dela. São ambas decisões difíceis e cada um sabe de si. Mas concordo com algumas das coisas que já disseram por aqui. Para mim, é muito diferente adoptar um cão que já tem uma deficiência, ou permitir que venha ao mundo uma criança com uma deficiência. O cão não tem culpa e já cá está, esse bebé ainda não nasceu e se nascer pode vir a ter uma vida muito complicada, com uma qualidade de vida reduzida.

    Mas, lá está, são coisas tão pessoais e subjectivas!... Cada um que faça o que achar melhor ;)

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  12. Não julgues. Bem sei que não o estás a fazer -estás a questionar. Mas cada qual é que sabe como lidaria com a situação. Eu interpreto isso como «karma»... embora não goste de usar este termo. Mas já não é a primeira vez que conheço casos assim. De pessoas acérrimas defensoras de princípios, ou que brincam com assuntos sérios, e depois estes voltam a cruzar o seu caminho de uma forma muito pessoal.

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